segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Página 20.

Depois que as incertezas e inseguranças começaram a vir a tona,eu fui ao banheiro fiz tudo que eu sempre faço,dei boa noite para o meu irmão e por último para os meus pais.
Quando entrei peguei o meu mp3 que comprara ano retrasado e fiquei escutando umas músicas rádicais que não tinham nada haver comigo mas se não fosse elas seriam as românticas e eu não estou afim de escutar músicas românticas.Escutei tantas vezes ás músicas que acabei decorando tudo,mas no fim fui vencida pelo sono.



Graças aos céus que não tive nenhum sonho - melhor – pesadelo.A última semana esse era um dos meus vários motivos para não dormir.O pesadelo me tomara por completo,era inesplicavel o que vinha na minha cabeça.
Abri meus olhos e olhei para o meu relógio que estava na mesinha de cabiceira,não era cedo mas também não era tarde,9 da manhã não era um dos piores horarios para se acordar já tive piores,por exemplo,uma vez eu fui num show com o pessoal da escola na Ilha Comprida - que fica básicamente do lado de Iguape - e eu só voltei as 8 da manhã e dormi até o dia seguinte acordando só para jantar.,foi engraçado aquele dia,meu pai depois não parou de caçoar comigo.
Eu levantei e fui com tudo para a minha porta,meu estômago estava com um pouco de fome,e lá estava ele sentado no sofá.Marco,me olhou e sorriu,eu sorri em resposta e corei,eu estava com um pijama velho horrivel e minha feição não deveria ser a melhor para o momento.Meu estômago também deve ter percebido a falta oportuna,por que não estava mais com fome.
-Bom dia,amor - ele disse se levantando para me dar um abraço
-Bom dia,com licença - eu sai correndo para o banheiro.Ninguém me acordou,por que? - pensava enquanto escovava os meus dentes,eu não queria beijalo assim,eu estava horripilante,meu cabelo estava todo levantado para cima - a maior parte - meu rosto estava todo amassado e eu estava com uma vergonha sem fim.Depois que penteei meu cabelo e escovei os meus dentes hora de trocar de roupa,afinal,hoje começava o inverno e por íncrivel que pareça está sol mas não vou negar está frio,um pouco.Eu fui até o meu quarto desviando o olhar,quando ele e meu pai estavam juntos na sala,seria agora.Não me apressei nem um pouco quando colocava a roupa,coloquei a calça jeans e uma blusa de manga comprida com uma jaqueta jeans,quando eu sai do meu quarto o rubor tomou conta do meu rosto,meus pais estavam olhando para mim e o Marco,ele colocou a mão em um sinal para eu sentar do lado dele.
-Desculpe-me naquela hora,eu estava horrivel - eu disse enrrugando a testa
-Você nunca é feia - ele me deu um abraço
-Assim não ajuda - eu sussurrrei no seu ouvido e ele sorriu
Eu me sentei com ele no sofá pequeno com as mãos juntas.Meu pai estava nos olhando admirados!? Como assim? Ele não fez esse olhar com Leonardo.Fala sério! Só falta ele chamar o Marco para perguntar do casamento!
Eu estava com uma forte senssação de desconforto.Que péssimo.
-Hãm,então filho,por que mandou me chamar? - começou meu pai
-É que eu gostaria de pedir a mão da sua filha em namoro como manda as coisas certas - ele disse tranquilo.
-Sim... Pode pedir - ele disse satisfeito
-Então..seu Gustavo,o senhor daria a honrra da mão da sua linda filha em namoro? - ele falava me olhando nos olhos e segurando as minhas mãos.Alguém pode abrir uma cratera para eu entrar?
Meu pai ficou olhando para a minha mãe sorrindo completamente,já sei a resposta.
