domingo, 24 de abril de 2011

Página 36.

Eu arrumei uma roupa quente - já estávamos chegando no inverno e o clima estava ficando cada vez mais frio.Depois que arrumei a minha roupa fui para o banheiro e tomei um banho.Quando eu terminei eu me olhei no espelho enrrolada na toalha e me surpreendi com o que vi: eu estava com algumas olheiras rocheadas.Era estranho.Por mais que eu estava me sentindo descansada - dormindo até que bem - quando eu acordava o meu áspecto fisico não era um dos melhores.Parecia uma múmia ambulante.Eu já não estava comendo direito e por mais que eu dormia e não sentia cançasso não era o que o meu corpo sentia.Realmente eu estava doente.
Eu não consegui ficar me olhando no espelho,eu só via uma outra pessoa não era a mesma Ana e sim uma..coisa! Não é a toa que eu só via tristeza no olhar dos meus pais.
"Você tem que parar de agir assim" - Dizia uma voz na minha conciência.Realmente essa vozinha estava certa,deve ser o meu sub-conciênte.
"Ele não é o único garoto do mundo" Mas é o que eu amo! - Pensei
"Reaja,querida,você tem que viver.Ele vai casar e criar um filho!"Mas vai ser só por contrato! - gritei na minha mente
"Sim,vai ser só por contrato,mas mesmo assim vai estar CASADO,você não vai poder fazer nada,a não ser chorar ou reagir"No fundo aquela vozinha do meu sub-conciênte estava certa,eu acho que só precisa cair a ficha desse casamento,talvez se eu ver esse casamento e ver os 'votos' do sim irá cair a ficha e eu paro de tentar me imaginar com ele.Decidi,finalmente,me arrumei e fiz uma traça - completamente feia - no meu cabelo.Depois fui para o meu porta jóias que ganhei da Tia Francisca - era rosa e branco de cerâmica,tinha uma músiquinha muito trânquila quando a abria - E lá estava os meus colares,tinha três partes,uma parte para anéis,uma para brincos e outra para colares,só que eu tinha mais colares do que outros.Eu queria mostrar para o Bruno que eu estava usando o colar que ele me deu,mas quando eu peguei o colar dele eu vi a “correntinha” do Leonardo.Eu tenho que mostrar para ele que não joguei fora - pensei.Eu também tinha o colar que a minha mãe me deu,era uma fadinha cheirando uma rosa,a cor era linda - dourada - Eu amava essa cor para acessórios,não era a toa que eu tinha tantas.Eu vou usar as três,vai ficar estranho mas e daí? O pescoço é meu!

