terça-feira, 13 de setembro de 2011

Página 46.

Olá pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que sim,viu?




Sei que andei demorando muuitoo para postar novamente aqui no blog mas é que últimamente tenho tido uma correria com tudo,mas vocês podem deixar que nunca vou esquecer daqui hahaha,mesmo que demorando um pouquinho nunca vou esquecer. Então sei que vocês vão ficar chateados comigos (mass espero que não rsrs) mas vim postar só um pequeno trecho do livro mas espero que nessa semana (se conseguir) eu posto pra vocês junto com um +1,está certo?
 Muito obrigada pela compreenção e peço comentários e que me sigam no blog,valeu! Bjs


Peguei a chave que o seu Zé me dera e fui abrir a porta. Logo na entrada a porta dava de cara para a cozinha e vendo a cozinha – numa outra porta – você via a sala. Quando você vinha direto para sala você via um corredor e nele vinha : O quarto,o banheiro,o quarto e um depósito.
Quando entrei nem liguei para nada,logo fui para a sala,estava cançada de ser uma pessoa que eu não era,por mais que a casa estava linda e toda reformada e cheia de lembranças de mim e da Amanda,eu só queria saber uma coisa: Ficar sozinha. Você com certeza deve estar achando isso uma chatice,mas olha,você tem ótimos amigos,uma ótima família mas ninguém dá um tempo para você para você se dar um tempo,entendeu? Como você vai recomeçar se tem tantos pensando,falando e comentando uma coisa que só deveria ser de você e dele!? Cancei. Como eu estava falando,entrei na sala e me sentei no sofá já abrindo uma mala onde tinha algumas coisas para a minha “diversão” E peguei o primeiro livro que eu vi.

O Seminarista de Bernardo Guimarães.


Quando eu estava na 5º série,tive que ler para fazer uma prova,e me apaixonei! Desde então é o meu livreo preferido e agora mais do que nunca, mesmo que fosse triste,tirando também,que tem tudo haver com o que eu estou passando agora. Só agora.

domingo, 21 de agosto de 2011

Página 45.


-Ana vai arrumar a sua mala enquanto eu ligo para o seu Zé. - disse a Manda pegando o celular.
Eu assenti e a conduzi para o meu quarto.
-Aquilo foi impressão minha ou você ficou chateada com a sua mãe? - começou ela,num sussurro,meio surpresa.
Assenti.
-Você deve estar bem ruim mesmo,né? - como eu não queria falar o que ela já sabia,só bati a gaveta da minha estante com tudo.
Ela percebeu. Logo mudou de assunto.
-Leva bastante roupa de frio que lá faz muito frio. Ah,um pouco de roupa velha também é bom por que se você não quiser sujar tanta roupa vai ser bom.
Eu assenti.
Peguei a minha mala azul marinho e joguei todas a minhas roupas de frio e só duas de calor,joguei também o meu pijama.Eu não coloquei tudo certinho mas já que tudo estava dobrado e eu queria sair logo dali,eu pensei “Dane-se”.Peguei mais algumas coisas e botei dentro da mala.
-Boa noite seu Zé,tudo bem com o senhor? Sou eu a Amanda.Não,não aconteceu nada,é que eu só estou ligando para avisar que uma amiga minha está indo para aí para passar o final de semana...Tudo bem,deixa a chave com ela e depois o senhor vai viajar...sim - ela me olhou e sorriu - Ela é de confiança...Ela vai sair daqui a uns...?
-5 minutinhos - sussurrei
-5 minutinhos - respondeu ela - O nome dela é Ana...sim,ela está indo de carro e sim meus pais sabem...Então até lá. Obrigada.
Ela desligou.
-Ele se preocupa muito comigo,tipo,acha que tem que me proteger já que conhece a minha família a anos... - bufou ela.
-Normal,da parte dele,Manda,afinal,hoje em dia o mundo não é o mesmo da época dele.
-Concordo.Mas mudando de assunto,vamos?
-Claro,você quer que eu te leve em casa?
-Claro que não! Eu vou a pé mesmo,e além do mais,você tem 5 minutinhos e já se passaram... - ela olhou no relógio de pulso - já se passaram 2 minutos.
-Então vamos.
Eu fui até a sala e o Pietro estava no colo da minha mãe.
-Ana,filha, tome muito cuidado,por favor. - dizia ela um pouco aflita.
-Mamãe,eu não vou ir embora,eu ainda não estou tão louca - ela pareceu se aliviar com essa resposta mas mesmo assim tinha um pesar nos olhos,mas mais tarde,eu ia saber o que era aquilo.
-Você vai ficar bem,né irmãnzinha? - disse o Pietro com aquela voz inocente mas ao mesmo tempo com suspeita na voz.
-Claro que vou! - abaxei-me e dei um beijo no alto de sua testa. - Vou ficar muito bem... - sozinha,terminei em pensamento.
-Eu não posso ir com você? Sabe? Eu sou homem e eu posso cuidar de você,sempre!
-Hoje não,Pietro,mas na próxima quem sabe?
Ele fez um biquinho.
-Se cuida querida. - disse mamãe ainda preocupada.
Mamãe veio e me abraçou,a próxima foi a Amanda e por último foi o Pietro que continuou com aquele biquinho.
-Tudo vai dar certo,irmãnzinha,ele te ama! - sussurrou no meu ouvido.
Como uma criança de 5 anos sabe que eu estou triste por causa...dele?
Eu apenas sorri.
Ou melhor,tentei sorrir. Logo sai;
Fui em direção ao carro coloquei a mala no porta-malas e liguei ele em seguida. Minha mãe abriu o portão para que eu saísse,e quando eu sai...Me senti mais leve,leve demais! A caminho do sítio,abri um pouco a janela do carro e senti aquele vento gélido levar as minhas lágrimas com ele. Sei que sou meio dramática,mas chorar me fazia me aliviar,e chorar como eu estava chorando era uma sensação tão boa! Sem culpa,sem medo,sem nada.Só chorar.Muito podem pensar “Garota,você é louca,não existe só ele de garoto no mundo” Mas ele é o único que o meu coração conhece. Sabe aquela famosa frase que tem nos livros infantis de contos de fadas? “Eles viveram felizes para sempre?” Ou então,desde que você se conhece que sempre tem alguém que fala de alma gêmeas? Então,ele era a minha alma gêmea.Ele era o homem que eu tinha escolhido pra a minha vida inteira até o fim dos meus dias,até o meu último instante...era com ele que eu queria ter o meu “Felizes para sempre!” - e eu sei que isso parece meio clichê.
Não vou negar que eu acelerei para chegar mais rápido ao meu destino e quando cheguei...
Tinha um homem me esperando na entrada perto da encosta da rodovia. Estava escuro mas com os faróis dos carros ajudava perfeitamente a ver. Era alto e tinha uma aparência bem vivida,tinha poucos cabelos e olheiras enormes. Seu Zé, - pensei.
Ele veio até a minha janela e deu duas batidinha para eu abaixala. - eu tinha subido quando começou a ficar muito frio. - Foi o que eu fiz.
-Você é a Ana,certo? - perguntou cauteloso
-Sim,,eu sou a amiga da Amanda o senhor é o seu Zé,estou certa?
-Sim. - pausou - Querida,eu gostaria muito de mostrar tudo para você mas é que eu vou para Curitiba e o ônibus vai passar daqui a pouco.
-Tudo bem,seu Zé.Eu também já conheço um pouco o sitio..eu vim aqui algumas vezes com a familia da Simone então... - ele me interrompeu. Pelo jeito está com pressa,pensei.
-Entendo. Vou te deixar a chave com você...Bom final de semana. - disse ele educadamente
-Para o senhor também e...Boa viagem!
-Obrigado.
Ele foi novamente em direção do portão para carros e abriu para mim. Eu logo virei o guidão do carro para incliná-lo em direção - corretamente - para ir ao portão maior. Quando eu passei entre ele eu dei uma buzinada de gratidão e entrei com tudo. Depois que deixei o carro na garagem eu olhei tudo..Estava a mesma coisa mas não deixava de ser diferente,tinha o galinheiro e o quarto onde tinha os coelhos,o "quiosque" perto da garagem. A cor continuava a mesma, mas dessa vez era um branco e marrom limpo e não amarelado pelo tempo. Eu fui até a trilha - que tinha para não pisar na grama - e percebi que o seu Zé já não estava no portão. Eu acho que nunca fiquei tão feliz em ficar só.
-Por que antes disso tudo acontecer,o que eu mais odiava era ficar sozinho. - sussurrei em voz alta para mim mesma.
E lá estava eu..sozinha...Eu estava só,finalmente.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Página 44.

Ficamos conversando uma hora mais ou menos,depois eu levei o casal 20 - eu comecei a encher a Carol e o Luíz disso - na casa da Carol.Amanda disse que a Carol disse para ela na hora que foram na feirinha
-Minha avó foi visitar os parentes em Santos e eu vou aproveitar para ficar um pouco com o Luíz sem a preocupação de que horas ele tem que ir embora.
Amanda tentou imitar a voz de entusiasmo da Carol mas foi um desastre.Começamos a rir.
Eu levei Amanda logo em seguida.Paramos na esquina e começamos a conversar, e foi numa dessas conversas que vai e vem que ela comentou esse amor ambulante.
-Sinceramente, - disse ela - acho que o namoro deles vai dar casamento.
-Sério?
-Por que, você não acha?
-Na verdade eu acho,mas pensei que era a única que pensava isso.
-E eu também.
Ficamos em silêncio e aquilo me corroía por dentro. Eu encostei a minha cabeça no vidro - que deixei fechado por que estava garoando - e fiquei olhando para o nada,como se aquele nada fosse a única coisa que me entendia,por que era assim que eu me sentia,como um nada. Não pensava em nada que fosse me torturar, mas parecia que ficar em silêncio me corroía mais.Sei que não posso pensar assim. Que não devo olhar para trás e ficar parada sem ir para o meu futuro,mas o “se” não deixa.
-O que você tem? - disse Amanda me tirando dos devaneios.
-Eu acho que só preciso ficar um pouco sozinha,sabe? Para pensar no que fazer. Não posso acabar com a minha vida por causa de uma paixão. Mesmo que esse amor foi tão puro desde o começo,acho que não é bom eu terminar ficando sozinha.
-Você se sente sozinha? - perguntou ela tristemente.
-Sim, - suspirei - principalmente quando não falo. Quando tudo ficar num silêncio eu me sinto...
Não terminei.
-Mas por que você acha que ficando sozinha você vai melhorar? Você mesmo está falando que quando fica sozinha se sente sozinha.
-Eu preciso pensar,mas não sei como pensar com tantas coisas acontecendo. Eu,Ana, não tenho um momento sozinha sem que minha mãe fica me olhando preocupada,sabe? E sinceramente? Não acho que ela tem culpa.Tem vezes que eu até me recuso a olhar no espelho! Eu sei o meu estado.Eu sei que estou parecendo uma morta-vida, mas como que eu vou melhorar se eu não consigo pensar?
-Entendo...E acho que eu posso te ajudar - ela tentou sorrir
-Como? - tentei não parecer tão entusiasmada com o que ela acabara te dizer mas foi inevitável.
-O sítio. - foi a única coisa que ela disse
-mas os seus pais não estão lá? - falei preocupada,mas estava eufórica. Finalmente!
-Você realmente não escutou o que eu disse,né?
Olhei para ela com um olhar de: desculpas
-Eles foram viajar. Querem fazer uma segunda lua de mel. Vão ficar fora por umas duas semanas ou mais.
-Mas e você?
-Eu vou ficar bem. - sorriu - Agora o que mais me importa aqui é você.E se você ficar bem eu fico bem,entendeu?
Eu a abracei
-Você é a melhor amiga desse mundo.
-Você não fica atrás,na verdade,acho que você fica muito a frente.
-Empatadas?
-Empatadas. - concluiu me abraçando - Só não fique triste conosco. - ela incluiu o Luíz e a Carol - Nós só queremos te ajudar. Só estamos fazendo o que achamos que você faria por nós.
-Eu entendo,flor.Eu só fiquei meio desconfortável mas é por que quando falam daquele assunto...eu não consigo relembrar sem tristeza,essa é umas das coisas que preciso pensar.
-Ei,vamos logo para a sua casa,você quer ir hoje ou não?
-Hãm...sim,mas você não quer ligar para os seus pais primeiro?
-Claro que sim,mesmo eu achando que eles não vão se importar..Eu ligo para eles no caminho.
-Então está bem.