-Claro,filho,eu queria que isso acontecesse a muito tempo - meu pai olhou para a minha mãe e ela o fuzilou com os olhos,depois olhou para mim com uma feição de "desculpa" e eu devo ter ficado com uma feição de dar dó.Meu pai não poderia dizer isso! Eu pensei em sair correndo mas aquilo era página virada e eu estava com o Marco ali,droga.
O Marco começou a falar algumas coisas e eu fiquei desligada completamente.
-Ana,você escutou o que eu disse? - ele perguntou não acreditando.
-Hãm..Desculpe-me Marco,mas é que eu estava prestando atenção em uma outra coisa,mas o que você estava falando?
-Assim,então,o seu pai tem uma surpreza para você.
Eu olhei para o meu pai desentendida.
-Hãm? - foi só o que eu falei.Ele sorriu de orelha a orelha
-Vamos até lá fora - disse ele e nós o seguimos
Na varanda tinha uma Chevete ano 92,meio cinza esverdiado,que estava estacionado.
-O senhor comprou outro carro? - pergutei.Ele já tinha o Siena ano 2000,meio verde escuro lindo.
-Não.
-Pára a mamãe? - perguntei,seria a única resposta.
-Não.
-Então é para quem? - perguntei incrédula
-Para você! - ele explodiu em felicidade.
Demorou muito tempo para eu consgui falar mas de qualquer jeito eu ainda não acreditava!
-Ual - a ficha não tinha caido - O que? Como? Hãm? Tem certeza? Eu estou dormindo? - atropelei as palavras
-Sim,é seu.É um carro.Sim eu tenho certeza.E não,você não esta dormindo,mas a sua cara está muito engraçada
-Mas como assim? - perguntei incrédula
-Eu ia te dar no seu aniversário de 20 anos mas como aconteceu... - ele preferiu não contar,mas eu já sabia - Então eu decidi guardar ele na Rosana e ontem eu te daria mais como você ficou fora o dia inteiro - ele olhou para o Marco - Eu decidi dar hoje para você
Rosana era a prima dele e cumplice em tudo,já estou até acostumada.
-Assim,que bom.Obrigado - eu o abracei emocionada.
-De nada filha,espero que goste
-Concerteza,agora já posso últilizar a minha carteira - eu disse - E ai,quer dar uma volta? - perguntei para o Marco
-Não,eu tenho que trabalhar - ele disse - Desculpe-me
-Tudo bem.Hãm...posso estrear o carro? - perguntei
-Que pergunta! Claro,ele é seu - meu pai me jogou a chave - Mas aonde você vai?
-Vou dar uma volta e quem sabe depois ir na casa da Amanda ou sei lá o que..
-Está bem,os documentos estão no porta - luvas,eu já passei para o seu nome.
Eu assenti.
Meu pai abriu o portão para mim enquanto eu entrava no banco do motorista.Liguei o carro e esperei um pouco,fiquei o admirando,não era um carro de luxo e muito menos um carro da moda mas era o meu carro e por isso que eu dava tanto valor,dei a ré e sai.
-Bom passeio - escutei meu pai falar mas era apenas um sussurro.
Ainda não caira a ficha que eu estava dirijindo no meu carro.Como eu estava dirijindo eu decidi ir para um lugar onde sempre iria melhorar.Ei iria a casa da Amanda,só ela poderia me ajudar nesse durbilhão de problemas que eu me enfiei - melhor - que eu deixei acontecer.
Quando eu estava chegando perto da casa dela,ela estava na calçada conversando com a...Carol?!
Fazia tempos que eu não via a Carol e a Amanda juntas,elas tinham brigado por um motivo besta sobre uma blusa ou sei lá o que...Estacionei perto de onde elas estavam sentadas e escutei um sussurro
-Eu não vou contar a ela - disse a Carol - Eu me sinto culpada pelo que aconteceu na minha casa...
-Do que vocês estão falando? - me entrometi,alguma coisa me falava que era sobre mim,mas últimamente eu estava tão dezolada que não compreendia as coisas direito.
A Carol engoliu em seco