Eu liguei o carro e enquanto ele esquentava eu passava o pó compacto para aliviar um pouco a palidez,um pouco de corretivo para as olheiras e só.O carro não demorou muito para ligar e eu logo sai.Eu nem acreditava que era o meu carro.
Não demorou muito e eu cheguei na casa,enquanto eu virava a esquina eu vi duas figuras no portão.Uma eu tinha certeza que era a do Bruno,mas a outra eu não conseguia ver tão bem...Leonardo! O Bruno parecia que estava ajudando o Leonardo!?
Eu não acreditava na imagem que eu estava vendo,decidi acelerar mais um pouquinho e cheguei em tempo surrreal.
-Wou! - disse o Bruno subindo algumas oitavas - Que carrão hein? - brincou - Quem pode pode. - sorriu cassuando com o meu carro
-Tudo bem que não é um carro da moda - eu disse brincando - mas é meu. - brinquei de nervoza.
-Está bem então,desculpa.Eu me rendo. - fez sinal das mãos num x – Pode me prender.
-Depois. - brinquei.
O Leonardo enfim olhou para mim,e vi seu sorriso quando olhou para o anel e também sorri.
-Quantos colares. - brincou o Bruno novamente. - Mas eu não ligo,pelo menos o meu esta aí. - ele escostou no colar que me deu e depois no do Léo curioso. - Mas de quem é esse?
Eu olhei para o Leonardo e pude perceber que o Bruno entendeu.
-Hãm...vamos entrar? A Cecília está te esperando para ver os "vestidos" - disse o Bruno mudando de assunto.Pude ver ele ficar meio sem jeito.
-Claro. - falei,até que eu estava me sentindo melhor.
O Bruno entrou primeiro,e assim que ele entrou o Leonardo se pôs na minha frente tampando a passagem.
-Hãm...eu poderia falar com você um minuto? - pediu ele implorando.
Dei de ombros
-Eu gostei de você usando o colar,tudo bem que era para ser um anel mas.. - deixou no ar.
-Mas por que eu não usaria? - sorri.
-Pensei que você jogaria fora. - fez uma careta.
Eu sorri sem jeito.
-Só isso? - perguntei.
-Não,eu queria saber a sua resposta.
-Que resposta? - perguntei.Não me lembrava de dar uma resposta para ele a não ser...
-Se você me perdoa – disse cabisbaixo.
-Hãm...Eu queria te perdoar,Leornardo, mas sinto dizer que não consigo.É como se o meu pior pesadelo estivesse acontecendo.O pior não é você ter me traído,o pior é você ter me traído com a minha - até então - melhor amiga,esse sim que é o pior,fora eu saber pelos outros,não de você,e esses outros ser a cidade inteira que soube primeiro do que eu e hoje meolham com pena.
-Será que um dia você me perdoaria?
-Eu quero te perdoar e sei que vou conseguir é só dar um tempo,o tempo é o amigo dos desamparados.
Nós dois sorrimos.Afinal,eu estava dando uma chance a mim mesma naquele momento,a minha vida teria que continuar.E eu estava dando uma oportunidade para o perdão que ele queria.Nós entramos logo em seguida,nunca imaginei como seria fácil a minha atuação para aquele dia,eu pensei que teria que colocar um belo de um sorriso falso no rosto e ficar retocando a maquiagem a cada meia hora,mas não.
-Querida! - disse a Cecília vindo com os braços abertos para um abraço.
-Olá,Cecília - disse com um sorriso aberto.O que está acotecendo comigo?
-Vem, - ela pegou o meu braço me puxando para a mesa - vamos ver os nossos vestidos! - ela disse animada.
Eu olhei para todos que estavam na sala de jantar.A mesa enorme de centro estava cheia de revistas de vestidos e mais vestidos,o pai do Leonardo era o único que não estava lá,a Melina estava num canto sozinha,os garotos estavam num outro canto,e o Bruno estava de novo "consolando" o Leonardo!?
-Sente-se aqui - Cecília disse apontando para o lado direito da ponta da mesa.Eu peguei uma revista e folheei algumas páginas - não tinha nada que me enteressava - depois peguei outra,e perto do final achei um vestido bem bonito só que eu precisaria saber como que seria o casamento,senão não me seriviria.
-Como que vai ser o casamento? - perguntei
-Vamos fazer na igreja e depois vai ter uma festa numa chacára nossa. - respondeu a Cecília.
O vestido que eu gostei era um tomara que caia branco com uma listra grossa roxa no busto.Não iria ficar muito estranho,eu sou morena clara graças ao meu pai,minha mãe é morena e ele é branco uma mistura perfeita,eu sou mais próxima do meu pai do que a cor da minha mãe,mas eu não gosto muito disso,queria ser linda que nem ela,pelo menos erdei os cabelos mas infelismente não é da mesma cor,é um mel - castanho escuro,é bonito mas nem tanto.
-Que tal esse? - falei mostrando o vestido.Ela pegou,olhou,olhou e olhou minucuosamente.
-Perfeito! Vai ficar lindo em você.
-Obrigada. - sorri educadamente
Eu senti alguém se aproximando mais perto e esperava que não fosse...
-Ana?
 ...Melina - Terminei meu pensamento.Me virei para olha-lá e acho que nunca a vira com aqueles olhos tristes,me deu pena até,sabe?
-S-sim - gaguejei vendo aquela tristeza.
-Será que nós poderiamos conversar?

domingo, 17 de abril de 2011

Página 35.