domingo, 24 de julho de 2011

Página 43

-Quer sair daqui? - perguntou ele cauteloso.
-Não,preciso voltar a vida. - disse decidida - Eu tenho que voltar a viver! - disse dado ênfase a frase.
Ele me empurrou me olhando.
-Olha,você vai começar a estudar e a trabalhar nessa semana,não é?
Assenti.
-Então,vamos começar do zero?
-Como assim?
-Vamos fingir que você está recomeçando a viver,você está recomeçando a estudar.
-E daí?
-Não me interrompa que eu falo. - ele fez uma pausa para ver se eu não ia interromper e prosseguiu depois que percebeu que eu não ia falar mais nada - Vamos pegar a sua melhor "época" escolar - ele fez áspas com os dedos - E vamos recomeçar.
Tudo bem que depois da oitava série todos os anos que prosseguiram foram bons - mas o Leonardo estava nesses anos - Mas eu não posso deixar ele vir com tudo de volta ao meu coração. O mundo não gira em torno dele! E eu tenho que mostrar isso pra mim... Nossa! Que confusão...
-Concordo.
-E que ano seria esse?
Dei de ombros.
-Você não pode escolher qualquer ano,Ana,por que dependendo do ano que você escolher,pode ser um ano que você não ía a festas a fantasias.
Só então percebi onde ele queria chegar.
-Como assim,Luíz? - eu disse dando um suspiro de derrota
-O baile a fantasia vai ser no sabádo que vem e eu tenho dois convites sobrando - fora o que eu dei a Amanda - mas mesmo assim eu tenho dois convites,o que você acha? É uma ótima forma de comemorar o recomeço. - ele sorriu calorosamente
-Está bem - eu disse um pouco atrasada.
-Você quer convidar alguém? - falou depois de uma pausa
Eu fiquei pensando no Bruno mas decidi não,não queria ver ninguém que me lembrasse do Leonardo.Eu gosto do Bruno mas ele tinha que lembrar o Leonardo?
-Não. - respondi
-Quer que eu convide um dos meus primos que te amam?
Dessa não deu para eu não rir.
-Não. - disse em risadas
-Então está bem.
Logo percebi que tinha alguns passos chegando atrás de mim e...
-Então,convenceu ela? - perguntou a Carol
-O que você acha? - respondeu o Luíz
-Vocês fizeram um complô para me tirar de casa? - perguntei incrédula percebendo tudo.
-Na verdade fizemos um complô para tirar você do cativeiro,ou seja,da sua tristeza,que todos aqui estamos vendo e não queremos isso para a nossa amiga que tanto amamos - respondeu a Carol
-que nós todos sabemos que faria a mesma coisa para nos ajudar - acrescentou uma Amanda sorridente
-Verdade - concluiu o Luíz.
Eu olhei para eles fingindo estar brava mas eles notaram a falsidade por que logo falaram:
-Você não está conseguindo nos enganar - disse o Luíz
Todos caímos nas gargalhadas.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aviso!

Olá pessoal!
Gostaria de informar a vocês que eu vou viajar essa semana e lá não pega net (infelismente), então vou ficar sem postar aqui durante um tempinho mas prometo que quando eu voltar eu recompenso vocês,Certo?
Muito obrigada.Abraços :D

sábado, 9 de julho de 2011

Página 42.

Eu estava sendo sincera, mas um vazio tomava conta de mim.Era instantâneo, mas ficava mais forte ainda quando eu pensava nele ou quando lembrava e até sonhava do que poderia ter acontecido e que não aconteceu.E esse era o meu erro,pensar no que não aconteceu,no que poderia ter acontecido e não aconteceu.
-Que bom. - pausou uma Carol avoada sem perceber que me ferira com sua palavras seguintes - Eu fiquei chocada quando a dona Cecília falou para mim que eles iam se casar mas pelo menos ela foi gentil com você te avisando primeiro.
E aquele baque me tomou. Ah,Carol – pensei chorona.
-Ela pode ter sido gentil mas não por que quis. A Cecília não suporta a ideia de ver o filho sofrer de se casar com alguém que não ama. Isso sim é a verdade,Carol,isso sim.
-Talvez você está certa,mas talvez ela só tem interesse com isso tudo.
-Talvez. - repeti
Talvez nada,com certeza tinha interesse – pensei.
Ficamos em silêncio por um momento.
-Você ainda não superou,né? - disse ela novamente percebendo a minha cara de chateada com suas perguntas.
-Não.
-É muito difícil ser traída,não é a toa que a minha mãe se separou do meu pai.
-Mas esse não é o pior - disse a olhando
Voltei a olhar pro nada.
-Então qual é?
-O pior é que ele foi tão covarde que não me contou.Ficou com medo da minha reação,mas talvez se ele tivesse me contado a história poderia ter sido outra. - suspirei;
-Mas,Ana,você acha que se ele tivesse te contado você teria perdoado ele e,talvez,agora vocês estariam juntos?
-Não sei,Car, talvez sim,talvez não.Mas sabe? - a olhei - Acho que eu ja até o perdoei – sussurrei e uma lágrima caiu no meu rosto - Acho que eu estou machucada e por isso que estou triste.
A Carol escutava tudo atenta e do lado dela estava a Amanda me olhando maternalmente.Mas sem contar para elas,eu dizia tudo aquilo não para falar que eu estava sofrendo e desabafar,mas sim para simplesmente contar para mim mesma,para que talvez no fim de tudo eu,Ana,saber que não era um pesadelo como eu queria mas sim a realidade da minha vida naquele instante.
-Pense pelo lado positivo, - disse ela com uma voz mais animada,tentando levantar o meu astral - Vamos voltar a estudar todos juntos.E você Dona Ana,vai ter que encher a sua cabecinha com a "faculdade" e vai melhorar o seu astral com... - pausou procurando uma palavra certa – coisas importantes pra vida.
Mas o Leonardo é importante pra minha vida. - pensei.
Não,Ana,não pense naquele garoto idiota. Ele estragou a sua vida,garota – falava aquela vozinha me alertando do meu sub conciênte.
-Espero. - sussurrei. Não é a toa que eu voltei a trabalhar e a estudar.
Graças aos céus o Luíz veio com os nossos milk's shake por que senõa eu não iria mais suportar a idéia de ficar falando do acontecido.Seria terrivelmente trágico para mim e completamente doloroso.E então,depois de algum tempo,eu vi o Luíz olhar para a minha feição e a Amanda falar alguma coisa com os lábios,sabe? Sem som e o Luíz fez um sinal para se retirar e levar a Carol – que não tinha visto nada – com ela.
-Gente,eu vou ali na feirinha com a Carol e já volto - disse a Amanda depois de alguns minutos que terminaram de beber a bebida.
Nós apenas assentimos.
Ficamos em silêncio.Eu e o Luíz éramos os únicos a não terminarem o milk shake e isso meio que incomodou as meninas que estavam loucas para comprar um brinco indiano - especialmente a Carol - ela disse que iria estreiar na festa a fantasia na semana seguinte,ela iria de indiana,e acho que a Manda usou isso como desculpa. O Luíz logo começou aquele assunto enquanto elas estavam virando a esquina.
-Como você está? - perguntou preocupado. O olhei e tentei dar o meu melhor sorriso para aquele garoto do meu lado que sempre me ajudou.O Luíz era muito querido por mim,na verdade todos os meus amigos que fizeram o Terceirão eram muito queridos por mim,já que,sempre foram verdadeiros e vivemos tantas coisas juntos! Mas o Luíz em especial era..qual a palavra? Especial. Ele era um garoto caucaseano amorenado pelo sol,com os olhos castanhos e um cabelo liso e preto cortado arrepiado e tão fofo com todos. Mas não era o seu bio tipo que era especial e sim o seu caráter.O Luíz desde que nos conhecemos no segundo ano que ele é o pai de todos e ajuda todos que pedem ajuda para ele.
-Bem – menti.Não queria que ele começasse de novo com aquele assunto que eu estava falando com a Carol minutos antes,por isso me fiz de desentendida.Mesmo sendo o Luíz.
-Não estou falando nesse sentido. - explicou ele
Como se eu já não soubesse – pensei.E me desculpa,Lu,mas não consigo.
Suspirei.
-O que você acha? - disse um pouco exásperada colocando logo o que eu estava sentindo.
-Nada bem,mas eu não te culpo. - suspirou pegando na minha mão e me dando aquelas batidinhas - Você está muito chateada com ele? Ou está mais para machucada?
O Luíz era um dos meus melhores amigos,ele o Marco e o Bruno eram realmente os meus melhores amigos - mas a minha relação com o Marco - que eu não sei por onde anda então descarta a nossa "amizade" por enquanto. – Então o Luíz me conhecia bem o bastante para saber como eu estava,me conhecia tão bem que até sabia quais eram as minhas opções.
-Acho que eu estou mais para a segunda opção.
-Entendo.
-Sabe? Tipo,eu tive que saber por terceiros e não por ele.Eu acho que é por causa disso que eu me sinto mais triste - levei a mão ao peito - Dói aqui,Luíz,e essa dor é como se fosse uma facada.- eu estava segurando as lágrimas para não chorar ali e ele percebeu isso,por que o seu movimento foi único: Me abraçar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Página - 41.

Pessoal,sei que fiz vocês esperarem muito mas espero recompensar hoje.Espero que gostem e boa leitura!





-Depois de três anos todo mundo vai estar junto,só falta duas pessoas... - a Carol olhou para mim com um olhar de desculpas.
-Leonardo e Melina,sim,verdade,só falta eles mas pena que não vão voltar tão cedo. - eu disse um pouco exasperada.
-Desculpa.
-Tudo bem,mas não falta só eles dois falta também o Ronaldo,a Priscila,Micaela e o Vitor.
-Completamente, - concordou a Manda - Vocês sabem aonde eles estão? - perguntou.
-A Micaela e o Ronaldo estão namorando e morando juntos em Curitiba onde ele está fazendo faculdade de advogacia e ela de administração. - respondeu o Luís
-Eles voltaram? - perguntei
-Sim,faz tempo,esse é o ultimo ano deles ou o penúltimo,alguma coisa assim.Eles foram logo depois que acabamos o terceirão! - sorriu o Luís com a lembrança boa que tivemos todos.
-Verdade,acho que foi o melhor ano que passamos juntos. - disse a Carol.
-Discordo. - disse eu e a Amanda juntas.
-Acho que depois da oitava todos os anos foram bons, - disse - mas não vou negar que o terceirão foi perfeito.
-Concordo plenamente com a Ana...Mas e a Priscila e o Vitor? - interrompeu uma Amanda curiosa.
-A Priscila foi para o Rio grande do Sul,voltou a morar com os pais e está fazendo um concurso publico.Não é todo mundo que tem sorte de fazer faculdade.Eu vivo conversando com ela pelo msn - respodeu o Luíz - Tudo bem que não somos mais namorados mas continuamos bons e velhos amigos acima de tudo
-Que bom – disse uma Amanda curiosíssima - mas e o Vitor?
-Está em Registro fazendo Direito,ele tem sorte,vai herdar a advogacia do pai.
-Pessoal,sério,o Vitor pode ser rico e tal mas ele sempre foi legal com agente e com os outros.Ele não é nem um pouco metido a bad boy e nem a um idiota como o Tácio.E falando no Tácio,por onde ele anda? - perguntei.
-Os pais dele lavavam dinheiro.Ele ficou pobre e os pais foram presos - respondeu o Luíz
-Nossa! Até parece um filme ou um livro - disse a Amansa surpresa - Eu sempre pensei que eles tinham dinheiro demais para quem tinha duas agências de carro,ainda mais numa cidade pequena como Iguape e Ilha Comprida.Mas protegendo o meu amigo Vitor,ele sempre foi legal,sempre ajudava os outros,fora que sempre pagava a conta para nós,meninas - sorriu Amanda.
-E que também beijava muito bem,estou certa,Amanda? - disse a Carol
-Não estou entendendo – Fez carinha de desentendida.
-Amanda,todo mundo sabe que vocês já namoraram, e só se separaram por que ele mudou de cidade. - comentou o Luís
-Que nada,nós nunca namoramos! - respondeu quase caíndo na risada.
-Amanda,você esquece que eles faziam parte do jornal da escola? E eram muito bons por sinal. - comentei.
-Está bem! - bufou - Mas só começamos a namorar mesmo,quando faltava três meses para o final do terceirão.
-Ei,só eu posso falar terceirão! - criticou um Luíz chateado - Fui eu que inventei.
Nós três nos olhamos rindo e olhamos para o Luís.
-Terceirão! - dissemos em uníssono.Ele nos olhou com desaprovação e todos começamos a rir - até ele - na verdade,ele começou a gargalhar!
-Gente,vamos fazer logo essa matrícula antes que as vagas acabem - disse a Manda
-Está bem,mas a minha está garantida,sabe? Fiquei em 4º Lugar no vestibular – falei sorrindo.
Nós entramos na secretária,acho que nunca vi tantas pessoas fazendo matriculas,mas não é a toa que fizeram uma sala de aula de secretária. Erámos os últimos da fila e ficamos relembrando as coisas.
-E vocês estão namorando alguém? - perguntou Amanda curiosa.
-Não. - responderam juntos
-Como assim? Vocês não estavam namorando?
-Nós terminamos com os nossos respectivos ex-namorados - respondeu o Luíz - Mas agora nós dois estamos namorando – falou sorrindo e dando a mão pra Carol.
-Hoje vai chover - disse a Manda fazendo um muchocho.
-Por que? - perguntou a Carol chateada
-Vocês estão namorando! Eu sempre soube que isso um dia iria acontecer - respondeu ela com um sorriso imenso no rosto.
-Eu também sempre soube – disse – Estava na cara que isso aconteceria.
Eles começaram a rir.
-Por que vocês estão rindo? - perguntei
-Porque nós dois sempre nos gostamos mas sempre pensamos que o outro não correspondia - respondeu o Luíz.
Chegou a minha vez na matricula - minha sorte que já tinha todos os meus documentos necessários na carteira - Depois de mim foi a Manda,a Car e o Lu.
-Vamos tomar um milk shake na praça? - perguntou o Luíz.
-Claro,assim eu já aproveito e compro os meus livros – disse - Vocês querem uma carona? - perguntei lembrando do meu bêbe.
-Depois que ficou motorizada? ...Claro que sim.- disse a Carol se fazendo de interesseira
Nós entramos no meu carro – E em um instante já estávamos no Centro.
Quando chegamos nós - meninas - pedimos para o Luíz ir pegar os milks shakes de morando,no inicio ele reclamou um pouco aí eu disse:
-Ninguém mandou o Ronaldo e o Vitor se mudarem da cidade,vai se acostumando,querido.
Ele bufou.
-Como você está? - perguntou a Carol quando ela teve certeza de que o Luíz entrou na sorveteria
-Bem mal.
-Com certesa,Desculpe-me por não ter te contando mas é que eu achei que você e a Amanda tem mais intimidade para isso,mas pelo menos teve um lado bom
-Qual? - perguntei séria
-Isso ajudou a deixar eu e ela a voltar a se falar.
-Com certesa.Não se esquenta com aquilo,eu entendo,pode deixar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Recado!!!!!