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Página 19.

Depois disso eu fiquei tão alegre e estraordinária que nem fui para casa me trocar.Quando falamos para todos eles ficaram felizes e vi o Leonardo ficar aliviado! Eu liguei para a minha casa e minha mãe levou o meu vestido e a fantasia do Marco - que agora era do Bruno - Dona Cecília me convidou para me arrumar lá - Ela que fez a minha maquiagem.Depois que terminamos,fomos para o salão - que na verdade era a quadra de uma escola enorme. - Assim que chegamos ele pediu para uma menina tirar um foto de nós dois juntos.Eu estava com um vestido branco com circulos pretos e ele estava com um terno,metade branco e metade preto.Minha mãe usou seu curso de corte e costura em nós.

Enquanto eu e o Marco chegavamos mais perto da esquina da minha casa,eu fechava o colar que o Bruno me dera - a qual tinha abrido com a lembrança do meu passado juvenil e feliz - agora eu já era uma mulher que tinha que pensar no futuro.Que começo de vida banal - pensei.
Eu e o Marco paramos na frente do portão de madeira da minha casa.
-Enfim o Romeu deixa a sua Julieta - ele colocou a mão sobre o coração - Meu coração está partido - ele disse dramático.
Eu ri
-Que Julieta você arranjou - tirei sarro de mim mesma
-Você deveria falar isso de mim e não de você - ele sussurrou
Eu sorri.
-Você não quer entrar? - perguntei por educação.Eu sinceramente não queria que ele entrasse,eu queria ficar um pouco só,para pensar se o que eu estava fazendo valia a pena,ele não tem culpa de nada,ele não pode passar o tempo com uma pessoa que não sabe direito o que quer,eu poderia fazer isso com qualquer pessoa mas com ele não,com ele não deve.
-Não,eu tenho que conversar com pessoal hoje tem show esqueceu?
-Verdade,me perdi completamente
-Você quer ir? - ele perguntou sorrindo
-Não,eu estou muito cançada,afinal foi uma tarde cançativa - foi mesmo.Sorri maliciosamente com a lembrança,mas não por que foi bom mas só para ter uma desculpa
-Claro,verdade - ele disse e deu mais um beijo - Afinal,ficar a tarde inteira entre beijos,abraços,conversas é muito cançativo - eu senti uma pontada de julgamento ou foi empressão minha? Deve ser,estou muito louca últimamente
-Amanhã eu vou lá te ver - eu disse
-Negativo,amanhã eu vou vir para perdir a sua mão para o seu pai
-Mas... não.. - gaguejei,aquela sena de novo seria constrangedor
-Precisa sim. - ele disse.Ele me deu um beijo rápido - Agora eu tenho que ir. - ele beijou o alto da minha testa - Eu te amo
-Eu também
te amo - gaguejei nas ultimas duas palavrinhas
Ele sorriu e eu entrei.Eu nunca tinha dito aquelas palavras para mais ninguém,eu não queria dizer mas ele estava sendo tão bom comigo que eu não tive como não fazer isso,se eu tivesse falado só:eu também,não teria nada haver e eu o magoaria mais ainda.A palavra
eu te amo eu já falei tantas vesez para ele mas não falei com o real propósito que ele queria,não com a verdadeira raís da tal palavra e na sua obra eu não tinha tal desejo por ele para falar aquelas três palavrinhas mágicas,sim,eu gostava dele mas não como ele de mim.Ele não poderia se apaixonar por outra pessoa? Droga!
Eu não queria fazer aquilo com ele,eu não queria fazer aquilo com ninguém ainda mais se é com ele,mas quando eu estou com ele eu me sinto tão leve...tão feliz...tão forte...tão...
viva! Essa é a palavra certa,tão viva é assim que eu me sinto quando estou com ele,mas não poderia ser tão mesquinha a ponto de colocar a felicidade que ele poderia ter com outra pessoa no lixo,não mesmo.
Quando eu entrei minha mãe estava na sala ninhada com o meu pai no sofá maior.Eu sorri para eles e eles sorriram de volta
-Que bom que você chegou,filha - disse meu pai,eu fui até ele e dei um beijo no alto da sua testa.
-Concordo,você estava demorando muito.Alguma novidade? - perguntou a minha mãe,eu enrruguei a testa - Eu estava vendo você e ele no portão,quer que eu conte? - seu tom de ameaça me assustou
-Não tudo bem,eu e o Marco estamos namorando,ele vai vir pedir oficialmente para o senhor amanhã - eu disse naturalmente
-Que bom que você está levando a vida,filha,fico feliz por você - disse meu pai se levantando e me abraçando.
-Onde que está o Pietro,estou com saudades do meu pirralho - eu brinquei
-Estou aqui na cozinha - ele gritou
Eu fui em direção a cozinha,quando eu cheguei lá ele estava fazendo sua lição.
-Estou fazendo lição - ele disse - Sozinho - ele disse alegre
-Que bom,faz direitinho.
Ele assentiu.Meu irmão sempre pedia ajuda para fazer lições,ele dizia que não entendia mas no fundo só tinha preguiça de pensar.Eu amava o meu irmão mais que tudo na minha vida,mataria e morreria por ele.Quando a minha mãe estava grávida o meu pai trabalhava muito e eu sempre acabara cuidando dela,ela dizia que me considerava a segunda mãe do Pietro,eu que escolhera o nome dele,meu pai queria um e minha mãe outro mas ela pediu a ele que eu escolhesse e ele aceitou,eu coloquei Pietro por que era o nome do meu avô que falheceu quando eu tinha cinco anos de idade.Eu não me lembrava muito da sua feição mas eu sei que ele e eu erámos muito unidos.Minha mãe me disse que meu avô ficou do lado dela quando descobriu que estava grávida ao contrário da minha avó que ficou estapantada.Minha mãe tinha a minha idade mas naquela época a vida era muito complicada,ela estava trabalhando para pagar uma faculdade e descobrir que estava grávida foi um choque,mas o meu avô a apoiou e ele a ajudou no principio,pediu para o meu pai se mudar para a casa deles,ela me disse que ele dizia: "que morar em casa de sogra não é a melhor coisa do mundo".Ela me disse quando eu perguntei uma vez o porque dele dizer isso.

-No começo da vida dos dois a sua avó foi expulsa de casa,o pai era contra o casamento deles então ela foi morar junto com ele na casa da mãe dele,ela sofria muito,era básicamente uma empregada,ele a via sofrer mais não podia fazer nada,ele me dizia que só se torturava psicológicamente e sempre dizia a ela que eles venceriam na vida.Dito e feito. - disse a minha mãe uma vez quando eu tinha dez anos de idade,estavamos olhando umas fotos de familia.

Meu avô ajudou os meus pais.Como a minha avó era um pouco não a favor deles ficarem juntos sem casamento meu avô ajudou-os a se casarem.As amigas de infância e da faculdade - principalmente a Simone - fizeram uma festa de casamento junto com o chá de bebê.Meu avô deu um pedaço do terreno dele para os meus pais.Meu pai largou a faculdade e arrumou um trabalho de segurança,no começo ele não ganhava muito mas ganhava o suficiente para juntar com o dinheiro que sobrava da minha mãe,então aos poucos eles foram comprando material de construção e montaram:o quarto,cozinha e banhiro deles.Meu avô ficou feliz com o término da contrução.Mas depois de alguns dias de felicidades minha avó morreu,no ínicio ele ficava amoado dentro da casa mas só voltou a viver quando eu nasci,mais um pouco depois do meu aniversário de cinco anos ele morreu e deixou a casa para nós.No começo eu não entendia muito mas sempre que eu ia no semitério com a minha mãe com uma rosa branca e via uma lápide preta e ela dizia:Seu avô está melhor agora.

Depois que eu dei uma ultima olhada no Pietro eu percebi o quão ele era parecido com o meu avô,depois disso fui na geladeira peguei uma pêra e fui para o meu quarto,nunca me vi pensar tanto.O que eu faria com o Marco,continuaria tentando a me apaixonar? Continuaria o enganando?
Por que tudo está acontecendo comigo assim?
Eu não queria enganar o Marco mas o Leonardo não saia da minha cabeça e principalmente do meu...coração.Eu queria tanto amar o Marco como ele merecia e como devia ser amado mas o meu coração não pensava assim,eu não vou negar que eu fui um pouco precipitada mas agora eu vejo que o que eu fizera era errado e agora é tarde demais para voltar atrás,mas eu também pensei na minha felicidade,eu nunca vou conseguir ser feliz de novo se não tentar e pelo menos com o Marco eu já sinto uma segurança e sinto algo,ele me faz rir,me deixa mais leve,quando eu estou com ele a dor que me afeta pára imediadamente e o buraco no meu peito é enchido,é como se ele fosse a minha salvação,como se ele trouxece a minha vida de volta,ele parava de me deixar inércia,ele era totalmente completamente a minha salvação.Eu sei que o que eu estou fazendo é errado mas vai ter que ser assim,o meu erro foi de ter saido e entrado num relacionamento muito cedo,eu deveria ter deixado as coisas se acalmarem em vez de ter começado esse relacionamento cedo,agora eu me ferrei mas do que eu já estava cheia de dúvidas.Quer saber? Vou deixar a vida me levar,se algum dia - eu espero - ele achar alguém que o ame e ele também eu espero que ele siga o seu caminho,mas também espero algum dia gostar dele como ele gosta de mim.
Eu fui dominada pela insegurança de um dia não ter mais amor,amar alguém ou sei lá o que,mas será que isso aconteceria? Será que eu nunca mais amaria alguém de novo? Porcaria de insegurança – pensei.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Página 18.

-Aproveita e me fala como está a Rússia. - falei rindo.
Nós nos despedimos e sai.A Rússia era uma forma divertida que eu chamava o Rio Grande do Sul,já que lá fazia tanto frio eu gostava de falar assim.Quando eu e o Marco começamos a dar alguns passos a frente ele pegou na minha mão e eu correspondi.
-Então foi com ele que você foi ao baile a fantasia?
-Sim
-Que bom,gostei desse garoto ele parece ser legal.
O Marco se sentia culpado por não ter ido comigo na festa a fantasia que eu fiquei meses falando.Eu tinha comprado os convites para nós dois irmor juntos,eu queria aquele tempo só para nós - eu e o Léo já estavamos namorando – e eu falei para ele que eu precisava dar um pouco mais de tenção para o Marco – já que ele era como se fosse meu irmão - No começo ele não gostou muito mas depois concordou.Mais ai chegou o circo,o Marco já tinha feito alguns trabalhos dentro de um circo por que estudou numa escola na cidade vizinha e amavao circo chamou ele para fazer o teste e ele só foi me contar no dia do baile,e no mesmo dia ele ia ir embora com o circo mas me prometera me visitar sempre que der.Essa foi uma das nossas brigas mais fortes.Eu fiquei muito triste com ele - a minha sorte é que nesse dia o Bruno voltou para morar com a tia dele,a dona Cecília que é cunhada da falecida mãe dele,eu e ele já nos conheciamos mas naquele dia ficamos mais unidos ainda,ele me ajudou a esquecer o Marco por algumas horas.
Enquanto eu andava para a minha casa eu lembrava do dia.