Pessoal!
 Vocês deve ter percebido que eu não posto faz tempo,não? Mas tive um motivo.O motivo foi que eu fiquei sem o computador durante um tempo e o meu livro está todo nele então não tive como postar,mas essa semana vou postar tudo que faltou,okay? Prometo,e obrigada pela compreenção.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Página 40 - segunda parte.

-Calma, - pausou - eu estava aqui perto,sinto muito,não resisti. -explicou
-Entend.i – suspirei de derrota,não conseguiria ficar chateada com a sacanagem dela,por que realmente foi muito engraçado.
-Vamos? - perguntou ela sorrindo daquela forma especial,sabe? Que você realmente percebe que tem seus amigos por perto.
-Com certeza.Mas espere aqui um minuto que eu vou pegar as coisas. - falei e corri para dentro de casa.
Ela assentiu.
Eu fui correndo para o meu quarto e peguei o dinheiro que tinha e no mesmo corre que fui voltei correndo para o portão,e de lá fomos andando até a rua de baixo – onde ficava a faculdade.Eu fiquei pensativa enquanto a Amanda murmurava algumas coisas,não por que eu não queria prestar atenção mas por que sinceramente não conseguia.
-Minha mãe foi viajar com o meu pai - murmurou ela,eu nem escutei direito só sei que assenti.
“O dia foi bom,se não fosse pelo Bruno ali eu acho que teria sofrido mais ainda.Eu quero esquecer o Leonardo mas não consigo,espero que com o tempo lotado eu não penso nele.” - Pensava.
-O que você tem? - perguntou Amanda preocupada.
-Nada - eu disse,mas eu sabia que ela sabia o que eu tinha.
-Eu te conheço melhor do que ninguém.Você deve esta pensando no Leonardo, com toda certeza nisso aposto 10 reais nisso. - disse brincalhona mas com m pouco de crítica na sua voz.Eu não poderia negar que naquele momento ela estava certa,senão eu não aquentaria...
-Pode me passar o dinheiro então. - menti.
-Calma aí! - bufou - Você não apostou nada.
-Por isso mesmo,Eu estou pensando no Leonardo mas como eu não apostei nada estou cobrando de você.
-Esquece o que eu disse – sorriu amarelo.
Ficamos em silêncio.
-O que você está pensando? - começou de novo,mas desta vez mais séria,quase preocupada.
-Em como eu fui uma boba.Sinto saudades dele e por isso eu pensei que sendo a madrinha do casamento o meu coração iria perceber que ele já é passado mas parece que está pior,e por mais cabeça dura você vai dizer,e eu vou entender,mais cabeça dura eu vou ser,por que eu vou continuar.
-Entendo.Quer dizer,eu nunca passei por isso mas deve ser complicado,se eu tivesse no seu lugar eu teria dado uns belos tapas na Melina mas você é boa demais.
-Eu sei que eu sou burra demais não precisa falar.
-Eu disse que você é boa não burra.
-Você nunca ouviu falar de frases que tem duplo sentido?
-Sim.
-Então! - suspirei.
-Está bem,você está certa,eu te chamei de burra mas é que eu esqueço que você é muito mas muito muitissíssissimo boa...
-Já compreendi. - bufei.
-Mas você vai continuar com essa história de ser "madrinha"? - ela fez aspas com o ar.
-Já comecei e agora não posso terminar,mas a única coisa que eu vou fazer de diferente é que como eu vou recomeçar a trabalhar e a estudar eu não vou poder ir lá com tanta frequencia,acho que isso ajuda a bafar um pouco.
-Você é genial.
-Obrigada.
Chegamos ao portão da escola - que também funcionava como faculdade – E quando entramos na secretária tive uma surpresa,fazia tanto tempo que não nos víamos.
-Carol! - disse nós duas em únissono - Luíz!
Eles nos viram e vieram até nós.Carol e Luíz eram dois amigos nossos da era do Segundão,terceirão..Fazia tanto tempo! Nos comprimentaram cada uma com um beijo nos rosto e aquele abraço caloroso..
-Vocês também vão começar na faculdade de Letras? - perguntou o Luíz.
-Claro. - disse a Amanda.
-Que bom,a turma vai se reunir novamente. - disse a Carol
-Verdade - dissemos juntas .

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Página 40.

Olá amores...Essa página é bem curtinha e nem pode ser chamada de página,então podem colocar como a primeira parte,okay? É que como estou em semanas de provas (de novo) estou estudando muito e não estou tendo tempo de corrigir,infelismente.Estou deixando aqui essa pequena página para vocês terem o que ler mas prometo que logo postarei uma página recompensadora. Boa leitura e muito obrigada por todas as visualizações de vocês,é muito importante para mim.






Espero. – pensei.
Eu meio que me senti um pouco esquisita na hora em que eu estava na casa do Leonardo,se não fosse pelo Bruno...acho que eu teria pirado.Ele realmente é o meu irmão.Mais do que nunca é meu irmão mais velho,quem está parecendo que tem 15 anos e que está numa confução de namoro sou eu mas como sempre,ele esta lá para me ajudar.Como estava escrito no colar.

Parei com o carro - onde quer que eu estava,nem percebi - e tirei o colar do meu pescoço,queria ver.Abri e  lá estava a gravura:
Amigos Eternos
-Sempre! - falei.
Eu entrei em casa e logo em seguida peguei o meu celular e disquei o número da Amanda.Queria fazer a minha matrícula logo.Começar uma vida nova logo.
-Alô? - disse ela - Alô? Ana? - perguntou ela novamente percebi que eu não tinha respondido e que estava perdida,mas do outro lado da linha havia uma Amanda desesperada.
-Desculpe-me.
-Tudo bem, - riu – Mas posso te ajudar em alguma coisa?
-Hãm... - comecei,mas escutei a minha curiosidade com o barulho de carros passando foi ao extremo.Enrruguei a testa - Você quer fazer a matrícula hoje?
-Claro,demorou.Agora - disse ela entre gargalhadas.
Qual é a graça?
-Então está bem, - sacudi a cabeça – Tchau.Até daqui a pouco.
-Tchau. - respondeu ela
E desligamos o celular.
-Ana! - alguém gritou
Escutei o grito e fui ver o que aconteceu,tive uma surpresa sabe por que? Adivinha quem estava lá?
Amanda!
-Como? Hãm? O que? - fiquei sem palavras. - Minha maluquinha.

domingo, 22 de maio de 2011

Página 39.

Ele se surpreendeu com a minha resposta tão rápida mas sinceramente? Eu não estou e nem sou do tipo que faz charminho,principalmente quando eu necessito,mas também,é melhor ser convidada do que pedir,não é?
-Mas será que eu poderia falar com o senhor rápidinho? - perguntei
-Claro. - ele sorriu
Ele me conduziu até o seu escritório - que na verdade era a sala de estoque - Era toda amarelada e com um pouco de tinta descascando na parede,normal até,já que,vivemos numa cidade um pouco úmida demais.Ele se sentou atrás da típica mesa de madeira em uma cadeira que não tinha nada  a ver com a mesa de mogno - a cadeira era em verniz - e a cadeira que eu sentei era mais diferente do que o resto - era uma cadeira branca mas de plástico. - Ele tinha feito essa salinha para comer mas com eu citei que a conversa era a sós ele acabou sedendo.
-Então,querida,o que você quer? - começou.
-Hãm..
Por onde começar um assusnto complicado? Ele não era de fofoca então eu meio que teria que contar  a tal "confução" que aconteceu,mas mesmo assim é complicado,por que crescer é tão complicado?
Tudo temos que começar por um começo,comece! - disse a tal vozinha que estava me irritanto
-É que eu..não sei..se o senhor..sabe... - comecei envergonhada.
Ele me enterrompeu.
-Infelismete eu sei, - começou mas eu fiquei surpresa da mesma forma,nunca imaginei a vergonha que senti.Ele deve ter percebido isso por que simplesmente começou a explicar o que não tinha explicação:
-Eu não queria saber,sinceramente, - mostrou seu sentimento de emoção - mas por onde que eu ia as pessoas contavam.Então teve um dia que eu entrei numa loja e duas senhoras estavam contando que o Leonardo tinha te traído,então eu pedi para que me contassem a história completa.Mas vou te dizer,Ana,eu pensava que aquele era um garoto bom,que prestasse mas não imaginava tanto..
Agora sim eu entendo o por que do Leonardo está sendo "esquartejado" pela população,mas na verdade quem tem mais culpa é a Melina e eu e a minha burrice mas não ele,vai,só um pouquinho mas não para tanto que nem estão fazendo.
Chega! - disse a vozinha chata - Ele te traiu,você não pode perdoá-lo,ele é igual a todos os homens - os que não servem - mas mesmo assim,é igual!
Cala a boca! - pensei
-Desculpe-me - continuou o seu Fabiano.
-Tudo bem, - dei de ombros - mas não posso deixar de falar que ele não tem completamente toda a culpa como estão falando por aí,digamos que os dois tem culpa e infelismente,muita culpa.Mas a vida continua. - tentei dar o meu melhor sorriso.
Sei que você deve estar imaginando que eu sou alguma louca de estar falando isso,mas é a verdade,eu me culpo mesmo.Do começo do meu pé até a raíz do meu cabelo – por inteira.A verdade é que me faço de forte,mas não sou,sou uma criança ainda – pelo menos queria ser – e estou morrendo de medo de não conseguir viver de novo.E posso até estar exagerando um pouco,mas eu pensei que iríamos viver juntos para sempre,e o meu sonho acabou.
-Que bom. - começou ele voltando ao assunto principal,o assunto que fui parar ali - Mas o que você gostaria de pedir?
-É que seu Fabiano,eu estou querendo começar na faculdade,sabe? - falei envergonhada por dentro e com uma vontade enlouquecedora de rir de tão nervoza,
-Que bom. - disse sincero.
-Mas..tipo..as matriculas acabam amanhã, - e antes que vocês pensa eu não menti apenas omiti uma verdade,ás matrículas acabam na segunda que vem,e amanhã já seria quinta! - só que..eu..não tenho o dinheiro,sabe? O senhor teria como adiantar o meu pagamento? - perguntei e dei um sorriso torto,como desculpas pelo pedido e por esse pequeno favorzinho.
Ele fechou o rosto.
-Mas você ainda nem começou. - ele disse sério,sério demais...
Fiquei chocada! Não era ele que falava que com educação as pessoas vão longe? Que não se brinca? Mas agora abandona o naviu.Está parecendo pessoas fazendo campanha eleitoral,na hora,o povo ganha tudo mas na hora do vamos ver,é tudo mentira.
-Mas é uma boa causa. - ele abriu o sorriso de orelha a orelha,abrindo a gaveta da sua mesa - Você deveria ter visto a sua cara,como que eu queria ter tido uma câmera agora... - disse entre gargalhadas.
-Hãm..? - foi a única coisa que eu disse entregue aquele momento que pensei besteiras bobas.
-Desculpe,acho que peguei pesado com a brincadeira. - começou.
Nem me fale - Pensei irônica.
-Não,imagina,só eu últimamente que não estou muito para brincadeiras.
Ele sorriu.
-Quantos que você vai precisar?
-É só o dinheiro do salário mesmo – agradesci.
-Tem certeza que não quer mais? - ele perguntou cuidadoso me apoiando.Ele sabia o quanto eu era orgulhosa para algumas coisas
-Claro, - comecei - eu ainda tenho um dinheirinho guardado da época que eu trabalhei aqui e de uns trabalhos de babá que eu fiz quando sai - expliquei
-Entendo. - sorriu alegre.
Ele me deu o dinheiro - já era para a minha matricula e mais um pouco para o meu material "escolar".Eu realmente tinha um dinheirinho da época que eu era babá - estava numa caixa de sapato em casa,e eu tinha que fazer a matricula,mas por causa desse dinheiro na caixa minha mãe vivia falando:
-Guarda no banco,Ana.
Mas eu nunca tive paciência com aqueles botãozinhos chatos - aquilo me enchia o saco.Então coloquei numa caixa de uma sapato velho - que agora é velho mas eu tinha comprado o sapato no mesmo dia que decidi colocar o dinheiro - e guardei as minhas reliquías,lógico que uma boa parte eu gastei em livros e uns DVDs mas mesmo assim eu tinha um dinheiro guardado para os livros da faculdade.
Eu me despedi de todos e conversei com os meus antigos e novamente amigos e colegas de trabalho.Seu Fabiano foi muito gentil comigo,disse que se eu quizesse podia começar só na terça.
Mas entre nós? Eu lembrei de uma coisa e fiz uma burrada em ter mentido pro Sr.Fabiano,ele meio que deve ter percebido que eu menti,já que,alguns segundos depois eu percebi que a filha dele também estudava lá e que sabia de tudo,e que o filho dele que tem a minha idade ia começar lá também,mas eu acho que ele entendeu.Melhor,ele riu muito de mim.
Eu agora queria começar uma nova vida,talvez,depois que eu me forme eu vou para alguma cidade,mas quem sabe se até lá eu não estou curada da ferida?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Página 38.