O Marco tinha ido para a sua casa para arrumar as malas,eu acho que nunca discuti tanto com ele como agora pouco,eu tinha programado o baile o mês inteiro e agora ele veio com quatro pedras na mão mas hoje também era um dia de comemoração o Bruno estava voltando mas dessa vez não para passar três ou quatro dias e sim o ano inteiro,ele iria vir para morar com a sua tia.
-Ana! - ele gritou para mim quando desceu do ônibús,ele me abraçou e me levantou no ar
-Bruno!
-Cadê o pessoal? - ele perguntou
-Não teve como eles virem - menti
-Que pena
-Verdade,mas vamos indo? Me conta como estão as coisas?
-Claro
Todos estavam preparando uma festa surpreza para ele e eu seria a chave,tudo que eu falo ele faz,ele diz por que eu falo tudo certo e para o bem dele.Ele é como se fosse o meu irmão mais novo,o Pietro está com cinco anos mas vai demorar muito para me pedir conselhos,eu sempre quis um irmão mais novo - eu já conhecia o Bruno a anos - ele era o meu irmão mais novo mesmo antes do meu irmão Pietro nascer.A Amanda se mudou para a minha escola,e como ela já conhecia metade da escola me apresentou ao grupo que ela ficava:Leornardo,Paloma,Luciely,Vinicíos,Amanda (ela) e Eu,mais tarde depois de um ano entrou a Melina na escola e eu apresentei ela para o grupo...
Quando entramos na casa todos gritaram:Surpreza
Ele olhou para mim e eu dei uma piscadela.
A festa estava divertida.Eu dancei muito com o Léo e com o Bruno,mas depois eu me distanciei e fiquei no canto.O Bruno deve ter percebido o que aconteceu.
-O que houve? - ele perguntou preocupado
-Nada não - dei de ombros
-Fala...Pode contar comigo
Eu contei para ele a história do Marco comigo e ele simplesmente não gostou nada mas depois de um minuto de silêncio.
-E cadê os ingressos? - perguntou ele sorrindo.
-Está lá em casa,vão ficar guardados lá até eu jogar fora.
-Nada disso,vai se arrumar! - exigiu ele
-Como assim? - perguntei
-Vamos ao baile! - ele sorriu.


Pessoal,como prometido e comprido.Espero que vocês gostaram.E por favor coloquem um comentário pode ser pom ou ruim,é que para mim serve como criticaq construtiva para eu melhorar sempre! E pode ser em qualquer língua.Obrigada.

Página 17

-Meu senhor,só isso ou tem mais? - ele disse chocado
-Na verdade tem mais muito mais mas eu prefiro esquecer,agora se você quer escutar tudo completamente,ficar enojado e odiar o seu primo vai em frente,mas me desculpe-me eu não vou com você - eu o abracei.
-Tudo bem,eu entendo. - ele pausou - Mas antes de você ir eu quero que você chute o por que que eu estou aqui?
Parei e dei uma pensada..
-É o seu aniversário! - lembrei
-Até que enfim alguém lembrou – disse ele com aquele jeito brincalhão de ser.
-Parebéns muitos anos de vida seja muito feliz – disse o abraçando
-Obrigado,mas mudando rápidinho as atenções,eu tenho um presente para você.Espere um momento - ele foi até a mala e trouxe uma caixinha pequena branca com uma fita preta
-É o seu aniversáio e você que me dá presente? - eu ri
-O seu foi semana passada,esqueceu?
-Digamos que não foi um dos melhores aniversários do mundo
-Foi nesse dia que você descobriu? - ele perguntou triste olhando pro Leonardo furiosamente.
-Sim
-Pode deixar que depois eu dou uns murros nele por você
-Não preciza - eu sorri
-Não esquenta,de qualquer forma eu faço por mim mesmo,você é como se fosse uma irmã mais velha.
-Você é só dois anos mais novo do que eu
-Mas você é como minha irmã mais velha,você sempre me deu conselhos essas coisas,e muitos sermãos também,eu sempre pude contar com você,agora é a sua vez.
-Obrigado - ele me abraçou
-Agora abra o seu presente
Eu no fundo no fundo não queria abrir a caixinha,ela era tão linda e eu tinha um pouco de medo do que tinha lá.Todos ficaram me olhando curiosos para eu abrir e então o fiz.Quando eu abri eu vi o que era,era um colar com um pinjente grade em forma de coração a cor era dourada - minha cor preferida - e tinha uma escritura atrás.
Amigos Eternos.-Obrigado,é muito lindo – disse bobalhada.
-Que bom que você gostou. - ele deu uma pausa – Esqueci de te falar,ele abre.
Ele pegou o colar da minha mão e abriu,tinha uma foto minha e dele da última vez que fomos juntos ao baile a fantasia.
-Lindo! - eu disse
Ele me abraçou.
-Bruno,agora eu tenho que ir qualquer coisa me liga a qualquer hora,está bem? - ele assentiu - O número do meu celular é o mesmo,a qualquer hora! - eu disse
-Está bem.E você é o mesmo.Ah,Ana,depois eu passo na sua casa,para conversarmos,está bem?
Eu assenti.

Página 16.

Nota da Autora: Pessoal,essas últimas semana estive viajando mas agora vou cumprir a minha promessa,ok? Me desculpem.E por pedido de desculpas vou postar 3 páginas do livro.Boa leitura e espero que gostem...

 
-Como vamos ficar? - ele não entendeu.
-Sim - eu disse e dei de ombros.
-Isso significa que estamos
namorando? - ele perguntou
-Se você quiser - eu disse sorrindo
-Calma ai - ele disse nervozo,eu me assustei não era ele que queria isso? - Vamos fazer as coisas nos devidos lugares!
-Como assim? - enrruguei a testa boiando no assunto.
-Ana,você gostaria de namorar comigo? - ele perguntou pegando a minha mão e me levantando.
-Deixa eu ver - brinquei.Ele fechou o rosto. - Brincadeira,claro que
sim.
Eu sorri,era tão facil sorrir com ele ali.Como já estávamos em pé,ele me abraçou e depois seguiu para mais um beijo,eu já estava me acostumando com o beijo dele,o adorável beijo dele,tão calmo mas ao mesmo tempo tão tocante.Depois que paramos de nos beijar,ele sentou na relva e eu fiquei deitada no seu colo,ele acariciava o meu rosto e eu acariciava ás mãos dele,conversamos e relembramos...
-Marco...
-Adoro quando você fala o meu nome
Corei
-Possso falar? - perguntei
-Claro,desculpe-me
-Então,tira a minha curiosidade?
-Sim
-O que você pensa que eu queria com você ontem quando eu pedi para você dormir comigo?
-O que você acha? - disse ele com outra pergunta.
-Achei que você pensava que eu ia te seduzir e tudo mais.. - disse rindo.
-Concordo
-Áh - só isso que eu disse
Ficâmos em silêncio nos olhando
-Você não respondeu a minha primeira pergunta - eu disse
-Qual? - ele enrrugou a testa
-E quando você for embora,como vamos ficar? - suspirei
-Eu infelizmente tenho que ir,eu tenho um contrato e eu preciso respeitálo.O contrato acaba daqui a poucos meses...
-E até lá? - perguntei
-E até lá eu venho todos os meses para ficar com você pelo menos
dois dias.O que você acha?
-Perfeito - disse sinceramente - e enquanto você não vem eu vou fazer a faculdade
-Já decidiu que faculdade vai fazer?
-Sim
-Qual?
-Letras - eu sorri
-Que bom! Fico feliz,afinal,você vai fazer o que realmente gosta! - ele sorriu e olhou para o relógio preto em suas mãos - Ana,vamos embora já é tarde
-Que horas são?
-Seis e meia
Eu concordei,afinal,já estávamos ali desde as onze da manhã!

Quando chegamos na rua o carro da familia do Leonardo estava estacionando e eles - junto com a Melina - estavam nos olhando,eu me senti deconfortável e o Marco pelo jeito percebeu isso por que me puxou para um abraço.
-Ana! - gritou a voz conhecida mas que eu não ouvira a anos.Olhei para trás e lá estava ele,um pouco mais alto do que um ano e meio atrás,continuava bonito - até mais - seus olhos castanhos - escuros davam um charme a sua pele branca bronzeada pelo sol,e seu cabelo liso e curto...Bruno
-Não fala mais com os amigos? - ele riu
-Bobo – eu disse virando e o olhando.
Ele veio até mim e me puxou para um abraço de urso.O Bruno era primo do Leonardo,ele morava perto de Santa Catarina e vinha muitas vezes para cá mas depois parou de vir frequentemente..Sua mãe era irmã do pai do Leonardo e ela morrera a alguns anos num acidente de carro,então ele vivia com o pai e com a bába que o criou desde pequeno junto com a mãe.Ele por falta da mãe ficou mais próximo da Dona Cecília e vem desde alguns anos para cá,pra morar ou só visitar.
Ele parou de me abraçar e me afastou e me olhou.
-Você não mudou muito,só esta um pouco diferente...pra pior
-Sua sinceridade mata algumas pessoas - disse o Leonardo numa voz seca
-O que esta acontecendo aqui? - ele perguntou olhando para mim e para o Marco e percebendo a
mudança- Você não namorava o Léo?
-Vocês não contaram a ele? - eu perguntei olhando para a familia que estava toda presente
-Não - disse a Dona Cecília num muchoxo capisbaixa.
-Falar o que? - perguntou ele - O que aconteceu? - ele olhou para mim desconfiado - V0ocê traiu o meu primo!?
-Por que a mulher tem que sempre ter a culpa? - eu sussurrei
-Na verdade é o contrário,foi o seu querido primo que traiu ela – disse o Marco interferindo
-O que!? Leonardo,não acredito que você fez isso - ele disse exásperado o olhando.
-Melhor vocês contarem para ele - disse o Marco segurando o riso sombrio.
-Concordo - sussurrou o Bruno - bem que eu estranhei aquela garota me esperar em vez de você.Mas,Ana,você sempre será a
única garota a qual o meu primo deveria namorar e não aquela ali - ele olhou furiosamente para os dois e algumas lágrimas já se formavam nos meus olhos com o carinho dele.
-Vocês querem entrar para nos ajudar a explicar a ele? - perguntou o pai do Leonardo para nós.
-Não,obrigado.O que eu posso falar lá dentro posso falar aqui fora mesmo
Eles assentiram.
-Você vai ter um novo priminho - eu disse irônicamente dando uns tapinhas de leve no ombro direito dele.
-Como assim?
-Aquela cobra ali,empurrou algumas bebidas ao seu primo os dois dormiram juntos e agora ela está grávida.Parabéns. - disse e ele ficou com a feição toda desentendida.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Página 15