-Quando você vai começar na faculdade? - perguntou a Cecília.
-Vou ver se consigo fazer a minha matricula na semana que vem,mas antes tenho que ver se consigo o meu emprego de novo no mercado lá do centro.
-Hãm..entendo
Chegou as bebidas que ela tinha mandado a Luziana  (que era a empregada da família) fazer para nós.Eu e o Bruno tivemos muito pouco tempo para voltar a conversar por que a Cecília logo quis voltar de novo com a conversa sobre o casamento,que eu tinha a empresão dela ter me convidado para ser a madrinha  para me torturar e não para eu ajuda-lá.
-Ana? - eu me virei para olha-lá - Aquele é o vestido que você vai querer,certo?
-Sim,depois a senhora pode me emprestar a revista? Eu vou pedir para a minha mãe fazer para mim...
Ela me enterrompeu.
-Na verdade,eu vou mandar para a minha costureira fazer para todos,sabe? eu quero te dar esse presente.
tradução:Eu não confio na sua mãe.
-Não, - insisti - eu só confio na minha mãe.
Ela percebeu o quanto eu iria insistir e que não iria desistir tão fácil então disse:
-Então tudo bem - e sorriu cautelosa.
-Ana,fiquei sabendo que você ganhou um carro.. - sorriu o Bruno maliciosamente
-Sim,e eu não vou te emprestar para você ficar dando voltas com algumas piriquetes - ele fez uma carinha de bebê,ou melhor,de cachorrinho sem dono.Eu não fui dura,eu disse aos risos fora que todos me acompanharam.
-Mas eu não ia dizer nada - ele fez biquinho.
-Verdade,você não disse,mas pensou. - eu estava segurando o riso para ser educada,mas os outros estavam em gargalhadas profundas.
-Será que nem no meu pensamento eu posso imaginar? - continuou choramingando.
-Arrãn,você acabou de dizer que pensou. - sorri vencedora.
-Não vou ser mais seu amiguinho. - ele fez um biquinho que eu não consegui deixar de rir,enquanto a Cecília e o Leonardo não paravam com as gargalhadas..,no fim de tudo o Bruno acabou se rendendo e começou a rir também,mas em meio a tantas brincadeiras e olhares eu acabei pegando a Melina me olhando furiosa depois que eu e o Léo demos uma rápida olhada.Gente,eu não sou de ferro..Tudo bem que o olhar dela também não foi um dos melhores,parecia que se pudesse teria me exterminado ali mesmo,bem que eu duvidei com tanta gentileza naquela hora.Se ela pudesse teria me dado alguns tapas e tal,mas ela quer se dar de santa? Então vai se ferrar!
O Leonardo deve ter percebido o quanto a Melina estava me olhando e viu o seu olhar 'matador' para mim.
-Melina! - murmurou ele aos nervos.Ela olhou para ele perpléxa.Ele veio em sua direção e a puxou pelo braço para dentro.Realmente não seria uma conversa fácil e muito menos calma.Eu logo percebi o que ela queria com tanta falsidade ,ela queria se aproximar do Leonardo.
O Bruno percebeu o quão eu fiquei séria e calada e quando encontrou os meus olhos me olhou confortavelmente e calorosamente.Com certeza tinha invertido os papéis,agora ele era o meu irmão mais velho e eu era a irmã mais nova que sofria com problemas de relacionamento passado.
-Quer ir dar uma volta? - ele sussurrou
Não seria má idéia mas...
-Não,hãm..eu preciso resgatar o meu emprego - dei um sorriso educado.
-Claro,entendo.Você acha que tem condições de..dirigir? - ele sussurrrou novamente mas,no fundo,com segundas intenções.
-Claro que sim. – entendi a jogada – Você não vai dirigir no meu lindo carrinho tão cedo.
Realmente eu tinha certeza,eu era uma aluna exemplar nas aulas de comportamento sobre o trânsito que o meu pai me obrigava a escutar sempre que saíamos juntos para fazer qualquer coisa:Sempre parar para o pedéstre quando ele estiver sobre a faixa para eles...Coisas assim que me deixaram agradescida quando ele me deu o meu carro,agora eu não seria obrigada a escutar ele a falar coisas - que fazia - só para me encher.Ele sabia que eu odiava escutar ele dando palpite quando eu dirijia mas sinceramente? Ninguém merece ter o meu pai como professor de leis de trânsito,principalmente quando ele faz só para apurrinha,r - só que no meu caso - torturar!
-Hãm...eu vou indo
A Cecília me deu um abraço confortável e me deu a revista - realmente ela deu - não emprestou
-Eu já tenho muitas dessa edição. - falou.
Coisa que eu não duvidava - do jeito que a minha ex-sogra era louca por revistas de moda.Depois que ela me levou ao portão,ela e o Bruno me abraçaram mas a Melina e o Léo ainda estavam no quarto dele.Depois eu entrei no meu carro e fui em direção a cidade,ficava perto a pé e agora que eu estava motorizada.Sinceramente? Acho que nunca ganhei um presente tão ultilizavel como este.
Logo cheguei ao mercado do Seu Fabiano.Era enorme.Quando eu entrei eu vi a Laís,ela era a gerente.Quando ela me viu logo deu um sorriso de orelha a orelha.Ela era uma colega de trabalho muito legal.Colega por que só nos viamos no mercado e só saímos juntas umas duas vezes em dois meses! Ela era bonita, tinha os cabelos castanho - escuros,a pele era pálida - muito normal da cidade que ela veio:Rio grande do Sul - Tinha algumas marcas de espinhas e os seus olhos eram azuis, ela era bonita mas vivia dizendo que não,uma das coisas que ela mais odiava era ser chamada de baixinha mas eu vivia falando só para atormenta-lá.
-Ana! - ela disse alegre vindo me abraçar.
-Oi ,Laís,como você está? - perguntei com um sorriso educado.
-Estou bem,e você?
-Também.
-É..eu fiquei sabendo do acontecido - ela disse desconfortavelmente.Calma aí,ela estava desconfortável? Quem que foi traída? Me polpe.
-É,nessa cidade não tem como não esconder nada - disse um pouco exásperada.Eu senti ela se encolher com a minha áspereza mas ela pediu.
Eu gostava da minha cidade mas só odiava quando falavam demais da vida das pessoas.Se fosse uma coisa grave,tipo um acidente com alguém ou uma pessoa muito querida que morreu,aí sim vale,mas quando é da vida da pessoa e é uma coisa muito delicada,aí eu não suporto fofoca.Eu gosto muito da minha cidade mesmo assim,mas tem uns momentos..
-Eu não sei se você vai aceitar,mas o seu Fabiano disse que gostaria muito.. - ela murmurava umas coisas enquanto eu estava pensando.Infelizmente eu não entendi tudo mas quando a imagem daquele senhor de idade com os seus 53 anos,calvo,branquinho e com os olhos verdes ficou do lado dela,eu não pude parar
-Ana! - disse ele com uma voz afetiva - O que te trás aqui,querida?
-É que bem.. - comecei do principio
Como é que eu peço de novo um emprego sem parecer que está implorando? E também eu não posso deixar me dar só por que sentem pena de mim!
Tudo bem,eu sei que sou orgulhosa,mas é melhor ser issso do que passar por coitadinha.
-Olá,seu Fabiano,é muito bom vê-lo - mudei de tática,vamos contornar as coisas,Ana,vamos lá.
-Ana,eu precisava mesmo falar com você.
-Sim? - disse curiosa.
-Estamos últimamente tendo muita freguesia,graças a Deus,e eu gostaria de perguntar..
Ele deu uma pausa.
-Sim? - perguntei
-Se você gostaria de voltar a trabalhar conosco.
Muitas pessoas dizem que tem que pensar - Mas isso só acontece por que eles querem dar um charme mas como eu não estou a fim de dar um charme na situação..
-Claro - disse depois de um rápido silêncio.

Página 37.

Olá pessoal,quanto tempo,né? Sei que estou bem atrasada com a postagem mas fiquei doente nesse último mês e só agora ewstou conseguindo voltar a minha rotina com uma saúde de ferro,rsrsrs,mas agora prometo que vou postar tudo o que eu não postei nessas últimas semanas,então olhos a postos e BOA LEITURA!