Ferrou!
Ele chegou mais perto de mim,pegou na minha mão e a beijou delicadamente.
-É.. - O que eu faço?.
-Eu sei,você não gosta de mim - ele suspirou tristemente
-Não é isso.- respirei fundo - Eu gosto de você mas não do jeito que você merece.
-Não entendo.
-Ontem quando eu pedi para você dormir comigo - eu sorri com a lembrança - Não foi pelo que eu te disse,na verdade foi,mas tinha mais do que um simples:eu preciso ficar um pouco mais com você...
Eu parei ele continuou me fitando.Eu estava esperando ele sair de onde estava sentado mas nada aconteceu.
Enão continuei:
-Alguns dias atrás quando aconteceu aquela história toda eu básicamente já sábia só que eu não queria enxergar.Eu tinha sonhado que estavamos nessa floresta,e de repente eu o via mas depois eu escutava a voz da Melina... - eu contei o sonho para ele - E quando eu acordei comecei a sentir os 'efeitos' do meu pesadelo.
Ele me interrompeu.
-Como assim? - perguntou ele triste
Um buraco abriu no meu peito.Parecia que eu tinha levado uma facada no peito mas a faca ficou presa,não saía,e aquilo aumentava mais a minha dor e mais e mais.Muitas pessoas,quer dizer,minha família com certeza deve estar achando muito exagerado,mas Marco se você namorasse com uma garota a cinco anos e visse toda a história de vocês irem para o brejo sem poder fazer nada e se fizesse ia básicamente machucar uma criança inocente...
Ele me interrompeu.
-E fora essa conversa toda o que eu tenho a ver com isso? - ele perguntou aborrecido
-Quando eu estou com você tudo muda,a minha vida volta um pouco ao normal,a dor não para,lógico,mais fica mais leve.Eu realmente não posso viver sem você - sussurrei
-Então você me ama? - ele perguntou com um pouco de felicidade na sua voz
-Te amo,mas não da mesma forma que você me ama,eu acho
-Não entendi,você acabou de falar que não vive sem mim
-concordo,deixa eu pensar em como te explicar.
Ele assentiu.Fiquei pensando por alguns instantes.Enquanto eu pensava ele brincava com o mato.
-Hãm...eu já sei mas não sei se você vai entender