Eu assenti e me levante da mesa.Ela me guiou até fora da sala me conduzindo para a cozinha,quando chegamos ficamos uma olhando para a outra,silenciosamente.Eu não posso negar que estava apreensiva e com muita cautela.Enquanto ela me olhava e olhava para o chão com uma insegurança que eu nunca tinha visto ela começou a gaguejar algumas palavras...
-E -eu.. - ela gaguejou envergonhada de si mesma.
-Sim? - apoiei a ela continuar
-Eu queria saber se você... - pausou – se algum dia vai me perdoar? - ela concluiu
Céus,será que hoje é o dia "será que você vai me perdoar?" e eu não estou sabendo? Sinceramente eu até esperava que essa conversa – desconfortável,francamente - acontecesse mas já era a segunda em um dia! Minha gota de paciência ja acabou a minutos atrás quando eu disse aquilo para o Leonardo,só que com ele não era paciência,era verdade,afinal,eu talvez um dia consigo perdoa-lo,agora será que eu vou conseguir perdoar ela?
-Hãm..na verdade nem precisa me responder - ela disse com calma atropelando as palavras.Eu a olhei perplexa - Eu estraguei a sua vida,você pensa que eu não sei que esse anel no seu pescoço era o seu anel de noivado? - ela continuava calma demais para o meu gosto. - Ele me falou tudo. - disse agonizada - Tudo bem que vamos nos casar mas ele não me atura mais do que meia hora próxima dele,e eu me sinto completamente a monstra que eu sou,eu sei que era para você estar escolhendo o vestido de noiva e sei que era para você continua a ser feliz como você era - agora ela estava chorando - Eu estraguei a sua vida e estraguei a minha...
-Aonde você está querendo chegar? - perguntei surpresa.Não era fácil,sabe?
Ela fez uma pausa.
-Que você não vai me perdoar tão cedo e eu te entendo completamente. - disse com quela calmaria que dava até medo.
-Que bom. - disse exásperada
Ela assentiu.
Eu entrei e ela veio atrás de mim.Quando entramos todos nos olharam pensativos,com aquele ar de “O que será que aconteceu?”
-Nossa! - eu disse uma oitava a mais na voz.Todos nos olhavam cautelozos como se tivessem culpa de algo.
-Calma,pessoal! - disse o Bruno com aquele jeito brincalhão de ser - Ninguém matou ninguém. - e percebi que com suas palabras infantis e bobas todos tiraram um peso das costas.
Eu não pude deixar de sorrir com sua brincadeira.
Eu fui com a Cecília e com a Melina de volta para o comodô de onde estávamos antes,agora a Melina estava com nós duas folheando alguns vestidos de noiva.Eu já tinha escolhido o meu,agora estava ajudando a dona Cecília com o dela mas vou falar não foi fácil achar um vestido que ela gostasse,ela tinha muitos "não me toques" e era bem engraçada.Teve dois momentos que nós todos caimos na gargalhada,eu apresentei um vestido muito bonito e era um vestido realmente que daria para usar nas duas cêrimonas e então comecei:
-Que tal esse? - perguntei
-Não sou um bolo de glacê! - me olhou furiosa
-E esse? - disse a Melina com caltela.
-Vou morrer de calor! - disse descrente.
Depois disso todos começamos a rir.Mas depois de algum tempo ela achou um vestido muito bonito.Era nude com alguns bordados que combinavam perfeitamente com a sua pele pálida e com o seu cabelo tingido de loiro com algumas mechas em castanho.A conversa com a Melina não foi muito confortável tirando que quando o presente é demais o santo desconfia,e comigo era o que estava acontecendo agora,as minhas "tenas" de falsidade estavam começando a apitar.Depois que escolhemos os vestidos ela mandou todos irmos para o jardim de inverno,ficamos todos em uma roda conversando sobre coisas bobas,a Melina não parava de me olhar  cuidadosamente, principalmente quando ela me pegava olhando para o Leonardo - involuntariamente - mas mesmo assim eu estava olhando.O Bruno deve ter percebido como eu estava desconfortável por que veio sertar-se do meu lado e conversar sobre um assusto só nosso.
-E ai companhia.. - disse ele com aquele jeitão de irmão super protetor com um toque de fofura e com uma pitada super enorme de gargalhadas em momentos tristes a momentos felizes.
Eu não entendi totalmente o sentido da sua frase...incompleta.Ele deve ter percebido a minha cara de "ué?" por que respondeu loguinho.
-Vamos ser par no altar,e lógico que eu sei que depois você vai casar comigo. - ele brincou
-Claro,depois que eu pegar o buquê nós podemos aproveitar o padre e a festa. - disse sorrindo e entrando na brincadeira.
Ele começou a rir e eu o acompanhei.Era tão bom rir dauqele jeito,sabe? Leve,apenas leve..

domingo, 24 de abril de 2011

Página 36.

Eu arrumei uma roupa quente - já estávamos chegando no inverno e o clima estava ficando cada vez mais frio.Depois que arrumei a minha roupa fui para o banheiro e tomei um banho.Quando eu terminei eu me olhei no espelho enrrolada na toalha e me surpreendi com o que vi: eu estava com algumas olheiras rocheadas.Era estranho.Por mais que eu estava me sentindo descansada - dormindo até que bem - quando eu acordava o meu áspecto fisico não era um dos melhores.Parecia uma múmia ambulante.Eu já não estava comendo direito e por mais que eu dormia e não sentia cançasso não era o que o meu corpo sentia.Realmente eu estava doente.
Eu não consegui ficar me olhando no espelho,eu só via uma outra pessoa não era a mesma Ana e sim uma..coisa! Não é a toa que eu só via tristeza no olhar dos meus pais.
"Você tem que parar de agir assim" - Dizia uma voz na minha conciência.Realmente essa vozinha estava certa,deve ser o meu sub-conciênte.
"Ele não é o único garoto do mundo" Mas é o que eu amo! - Pensei
"Reaja,querida,você tem que viver.Ele vai casar e criar um filho!"Mas vai ser só por contrato! - gritei na minha mente
"Sim,vai ser só por contrato,mas mesmo assim vai estar CASADO,você não vai poder fazer nada,a não ser chorar ou reagir"No fundo aquela vozinha do meu sub-conciênte estava certa,eu acho que só precisa cair a ficha desse casamento,talvez se eu ver esse casamento e ver os 'votos' do sim irá cair a ficha e eu paro de tentar me imaginar com ele.Decidi,finalmente,me arrumei e fiz uma traça - completamente feia - no meu cabelo.Depois fui para o meu porta jóias que ganhei da Tia Francisca - era rosa e branco de cerâmica,tinha uma músiquinha muito trânquila quando a abria - E lá estava os meus colares,tinha três partes,uma parte para anéis,uma para brincos e outra para colares,só que eu tinha mais colares do que outros.Eu queria mostrar para o Bruno que eu estava usando o colar que ele me deu,mas quando eu peguei o colar dele eu vi a “correntinha” do Leonardo.Eu tenho que mostrar para ele que não joguei fora - pensei.Eu também tinha o colar que a minha mãe me deu,era uma fadinha cheirando uma rosa,a cor era linda - dourada - Eu amava essa cor para acessórios,não era a toa que eu tinha tantas.Eu vou usar as três,vai ficar estranho mas e daí? O pescoço é meu!

Eu liguei o carro e enquanto ele esquentava eu passava o pó compacto para aliviar um pouco a palidez,um pouco de corretivo para as olheiras e só.O carro não demorou muito para ligar e eu logo sai.Eu nem acreditava que era o meu carro.
Não demorou muito e eu cheguei na casa,enquanto eu virava a esquina eu vi duas figuras no portão.Uma eu tinha certeza que era a do Bruno,mas a outra eu não conseguia ver tão bem...Leonardo! O Bruno parecia que estava ajudando o Leonardo!?
Eu não acreditava na imagem que eu estava vendo,decidi acelerar mais um pouquinho e cheguei em tempo surrreal.
-Wou! - disse o Bruno subindo algumas oitavas - Que carrão hein? - brincou - Quem pode pode. - sorriu cassuando com o meu carro
-Tudo bem que não é um carro da moda - eu disse brincando - mas é meu. - brinquei de nervoza.
-Está bem então,desculpa.Eu me rendo. - fez sinal das mãos num x – Pode me prender.
-Depois. - brinquei.
O Leonardo enfim olhou para mim,e vi seu sorriso quando olhou para o anel e também sorri.
-Quantos colares. - brincou o Bruno novamente. - Mas eu não ligo,pelo menos o meu esta aí. - ele escostou no colar que me deu e depois no do Léo curioso. - Mas de quem é esse?
Eu olhei para o Leonardo e pude perceber que o Bruno entendeu.
-Hãm...vamos entrar? A Cecília está te esperando para ver os "vestidos" - disse o Bruno mudando de assunto.Pude ver ele ficar meio sem jeito.
-Claro. - falei,até que eu estava me sentindo melhor.
O Bruno entrou primeiro,e assim que ele entrou o Leonardo se pôs na minha frente tampando a passagem.
-Hãm...eu poderia falar com você um minuto? - pediu ele implorando.
Dei de ombros
-Eu gostei de você usando o colar,tudo bem que era para ser um anel mas.. - deixou no ar.
-Mas por que eu não usaria? - sorri.
-Pensei que você jogaria fora. - fez uma careta.
Eu sorri sem jeito.
-Só isso? - perguntei.
-Não,eu queria saber a sua resposta.
-Que resposta? - perguntei.Não me lembrava de dar uma resposta para ele a não ser...
-Se você me perdoa – disse cabisbaixo.
-Hãm...Eu queria te perdoar,Leornardo, mas sinto dizer que não consigo.É como se o meu pior pesadelo estivesse acontecendo.O pior não é você ter me traído,o pior é você ter me traído com a minha - até então - melhor amiga,esse sim que é o pior,fora eu saber pelos outros,não de você,e esses outros ser a cidade inteira que soube primeiro do que eu e hoje meolham com pena.
-Será que um dia você me perdoaria?
-Eu quero te perdoar e sei que vou conseguir é só dar um tempo,o tempo é o amigo dos desamparados.
Nós dois sorrimos.Afinal,eu estava dando uma chance a mim mesma naquele momento,a minha vida teria que continuar.E eu estava dando uma oportunidade para o perdão que ele queria.Nós entramos logo em seguida,nunca imaginei como seria fácil a minha atuação para aquele dia,eu pensei que teria que colocar um belo de um sorriso falso no rosto e ficar retocando a maquiagem a cada meia hora,mas não.
-Querida! - disse a Cecília vindo com os braços abertos para um abraço.
-Olá,Cecília - disse com um sorriso aberto.O que está acotecendo comigo?
-Vem, - ela pegou o meu braço me puxando para a mesa - vamos ver os nossos vestidos! - ela disse animada.
Eu olhei para todos que estavam na sala de jantar.A mesa enorme de centro estava cheia de revistas de vestidos e mais vestidos,o pai do Leonardo era o único que não estava lá,a Melina estava num canto sozinha,os garotos estavam num outro canto,e o Bruno estava de novo "consolando" o Leonardo!?
-Sente-se aqui - Cecília disse apontando para o lado direito da ponta da mesa.Eu peguei uma revista e folheei algumas páginas - não tinha nada que me enteressava - depois peguei outra,e perto do final achei um vestido bem bonito só que eu precisaria saber como que seria o casamento,senão não me seriviria.
-Como que vai ser o casamento? - perguntei
-Vamos fazer na igreja e depois vai ter uma festa numa chacára nossa. - respondeu a Cecília.
O vestido que eu gostei era um tomara que caia branco com uma listra grossa roxa no busto.Não iria ficar muito estranho,eu sou morena clara graças ao meu pai,minha mãe é morena e ele é branco uma mistura perfeita,eu sou mais próxima do meu pai do que a cor da minha mãe,mas eu não gosto muito disso,queria ser linda que nem ela,pelo menos erdei os cabelos mas infelismente não é da mesma cor,é um mel - castanho escuro,é bonito mas nem tanto.
-Que tal esse? - falei mostrando o vestido.Ela pegou,olhou,olhou e olhou minucuosamente.
-Perfeito! Vai ficar lindo em você.
-Obrigada. - sorri educadamente
Eu senti alguém se aproximando mais perto e esperava que não fosse...
-Ana?
 ...Melina - Terminei meu pensamento.Me virei para olha-lá e acho que nunca a vira com aqueles olhos tristes,me deu pena até,sabe?
-S-sim - gaguejei vendo aquela tristeza.
-Será que nós poderiamos conversar?

domingo, 17 de abril de 2011

Página 35.

Quando eu acordei logo de manhã senti que estava sozinha em casa e logo aquele vaziu veio à tona.A dor no peito e um peso na conciência,talvez o que eu fizera não foi certo mas nada se comparava com a dor que eu estava sentindo e com a dor que eu estava causando no Marco.Eu queria ir me explicar para ele mas o circo a essa altura do tempo já deveria estar em outra cidade.
-Agora é só esperar o tempo passar. - pensei alto.
Sai da minha cama e fui para a cozinha e na ida para a cozinha passei pelos cômodos da casa e realmente estava deserto.Eu abri a geladeira e peguei uma pêra,eu não sei o que estava acontecendo de uns tempos para cá,acho que meus sentimentos estão afetando o meu apetid pois eu não sinto mais tanta fome.Me sentei na cadeira enquanto comia a pêra e percebi que nunca fiquei tão quieta numa manhã!
Escutei o meu celular tocar do meu quarto e fui correndo ver quem era mas quando cheguei era tarde.Então eu decidi arrumar o meu quarto - já que ele era o único lugar da casa que estava desarrumado - e assim que terminei de dobrar o edredom olhei para o meu celular  e no mesmo instante ele tocou.Dei um passo e cheguei na mesinha onde ele estava.Na tela estava escrito:
Cecília e logo um calafrio percorreu a minha espinha.
-Alô,Ana?
-Sim,Cecília. - falei meio fria.
-Ana,eu fiquei sabendo da sua briga com o Marco,me desculpe...
-Que isso,Cecília,ninguém teve culpa a mais culpada nessa história toda sou eu,eu que fui muito precipitada e só eu.
-Não se martirize,querida.
Eu respirei fundo.Calma,Ana,calma – falava a voz da minha conciência.
-O que a senhora gostaria comigo? - perguntei calma
-Eu queria perguntar se você pode vir para cá mas se você não quiser eu entendo.
-Eu vou pensar e daqui a uns 5 minutos eu te ligo,pode ser? - perguntei.
-Claro,completamente.
-Mas para o que seria a minha ida aí? - perguntei curiosa.
-É para preparar as coisas do...do...do casamento - ela esperou antes de dizer a palavra casamento.
Eu respirei pesadamente.Eu não gostava daquela palavra - a não ser se fosse para mim - mas não é,e sim,sou egoísta nesse ponto.
-Mas se você não quiser eu entendo.
-Hãm... - fiz uma pausa - Eu vou pensar e já te ligo,está bem?
-Claro. - ela respondeu – Então até daqui a próxima ligação. - ela riu.
-Até.
Ela desligou o telefone.