-Tente - insistiu ele
-Você é como o ar para mim.Você é o ar que eu respiro que eu preciso usar para me manter viva.Ele era o meu corpo todo mas agora ele é só a mente,os movimentos,mas ele é só isso mais eu preciso respirar por que se eu nao respirasse eu não ia sustentar a mim mesma.Entendeu?
Ele suspirou
-Sim,mas...você continua gostando dele
-Eu nunca falei que não gostava mais dele,mas agora é diferente,eu estou machucada,eu estou sofrendo,mas não quando eu estou com você - algumas lágrimas começaram a encher o meu rosto.Ele ainda olhava para o chão
-Mas eu sou só um ar! - ele sussurou incrédulo,para eu não ouvir,claro.
-Mas o que seria do meu corpo sem o ar?
Ele olhou para mim e sorriu
-Desculpe-me por fazer você chorar - ele me abraçou
-Tudo bem - eu disse e sorri para mim mesma
Ele suspirou e balançou a cabeça
-O que foi? - perguntei curiosa
-Nada,só uns pensamentos
-Quais?
Ele parou por alguns minutos mas resolvel falar.
-Se eu teria alguma chance com você
Eu me assustei
-Marco,eu...não estou pronta para 'outro' amor,eu ainda não esqueci ele
-Mais tudo bem eu não ligo,eu gosto tanto de você que eu mataria e morreria por você
-Mas não seria justo,eu pensar em outro e ficar com você,seria uma injustiça com você que sempre é tão bom comigo.Do mesmo jeito que eu não quero que me machuquem eu também não quero machucar.
-Cada vez mais eu fico mais empressionado com você
Eu corei e sorri
Ficamos nos olhando por um bom tempo,o mais incrível é que eu - e ele - não estavamos nervozos e muito menos com vergonha.Fiquei lembrando do dia anterior...
Ele interrompeu os meus pensamentos
-O que você pensou ontem? - ele perguntou
-Em que?
-Quando você pediu para eu dormir com você - ele explicou
-Eu pensei em hoje,eu estava procurando um jeito de como de contar isso que eu te disse
-Entendi.Me dê a sua mão
Eu dei para ele e começamos a brincar de guerra de dedos.
-Faz tanto tempo que eu não jogo isso - eu disse
-Eu tentei jogar com o circo mas eles não sabem brincar como você - ele riu
Assenti.Continuamos a brincar
-Ana,será que um dia você vai esquecer ele? - ele perguntou esperançosso
-Não sei - fui sincera
-E se você tentasse?
-Como assim? - perguntei
-E se você tentasse outro relacionamento?
-Marco eu já te disse..
-Mas eu quero,você não vai me magoar
-Eu estaria te usando..
-Mas eu sei disso e eu quero mesmo sabendo,você não estaria sendo ruim comigo.Então?
Eu pensei.Eu realmente nunca vou saber se eu não tentar,mas seria estranho,mas se eu não tentar,se eu não tentar arrumar a minha vida colocar as coisas em ordem ou tentar arrumar o meu coração eu nunca vou saber.
-Ana?
-Sim? - perguntei
-Eu posso te beijar? - ele falou sereno que me deixou calma.Eu também,realmente,sabia que se naquele momento eu dizesse sim eu estaria dizendo sim para um relacionamento.
Eu sorri
-O que foi?
-Eu acho que você é a primeira pessoa a pedir isso de um jeito...Bonito - sorri
Ele ficou em silêncio
-Posso?
Eu assenti.
Ele veio calmamente em minha direção,acariciou o meu rosto e em seguida fechamos os nossos olhos sincronizadamente.Quando seus lábios tocaram docemente os meus uma correte elétrica percorreu até a minha espinha,a pricipio fiquei com medo,nunca tinha beijado ninguém além do Léo,ele foi e sempre será o amor da minha vida,mas eu tinha que continuar a viver,mesmo muitas vezes não querendo.O Marco continuou o nosso beijo calmamente e docemente,os meus braços foram até o seu pescoço - involuntáriamente - e o trouxe mais perto de mim,seu beijo era doce mas ao mesmo tempo não sei se eu iria aquentar machucar ele.O empurrei.
-O que foi,fiz algo errado? - ele disse preocupado
-Não,sou eu.
-O que foi?
-Eu não sei se eu vou conseguir mentir pra você - eu abaixei a cabeça
-Ana,você hoje me fez a pessoa mais feliz do mundo,não sei como você acha que me machucaria
-Mas eu fico com você apaixonada por outro,isso não é justo - atropelei as palavras
-Verdade,isso não é justo,mas se você não tentar esquecer ele nunca irá conseguir,e nada melhor do que um amor para esquecer outro.
Ele sorriu acolhedoramente.Eu assenti
Não vou negar,ele estava certo,mas como que eu posso amar outro gostando de alguém que nunca vou conseguir esquecer?
-Eu não vou mentir para você - ele disse tocando na minha mão e me tirando dos meus devaneios - O primeiro amor nunca esquecemos,mas com o tempo o amor vira uma convivência a qual você fica aliviado e sempre lembra com carinho e não com saudades.
Ele lê pensamentos?
-Como você sabe? - perguntei
-Você foi o meu primeiro amor. - ele disse e eu me senti culpada - Quando eu fui para o circo era para te esquecer eu não conseguia ver você com o Léo,deu certo,um pouco,eu namorei algumas meninas e elas me ajudaram a fazer tudo o que eu acabei de dizer,mas quando eu voltei o amor estava intacto,eu deixei a caixinha daquela emoção se reabrir e agora estou aqui com você - ele sorriu com as palavras que acabara de dizer.
Eu ri
-E quando você for embora,como vamos ficar? - eu perguntei séria depois de parar de rir.

Ele sorriu