Eu queria ir e ao mesmo tempo não,eram tantas dúvidas! Eu queria para poder ver ele,ver seu sorriso...seus olhos azuis...ver ele completamente! Mas eu queria tê-lo acima de tudo.Tudo bem que eles vão se casar por contrato mas mesmo assim é errado o que eu estaria fazendo.Eu não vou,concerteza a dona Cecília não vai ligar,ela vai entender,mas é errado da minha parte já que eu me comprometi.Ah Deus,o que eu faço? - pensei.
Eu peguei o meu celular e disquei o número que eu já havia decorado a essa altura do tempo,chamou 1...2...3 vezes e eu deliguei involuntariamente.
Mas se eu for,eu posso ver o Leonardo.
Mas é errado!
Duas partes de mim estavam em conflito.A minha conciência falava que era errado mas o meu coração achava - melhor – e mandava eu ir.O que eu faço? Esse conflito não me ajuda muito! Será que esse sofrimento vale só para ver ele?
Se eu for...Eu vou ver ele!
Eu abri o meu celular e disquei novamente o número.Chamou umas quatro vezes
-Alô,Ana?
-Sim,eu liguei para falar que sim,eu vou. - disse um pouco empolgada.
-Que bom! - falou mais empolgada e feliz com a notícia - Hoje nós vamos ver os nossos vestidos..hãm..,e a Melina quer falar com você quando chegar aqui.
O que? Como assim?
-Tudo bem. - menti - Eu vou tomar meu banho e vou para aí,daquia mais ou menos 1 hora eu estou chegando.
-Esta certo.
E desligou o telefone.

Página 34.

Ai gente,eu sei que estou muitissimo atrasada com vocês mas é que fiquei muito doente esses dias e não conseguia fazer nada e sinto muito por isso,está certo? Essa semana vou tentar postar três páginas fora essa já que estarei com um pouco mais de tempo já que terei aula só segunda e terça - feira e prometo que vou tentar fazer o meu melhor para não deixar vocês nas mãos,okay? Me desculpem novamente e comentemmmm...Por favor...Boa leitura!



Só o tempo trará a calma novamente.
-Filha! - gritou a minha mãe
Percebi que eu estava encolhida no chão com a mão no peito.
-Terminamos,mamãe,ele não entendeu,ele pensou que eu o estava traindo. - sussurrei entre lágrimas
-Um dia ele vai entender,dá um tempo,o tempo é o melhor amigo para corações partidos. - disse ela me amparando.
-Espero! - pausei - Mamãe,eu vou tomar banho e depois vou dormir,está bem?
-Claro. - respondeu e segui.
O "tomar banho" era uma desculpa.Eu queria chorar sem ninguém perceber a minha tristeza,eu não estava com nenhum pingo de sono mas eu ligaria para a Amanda e resolveria o meu problema,ou parte dele. Talvez a minha mãe estava certa,com o tempo o Marco vai se tranquilizar e aí sim poderemos conversar sem pertubações.Eu não queria ser mal educada e muito menos brava com ele mas ele não me deixou explicar e eu acabei perdendo s estribeiras.talvez se eu pudece ter sido mais calma,mas não...O que aconteceu era para ter acontecido,concertesa.

Eu já tinha tomado o meu banho e chorado um pouco,pensei que choraria mais mas não,chorei o necessário e um pouco mais mas nada de fazer tanto drama como antes,acho que já estava acostumada com a idéia.Eu estava penteando o meu cabelo e o celular tocou.
-Alô,quem fala? - perguntei
- Amanda - respondeu a voz doce da minha amiga - Ana,por que você não me ligou? Eu a horas estou esperando a sua ligação – reclamou ela sentida e um pouquinho exagerada.
-Desculpa mas é que aconteceu um problemas aqui em casa,você sabia que o Marco descobriu tudo?! Ele disse que foi você que contou para ele,ele disse que você pensou que era o Bruno...
-Então não era o Bruno... - falou descrente no outro lado da linha,até posso imaginar a feição dela.
Eu acho que nunca fiquei pendurada no telefone tanto quanto hoje,tive que explicar para a Amanda tudo e dizer que ela não teve culpa de nada.Ela ficou se martirizando pelo o que aconteceu com o Marco falando que foi culpa dela mas eu consegui melhorar e contornar a situação.
-Quando que você vai se matricular na faculdade? - perguntei
-Eu estava pensando no mês que vem,eu quero curtir mas um pouquinho esse tempo sussegada,e você?
-Eu não sei,eu vou perguntar amanhã para o seu Matias se ele pode devolver o meu emprego de balconista,tudo bem que o salário não é lá essas coisas mas pelo menos me ajuda a pagar a minha vaga.
Eu tinha me demitido no começo desse ano para ficar cuidando do meu irmão.Minha mãe tinha pegado outra escola para lecionar e não tinha ninguém - até então - para ficar cuidando dele então eu me apresentei para ajuda-lá por enquanto e ela aceitou.O senhor Matias era o dono de um super mercado no centro da cidade.Ele e meu pai sempre foram amigos desde crianças e eu espero que ele me devolva o meu emprego e que use a frase que ele me disse depois do meu trabalho
“Quando precisar pode voltar que a casa esta aberta.”
E foi assim que nos despedimos,vive e meche eu encntro com ele e ele até pergunta se eu preciso de um emprego,eu sempre reneguei mas agora estou necessitada,quem sabe agora ele não me readimite?
-Ele vai dar a sua vaga sim,tenho certesa amiga. - disse Amanda interropendo meus devaneios.
-Espero. - murmurei.
-Ana,eu vou desligar,mamãe está chamando.
-Tudo bem.Boa noite,flor,bons sonhos.
-Boa noite a você também amiga.
-E manda um beijo pra ela – escutei a Simone gritar.
-Você escut-....
-Sim,e manda outro pra sua mãe também.
Eu desliguei o celular e fui para a sala - estava no meu quarto - Minha mãe estava com o Pietro ninhando ele.
-Boa noite. - sussurrei não querendo acordar ele – Benção.
-Boa noite,querida - sussurrou também - bons sonhos e que Deus te abençõe.
-Amém.
E essa foi a última palavra que disse aquela noite,depois me deitei e dormi como uma pedra.

domingo, 3 de abril de 2011

Página 33.

Mais um pouquinho,como prometido.Vou ver se no meio dessa semana eu posto mais um pouco - mas não prometo nada.Boa leitura pessoal.



-Antes que eu te fale eu gostaria que você lesse uma carta .. - pedi
Ele assentiu.
-Sente-se que eu vou pegar ela
Ele assentiu novamente e fez o que eu pedi.Eu fui até a cozinha e peguei o envelope da carta com e respirei fundo,e voltei pra sala sabendo que dali para a frente eu estava andando numca cord bamba q ue podia se rasgar a qualquer momento,e eu cair.
-Tome. - eu disse
Ele pegou e abriu.Enquanto ele lia,ficava perplexo e com o olhar de fúria,talvez,minha sorte é que eu não falei que eu seria a madrinha senão aí sim que ferraria com tudo.
Ele soltou um suspiro
-Esse anel é o tal presente né? - começou ele falando entre dentes,desmanchando o silêncio que naquele momento era tão confortável.
-Sim. - sussurrei
-Ele continua te amando e você também,mas vocês não podem ficar juntos. - suspirou contente. - Eu já deveria saber disso mas eu te amo tanto.Não acredito que você foi se encontrar com ela para receber isso. - disse enojado.
-Hãm? - não entendi
-Agora eu entendo tudo.A Amanda e o Bruno estão te ajudndo para vocês conversarem né? Estou entendendo tudo. - começou a fúria novamente,penso eu que se ele pudesse ele mataria o Léo se ele tivesse junto com nós dois.
-Pelo contrário... - comecei.Naquele momento eu também estava nervosa,não que ele estava falando do Léo,mais como ele ousa falar de mim daquele jeito?
-Você está me machucando muito com isso.Pensei que você gostasse de mim,não amar, mas pelo menos que você sentisse algo.Não sei como você pôde fazer isso comigo! Eu deveria ter escutado a Miquele e ter continuado onde estávamos e não ter vindo para cá, mas não,sou o patético que ama a garota que maltrata o coração...
Ele não terminou a frase e saiu correndo.Suas palavras me machucaram profundamente,ele não entendeu,meu mundo voltou a desabar a dor no peito  a facada no meu coração...Tudo voltou e dessa vez mais forte,eu não queria ter machucado ele,pelo contrário,se eu pudesse voltar no tempo mas não,não posso,espero que com o tempo as coisas melhore entre nós.

Página 32.

Oi pessoal! Como vocês estão?
Queria pedir desculpas por não ter postado na semana passada,mas é que eu fiquei até tarde estudando,o pior foi que o professor passou para a semana que vem,já que,muitos alunos estavam com conjuntivite.Mias hoje compensso vocês.Boa leituta e comentem..



-E o que ele queria te dar? - ela perguntou curiosa.
-Isso!
Entreguei o anel a ela.Nisso que ela viu ficou surpreendida e empalideceu.
-Ele iria me pedir em casamento.Era para ser eu em vez de ser a Melina - pensei alto.Só ai que caiu a ficha que era para ser a mim e não ela.Comecei a chorar .Bem que eu estava me estranhando de não ter chorado antes,mais aquele último pensamento não me saia da cabeça:Era pra ser eu e não ela,eu,eu...E aquilo ecoava na minha cabeça.
-Querida.. - minha mãe se levantou e veio até a mim me abraçando
-Mãe eu preciso da sua ajuda - eu disse enchugando as minhas lágrimas
-O que eu posso fazer para te ajudar? - disse ela caindo a ficha que não se tratava de um filme,mais que era bem real tudo aquilo.
-O que eu falo para o Marco?
-Você não gosta dele,né? - disse percebendo tudo.
-Não como ele merece - fui sincera,ela me olhou fechou os olhos e balançou a cabeça em sinal negativo.
-Não sei. - ela sussurrou capisbaixa,penso eu que naquele momento ela queria saber o que fazer.
-Eu estava pensando em contar pra ele a realidade. - falei.
-Tem certesa?
-Não sei, - susssurrei - só sei que não posso mentir,ele foi muito compreensivo comigo em tudo isso mas eu não sei o que eu falo para ele sobre o anel,seria demais para ele.
-Fala que eu te dei de presente de aniversário. - falou ela num meio sorriso.
-Está bem - eu disse - mas não dá para eu colocar ele na mão se não vai parecer que eu estou noiva.- tentei não chorar nessa última palavra.
-Eu tenho uma correntinha dessa cor se você quiser fazer de colar creio eu que irá ficar bem bonito.
-Obrigado. - só então lebrei que ele iria ir embora amanhã, o circo iria hoje,eu não poderia contar para ele hoje e nem amanhã.Quando que eu contaria? - Mãe quando que eu vou contar pra ele? Amanhã ele vai embora e hoje o circo vai,quando que eu vou ter a oportunidade?
-Eu não sei,querida,você que deve resolver,mais se você quer falar a verdade qualquer hora é hora.
Eu assenti e fui pegar a corrente no quarto dela.Enquanto eu estava procurando nao porta jóias dela que parecia ter tantos colares a campainha toou
-Eu atendo. - gritou ela da sala.
-Está bem. - respondi.
Quando eu disse ela provelmente não escutou,eu estava tão entretida  "na caça a corrente" que sussurrei em vez de gritar.Finalmente eu achei
-Marco,calma querido,não tome decições precipitadas. - disse a minha mãe calma demais.O que estava acontecendo? O Marco estava aí?
Enquanto a minha mãe estava falanndo com ele,eu coloquei o anel na correntinha e em seguida coloquei em mim.Engoli em seco e fui para a sala.
-Oi amor. - eu disse para o Marco e dei um beijo rápido.
-Oi. - respondeu gélido.
-O que ouve? - preguntei preocupada,torcendo para que não fosse o que eu imaginara.
-Hãm..eu vou deixar vocês a sós - disse minha mãe. - Eu vou comprar pão para o café da tarde. - e depois,antes de sair,me lhou de sosláio,tristemente.
Eu assenti.Eu não sei o por que do Marco estar frio comigo,mas ele mesmo respondeu a pergunta do meu pensamento,mas por mais que eu não sabia concretamente,eu imaginara.
-Que história é essa que você foi encontrar com a Cecília? - exigiu nervozo.
-Como você soube?  - perguntei calma,até demais.Um de nós já estava nervozo, eu não poderia ficar também,se não sairia uma briga muito pior.
-A Amanda me contou sem querer – falou sincero.
-Como? - fiquei perplexa.Não espera,de maneira alguma,mesmo que sem querer.
-Eu liguei e perguntei a' An está ai?” Ela pensava que era o Bruno e falou "Não ela já voltou para casa,Bruno,você esqueceu que dá sua tia ela ia para casa?"
Realmente ela pode ter se confudido,a voz dos dois são parecidas e ela pensa que só o Bruno me chama de An.Essa não - pensei
-Marco,eu...eu ia te contar mas antes eu estava me preparando...
-Ana,por favor! - ele exigiu - Eu sei que você foi se encontrar com o Leonardo,eu nunca imaginei que você faria isso comigo! - ele quase que gritava,melhor,ele realmente gritava.
-Eu não fui me encontrar com ninguém! A Cecília me pediu que eu fosse me encontrar com ela por que ela esta muito abalada com essa história ainda. - me impus
-Desculpe-me,mas mesmo assim não te dá direito...
-Marco,eu nunca falei que pararia de falar com eles por causa do Leonardo,eu também nunca te falei que deixaria de pensar nele enquanto você estava comigo.
-Então você esta confessando que foi se encontrar com ele...
-Não,eu disse para você quando fomos fazer aquele piquenique que eu ainda o amava mas você insistiu em querer ficar comigo...
-Talvez você esteja certa,mas mesmo assim,você iria me contar quando?
-Eu só estava terminando de procurar isso. - mostrei a corrente mas esqueci que estava com o anel
-De quem é esse anel? - ele perguntou apontando para a minha mão - me esquivei
-Será que nós podemos conversar civilizadamente,ou não? - pedi.
-Sim - respondeu cautelozamente.
-Obrigado. - suspirei e comecei - Tudo aconteceu ontem...
Contar para ele do começo talvez seria a minha melhor escolha,mas a cada passo ele ficava mais estranho,gelado...
-E por que você aceitou o convite da mãe dele? - ele perguntou nervozo novamente.O garoto!
-Eu queria saber até que ponto eu tinha forças para saber a verdade. - suspirei abaixando a cabeça.
-Por que você não pediu para eu ir junto ou te ajudar de alguma maneira?.
-Marco,antes de tudo isso acontecer do nosso relacionamento e sei lá que mais,eu estava sozinha embarcando nessa história,eu acho que eu tenho direito de resolver sozinha. - conclui.
-Você não confia em mim - ele despejou com tudo.Era estranho aquilo tudo,eu e ele sempre brigávamos mas ele estava tendo uma raiva no coração e nos seus olhos que me dava medo.
-Eu confio mas..quer saber? Já estou cheia dessa ciúmera a toa,você que não está confiando em mim.No que eu digo,cansei...
-Talvez é por que eu tenha medo que você tenha uma recaída por ele.
-Eu não sou desse tipo que você está falando.Eu pensei que mais do que ninguém você soubesse,você está desconfiando de mim.
-Mas você ainda gosta dele!
-Eu nunca escondi isso de você e você sabe disso e mesmo assim quis namorar comigo,agora se é para você ficar desse jeito...
-De quem é esse anel? Você ainda não respondeu a minha pergunta! - exigiu ele segurando o grito
Eu realmente não tinha falado,por que não tinha condições mas agora continua não tendo condições.O nosso relacionamento pelo jeito já acabou agora mas ele não pode sair triste.Eu vou falar a verdade.

sábado, 26 de março de 2011

Página 31.

Depois que ela disse isso nós duas nos levantamos e nos abraçamos,e claro, ficamos chorando as mágoas.Não era fácil.Algumas pessoas conseguem se reerguer rápidamente e enganar ser coração se trancando num outro mundo com uma facilidade incrivel,mais eu não,eu não era dessa forma,mais por que?
-Você quer que eu te leve até a sua casa? - perguntei para ser educada,Amanda estava sendo tão carinhosa comigo que eu não tinha como fazer outra coisa senão ser grata.
-Não precisa, – falou ela - a minha casa esta perto,posso ir andando,fora que já andei de carro demais assim depois eu fico preguiçosa por sua culpa.
-Não totalmente. - falei sorrindo.
-Verdade mais de qualquer forma “amiga que não tem culpa” eu gosto de andar,e pelo que eu ouvi e li você precisa falar com a sua mãe rápidinho.
-Você é a melhor amiga do mundo,sabia? - disse sorrindo e abraçando-a novamente.
-Eu sei. – falou entre risos – Brincadeira,mais de verdade,você que é.- ela disse sorrindo também - Agora se eu fosse você iria logo para casa.
-Tudo bem mais quando eu terminar a conversa com ela eu te ligo. - falei antes que ela pedisse
-Vou ficar esperando viu dona Ana? - disse ela indo de costas pro outro lado da rua.
-Está bem dona Amanda.Tchau!
-Tchau! - e assim ela desapareceu.
Eu me virei e segui pro meu carro abrindo-o e desejando que dali para frente eu tivesse mais sorte.Entrei e segui para casa.

Quando cheguei em casa estacionei o carro na rua em frente e depois só atravessei a rua a pé.
Seria agora ou nunca!Abri o portão e a minha mãe estava no jardim - limpando as plantas – assim que entrei ela me avistou e é como se ela lesse meu pensamento pois sua feição mudou.
-Olá querida! - ela veio em minha direção e me abraçou -  Fiquei preocupada. - ela me afastou e me olhou.
-Não aconteceu nada demais - balbuciei
-Então por que você está com essa cara? - ela apontou para a minha feição
-Antes que eu te explique,eu quero saber duas coisas. – pedi.
Ela assentiu.
-O papai está em casa?
-Não,ele vai chegar mais tarde hoje. - ela começou a mostrar sua procupação a medida que eu falava.
-E o Pietro?
-Ele chegou da escola e foi brincar com a Júlia na casa dela.Só está eu e você aqui.
-Melhor assim. - sussurrei.
-Ana! - falou subino uma oitava em sua voz - Você está me deixando preocupada menina.
Suspirei pesadamente.
-Mãe,vamos conversar lá dentro,por favor?
Ela assentiu.
Ela pegou a minha mão como se eu ainda fosse uma garotinha e fomos para a cozinha.Eu me sentei na ponta e ela na frente de mim.
-Hãm...Hoje eu na verdade fui me encontrar com a Cecília,ontem anoite eu realmente estava na casa da Amanda mas não foi como ela de disse,é que eu descobri que a Melina e o Leonardo vão se casar,mas digamos que eu não..estava em condições piscológicas para voltar para casa,então a Amanda me convidou para dormir lá e eu aceitei.Depois de algum tempo o Bruno foi lá me ver,ele disse que veio aqui e que a senhora contou tudo para ele e tal mais ai ele foi para me contar que a Melina ia se casar com o Leonardo mas ele não tinha idéia que a Carol já sabia..
-Mas como que a Carol ja sabia? - falou ela me contando e enrrugando a testa.
-A dona Cecília já tinha contado para ela mas ela temia que a Carol não contasse para mim,ela ainda tem medo,ela se sente muito culpada,toda aquela confução aconteceu na casa dela afinal...
-Entendo mas continua..
-Quando ele chegou lá...
Eu tentei explicar para ela tudo nos minímos detalhes,depois que eu terminassse aquela parte e começasse a parte da minha conversa com a Cecília e que eu contasse para ela da aliança e da carta do Leonardo eu não queria que ela me jugasse e sim me apoiasse e,claro, também me ajudasse a contar para o Marco.Enquanto eu ia contando a afeição dela era de "supreza".
-Caramba! Não é atoa! - sua cara era engraçada mas ao mesmo tempo séria,as vezes acho que ela pensa que a minha história é como se fosse um romance drámatico ou coisa parecida.
-Você já ser recuperou? - falei exásperada - É que tem mais..
Eu e a minha mãe erámos super ligadas,mais é que últimamente parece que ela não me entende.Será que ela não perebe? Eu não gosto de ser grossa mais tem momentos que eu acho que eu deveria colocar um cartaz na testa e falar “Mãe é a minha vida e não um filme!”.
-Mais?! - falou surpreza - ...Pode falar.
-Hãm...depois que eu cheguei lá eu e a Cecília conversamos muito,mais já pro final da conversa ela me entregou essa carta.
Eu dei a carta a ela e fiz um sinal pra ela ler.Ela pegou da minha mão e abriu com uma pressa,ou curiodade,incrivel.Enquanto ela lia fez-se um silêncio total e eu não conseguia ler a sua expressão, coisa que para mim não era uma boa resposta.
-Realmente ele te ama! - ela disse quase que nem a Amanda e então suspirou - Vocês dois não tiveram culpa,vocês foram completamente as vitímas nisso tudo.
-Pena que aconteceu coisas demais nisso tudo. - suspirei.
Ela assentiu.

terça-feira, 22 de março de 2011

Página 30.

Olá pessoal,como estão? Gostaria de falar que eu não postei nesse domingo pois estou em semana de provas,acreditam? Então vou postar hoje mais o capitulo é pequeno,infelismente não tive como arrumar o erros de gramatica (fora que eu demoro muito pra arrumar) mais se der semana que vem eu compensso vocês.



-Obrigada.
Eu entrei no carro - no banco do carona - eu não estava em condições pra dirigir agora
-Você está pálida!  - ela citou preocupada - você quer sair daqui pra conversar?
Eu assenti.
Nós fomos para a praça São Benedito.Tinha história aquela praça.Eu e a Amanda íamos lá sempre quando éramos crianças,era um lugar calmo para a nossa conversa.
Ela era simples,tinha bancos típicos de praças,um chafáris que não funcionava mais e muitas árvores.Nós duas nos sentamos em um daqueles bancos.Mal sabia eu que apartir daquele dia tudo mudaria completamente na minha vida.
-O que vocês conversaram para você ficar desse jeito? Se você quiser eu mato ela,não ligo,mas se ela te falou alguma coisa..- ela apontou para a minha feição.
-Nada tão grave mas sendo sincera? Eu até me sinto um pouco mais leve. - sorri com o pensamento.
-Me conte tudo! – pediu ela.
-Mais antes é melhor você ler essa carta - dei o meu melhor sorriso e a entreguei.
Enquanto ela lia ficava pálida e sorria cada vez mais,mas quando me olhou parou de sorrir e pensou por alguns segundos até que ficou pálida de vez e me olhou.
-Ou não! Ele te ama! - concluiu ela também.
-Agora quem está pálida não sou eu,melhor,não é só eu. - apontei para ela rindo.
-Pelo jeito,você tem razão de estar pálida mais agora por favor me conte tudo,tudo mesmo e não esconda-me nada!
-Tudo mesmo? - perguntei mordendo o lábio,era complicado contar tudo pra ela.Doía.
-Tudo! - exigiu.
-Está bem então. - levantei as minhas mãos em sinal de derrota.
Eu contei para ela tudo nos minimos detalhes e dei o acabamento perfeito com a fala da dona Elteuvina de novo - afinal - já tinha falado tudo no começo,e ela ficou tão surpreendida quando eu terminei quanto eu.
-E agora,o que você vai fazer?
-Não sei - disse sinceramente - vou contar para a minha mãe e depois vejo o que eu faço mais provavelmente vou contar tudo para o Marco e provavelmente vou me ferrar.

domingo, 13 de março de 2011

Página 29.

Olá pessoal,como vocês estão? Espero que estegem bem.Antes de postar gostaria de falar algumas coisas,eu não sei se vocês sabem mais pelas est´tisticas eu sei onde o meu blog é lido e tem alguns lugares no Japão que é lido e fico muito feliz mais ao mesmo tempo estou muito triste pelo o que aconteceu e quero dizer que vocês são muito fortes e vão conseguir superar está tristeza com muita garra e coragem,força Japão,o mundo está com vocês...




-Tudo bem – disse dando de ombros,feliz da vida - vocês duas nem são mais do que mãe e filha dá para ver que são muito amigas - ela sorriu e pausou. - Era esse o seu segundo pedido?
-Não,na verdade era uma satisfação. - expliquei - O meu segundo pedido é que se o Marco brigar comigo;...descobrir antes que eu conte hãm eu...eu receio que não sei o que vai acontecer com o nosso relacionamento por isso eu peço que...enquanto - respirei fundo - enquanto ele estiver aqui em Iguape a senhora não me ligue tanto pra me contar sobre os planos para o casamento.
-Tudo bem,entendo. - ela fez uma pausa - Querida você acha que vai conseguir fazer isso? - ela perguntou maternamente,nunca a vira desse jeito comigo.Sinceramente.
-Na verdade eu não sei – falei - Eu só sei que tenho que saber o quanto eu sou forte,por que só ai que eu vou saber se consigo ou não esquecer o seu filho e passar a minha vida pra frente.
-Entendo e espero que você consiga superar a sua dor. - com essas palavras ela deu uma passadinha na minha mão que estava sobre a mesa.
-Concerteza a senhora não espera tanto quanto eu.
Ela assentiu.
Ficamos em silêncio.
Eu estava sendo sincera,eu queria e ao mesmo tempo não queria esquecer ele.A carta também não melhorou a minha situação.Eu o amava muito,muito para esquecer ele e pelo que ele escreveu na carta ele também me amava.Tudo que a dona Eldeuvina me disse também me deixou intrigada - intrigada talvez não é a palavra certa - talvez a palavra certa seja arrepedimento ou não,mas enquanto isso serve.O que eu estou fazendo com o Marco é errado,mas eu preciso ver o que o meu coração aquenta e espero que eu seja forte,forte o suficiente para deixar o Leonardo seguir a sua vida e eu a minha.Pela felicidade de nós dois.
Interrompi o silêncio.
-A Melina não vai fazer nada para o próprio casamento?
-Não,ela deixou tudo em minhas mãos.Ela está muito decepcionada com o que fez,mas agora é tarde para se culpar.
Assenti
-Você gostaria de ser a madrinha? - ela disse do nada
-Com o Marco? Dúvido muito que ele queira...
-Não,eu estava pensando - ela disse me interropendo - você com o Bruno,assim você teria pelo menos uma desculpa para o Marco não ficar nervozo,já que,vocês dois – Bruno e você,são tão amigos.
-Para ser sincera eu não sei nem mesmo se eu amo o Marco ou se me acostumei com o seu carinho,por isso mesmo que preciso saber se sou forte o suficiente.Não vou negar que fiquei mais feliz com esse contrato... - atropelei as palavras - Mas acho que sim,sim,eu gostaria de ficar com o Bruno no altar,ele é como se fosse um irmão alguns anos mais novo do que eu - desabafei,só percebi o que tinha falado depois - Desculpa! Foi um desabafo
-Tudo bem eu te entendo.Eu também fico mais feliz em saber que tem esse contrato e posso te garantir que o Léo também.
Eu suspirei depois que ela disse a parte sobre o Léo mas ela não percebeu por que olhou o relógio de pulso.
 -Nossa! Já está tão tarde.
-Eu preciso ir. - aproveitei a oportunidade e larguei o anel em cima do balcão quando percebi que ainda tinha em minhas mãos e que ficou sua marca de tão forte que eu a apertava.
-Ele mandou para você,é pra ficar. - disse ela me julgando.
-Não sei se posso.O que eu falaria? - dei meu ponto de vista.
-Fale que eu te dei,já que talvez você vai contar pra ele essa história ou senão conte toda a verdade logo pra ele.
Concordei com a sua história.
-Talvez eu conte a verdade mesmo.
Nós nos despedimos..
-Eu te ligo quando o Marco for embora. - avisei.
-Obrigado! - falou aliviada.
-Obrigado você por você vir.
Nós nos despedimos mais uma vez e eu sai pra fora mas ela continuava dentro da casa.Quando estava virando a esquina a Amanda estava no meu carro.Ela parou do meu lado e percebi que eu tinha vindo de a pé.
-Vim te trazer. - ela disse sorrindo pra mim.
-Obrigada.

terça-feira, 8 de março de 2011

Página 28.

Minha querida,eterna amada Ana!

Eu nunca gostei de alguém como eu gosto de você,eu sei que palavras bonitas e de amor não vão sicatrizar a dor que eu devo ter feito em você e sei o quanto você deve estar sofrando.Mas concerteza você não está sofrendo tanto quanto a mim.Eu estou com uma culpa enorme e não poderia jamais ter feito isso com você! Eu não desejaria essa dor e culpa a ninguém.Você é a pessoa mais especial da minha vida,eu queria que fosse você no altar comigo e não a Melina,não vou negar que eu não tenho culpa no cartório.Eu fui muito covarde e não tive noção do que estava falando para você naquele dia,espero que você me desculpe pelo que disse algum dia.Eu me arrependo muito de ter escutado a minha mãe,eu deveria não ter ido para a festa e esperado o dia seguinte para levar o seu presente de aniversário adiantado,mas eu não fiz,não segui o meu coração e nem a minha conciencia.
Sinto muito por tudo!

                                
                         T e amo,você é a minha vida! Espero que um dia você possa me perdoar.
 
                                                                                                             Leonardo.
Quando terminei de ler a carta que o Leonardo me mandou estava em lágrimas.Como ele foi tão...Sem palavras,eu não tinha palavras para descrever a dor e alagria que eu estava sentindo naquele momento,era uma emoção completamente intrigante,um pouco de felicidade misturada com litros de dor,a combinação perfeita para a dor é essa,dor e alegria,eu também estava curiosa com o tal presente que ele citou e falou que iria me dar.
Eu olhei para a Cecília que já tinha voltado e percebi que concerteza ela sabia dos assuntos da carta e concerteza sabia do meu "presente".
-Hãm...que presente que era esse? - perguntei curiosa secando ás lágrimas.
-Ele te mandou no envelope - ela me empurrou o envelope que nem percebi que algo mais fazia um peso maior do que um simples papel fino.
Virei o envelope e balancei em cima da minha mão,saiu um anel – mais não um anel qualquer,era um anel de noivado.Era tão lindo! Era aquelas alinças de filmes: fino mas não totalmente,delicado e tinha uma tira que parecia tranças enrroscadas,tudo em uma cor cobre reluzente.Era fantástico.
-Ele queria te dar na festa da Carol mas quando você disse para ele que não ia dar ele decidiu te dar no dia seguinte e que ia dormir mas eu dei o maior apoio para ele ir e no dia seguinte te dar esse anel e foi isso,mas no dia seguinte aconteceu tudo que você já sabe! - disse a Cecília me explicando enquanto eu chorava de novo olhando para o anel.O estado dela também não era nada bom,mas ela se sentia culpada.
-Ele queria me pedir em casamento? - perguntei novamente em lágrimas,a ficha não tinha caído ainda.
-Sim,ele ía mas depois daquela história toda...
Eu queria mais do que nunca conseguir esquelecêlo,não por que não o amava,mas por que eu o amava demais,não queria sofrer mais e muito menos que ele sofresse,mas o único jeito de eu fazer isso era ficar mais próximo dele ainda,eu queria saber o quanto eu aquentaria ficar perto dele,o quanto eu conseguiria ser forte o suficiente,e eu tinha essa oportunidade.
-eu...hãm...acho que vou querer ajudar a senhora no casamento
Ela sorriu
-Obrigado - ela disse com um sorriso enorme no rosto.
-Mas eu não vou conversar com os meus amigos,eles sabem o que fazer.
-Entaõ como você vai me ajudar? - ela perguntou
-não me entenda mal,esses amigos estão me vendo com o Marco e provavelmente sabem que eu já dei a bola pra frente - eles irão se quiserem,é só dar um tempo. - expliquei
-Entendi.Você está certa.Mas... em que você acha que pode me ajudar?
-Qualquer coisa menos perdir pra interferir entre os meus amigos
-está bem! - ela esclamou
-Eu...posso te pedir dois favores? - perguntei
-Claro.Pode falar
-Hãm...primeiro,eu gostaria que a senhora não conte isso para ninguém principalmente com o Marco,eu mesma gostaria de falar com ele.
-Tudo bem,mas você vai ter coragem de contar para ele?
-Não sei. - respondi sincera – Espero.
-E o outro pedido?
-Eu vou ter que contar para a minha mãe - eu disse afirmando - espero que a senhora entenda.

Página 27.

Pessoas lindas que eu amo tanto rsrsrs,como que vocês estão? Não postei nesse domingo por falta de net mas hoje compensso vocês com mais dusa páginas.


-Entendi, - disse sinceramente - mas não é por que eu entendo que eu vou perdoar.
-Claro que sim eu te endendo completamente.
-É uma ferida e essa ferida ainda está aberta,não sei quando vai sicatrizar e muito menos se vai sicatrizar,só quem pode me dizer isso é o tempo.
Ela ficou em silêncio e eu também por um minuto inteiro que não se passava.No minuto que se seguia eu só ficava me remoendo para saber o que ela falaria a seguir.
-Hãm..eu queria te pedir um favor. - ela disse quebrando o silêncio.
-Se tiver ao meu alcance.
-Eu espero. - sussurrou ela.
-Sim?
-Eu não sei se você sabe mas eu que estou convidando ás pessoas quer dizer, práticamente implorando a elas para irem ao casamento.Estou vendo que o que eles fizeram afetaram muitas pessoas,infelismente receio que os seus amigos estão muito tristes pelo o que aconteceu como se a culpa fosse deles também.
-E o que eu tenho haver com isso? - perguntei arrependida no mesmo instante que falei.
-Será que você poderia me ajudar com o casamento? - falou Cecília com um pesar nos olhos.
Ela era louca? Eu não sei por que eu iria fazer o casamento da menina que acabou com a minha vida! Tudo bem que eles não vão dormir juntos e outras coisas mas mesmo assim,quando me traíram não pensaram em como eu ficaria e muito menos se doeria.
-Acho que é meio impossível – falei rindo junto com a irônia.
-Eu já sábia mas pensa um pouco por favor.
-Eu até posso pensar mas dúvido muito que eu mude de idéia.
-Está bem.
Alguns minutos se passavam enquanto eu terminava de tomar o sorvete,ela ficava uma hora ou outra me olhando e olhando para o bolso como se tivesse dúvida do que fazer e falar mais até que ela tentou colocar um assunto..
-Mais sorvete? - ela perguntou depois que dei a última colherada.
-Por favor - pedi e sorri,eu gostava de comer ou tomar coisas doces pra matar minha tristeza,o meu único problema era a gordura que vinha junto.
E então ela colocou o sorvete na minha taça e tirou algo do bolso.Era uma carta,e de certa forma quando a olhei esperava que fosse algo dele e que ele dizesse que aquilo era só uma pegadinha da televisão e logo em seguida me pedisse em casamento e eu suspiraria e falasse “Claro que sim Leonardo,você é o amor da minha vida” e que vivessemos felizes para sempre mas infelizmente a vida não é nenhum conto de fadas,e ele não contrataria uns caras da televisão para em seguida me pedir em casamento.Nada,nada disso iria acontecer.
-Hãm...querida – disse ela sem jeito.
-Sim? - perguntei quando a olhando.
-O Leonardo te mandou uma carta,ele também pediu que você á responda por carta,ele sabe o quanto você não deve querer vê-lo tão cedo por isso ele disse que é só você dar ao Bruno que ele vai dar para o Léo.
-Está bem.
-Mas se eu fosse você leria em casa.
Eu não liguei para o que ela disse e abri a carta,a minha sede de ver a letra dele ou só de imaginar que ele escreveu algo para mim era tão grande a tamanha fixação que eu pouco importei.
-Em casa os meus pais vão estranhar é melhor eu ler aqui – expliquei com os olhos vidrados na tal carta.
-Tudo bem.Já que é algo mais particular vou dar uma ligação para o trabalho e já volto.
Assenti.
O envelope era igual o que a Cecília usou para me convidar para hoje e o papel também,fiquei apreensiva no inicio mas não por mim mais sim pelo Marco,mais no fim acabei abrindo a carta quase arrasgando-a.