Quando eu acordei logo de manhã senti que estava sozinha em casa e logo aquele vaziu veio à tona.A dor no peito e um peso na conciência,talvez o que eu fizera não foi certo mas nada se comparava com a dor que eu estava sentindo e com a dor que eu estava causando no Marco.Eu queria ir me explicar para ele mas o circo a essa altura do tempo já deveria estar em outra cidade.
-Agora é só esperar o tempo passar. - pensei alto.
Sai da minha cama e fui para a cozinha e na ida para a cozinha passei pelos cômodos da casa e realmente estava deserto.Eu abri a geladeira e peguei uma pêra,eu não sei o que estava acontecendo de uns tempos para cá,acho que meus sentimentos estão afetando o meu apetid pois eu não sinto mais tanta fome.Me sentei na cadeira enquanto comia a pêra e percebi que nunca fiquei tão quieta numa manhã!
Escutei o meu celular tocar do meu quarto e fui correndo ver quem era mas quando cheguei era tarde.Então eu decidi arrumar o meu quarto - já que ele era o único lugar da casa que estava desarrumado - e assim que terminei de dobrar o edredom olhei para o meu celular  e no mesmo instante ele tocou.Dei um passo e cheguei na mesinha onde ele estava.Na tela estava escrito:
Cecília e logo um calafrio percorreu a minha espinha.
-Alô,Ana?
-Sim,Cecília. - falei meio fria.
-Ana,eu fiquei sabendo da sua briga com o Marco,me desculpe...
-Que isso,Cecília,ninguém teve culpa a mais culpada nessa história toda sou eu,eu que fui muito precipitada e só eu.
-Não se martirize,querida.
Eu respirei fundo.Calma,Ana,calma – falava a voz da minha conciência.
-O que a senhora gostaria comigo? - perguntei calma
-Eu queria perguntar se você pode vir para cá mas se você não quiser eu entendo.
-Eu vou pensar e daqui a uns 5 minutos eu te ligo,pode ser? - perguntei.
-Claro,completamente.
-Mas para o que seria a minha ida aí? - perguntei curiosa.
-É para preparar as coisas do...do...do casamento - ela esperou antes de dizer a palavra casamento.
Eu respirei pesadamente.Eu não gostava daquela palavra - a não ser se fosse para mim - mas não é,e sim,sou egoísta nesse ponto.
-Mas se você não quiser eu entendo.
-Hãm... - fiz uma pausa - Eu vou pensar e já te ligo,está bem?
-Claro. - ela respondeu – Então até daqui a próxima ligação. - ela riu.
-Até.
Ela desligou o telefone.

Eu queria ir e ao mesmo tempo não,eram tantas dúvidas! Eu queria para poder ver ele,ver seu sorriso...seus olhos azuis...ver ele completamente! Mas eu queria tê-lo acima de tudo.Tudo bem que eles vão se casar por contrato mas mesmo assim é errado o que eu estaria fazendo.Eu não vou,concerteza a dona Cecília não vai ligar,ela vai entender,mas é errado da minha parte já que eu me comprometi.Ah Deus,o que eu faço? - pensei.
Eu peguei o meu celular e disquei o número que eu já havia decorado a essa altura do tempo,chamou 1...2...3 vezes e eu deliguei involuntariamente.
Mas se eu for,eu posso ver o Leonardo.
Mas é errado!
Duas partes de mim estavam em conflito.A minha conciência falava que era errado mas o meu coração achava - melhor – e mandava eu ir.O que eu faço? Esse conflito não me ajuda muito! Será que esse sofrimento vale só para ver ele?
Se eu for...Eu vou ver ele!
Eu abri o meu celular e disquei novamente o número.Chamou umas quatro vezes
-Alô,Ana?
-Sim,eu liguei para falar que sim,eu vou. - disse um pouco empolgada.
-Que bom! - falou mais empolgada e feliz com a notícia - Hoje nós vamos ver os nossos vestidos..hãm..,e a Melina quer falar com você quando chegar aqui.
O que? Como assim?
-Tudo bem. - menti - Eu vou tomar meu banho e vou para aí,daquia mais ou menos 1 hora eu estou chegando.
-Esta certo.
E desligou o telefone.

Página 34.

Ai gente,eu sei que estou muitissimo atrasada com vocês mas é que fiquei muito doente esses dias e não conseguia fazer nada e sinto muito por isso,está certo? Essa semana vou tentar postar três páginas fora essa já que estarei com um pouco mais de tempo já que terei aula só segunda e terça - feira e prometo que vou tentar fazer o meu melhor para não deixar vocês nas mãos,okay? Me desculpem novamente e comentemmmm...Por favor...Boa leitura!



Só o tempo trará a calma novamente.
-Filha! - gritou a minha mãe
Percebi que eu estava encolhida no chão com a mão no peito.
-Terminamos,mamãe,ele não entendeu,ele pensou que eu o estava traindo. - sussurrei entre lágrimas
-Um dia ele vai entender,dá um tempo,o tempo é o melhor amigo para corações partidos. - disse ela me amparando.
-Espero! - pausei - Mamãe,eu vou tomar banho e depois vou dormir,está bem?
-Claro. - respondeu e segui.
O "tomar banho" era uma desculpa.Eu queria chorar sem ninguém perceber a minha tristeza,eu não estava com nenhum pingo de sono mas eu ligaria para a Amanda e resolveria o meu problema,ou parte dele. Talvez a minha mãe estava certa,com o tempo o Marco vai se tranquilizar e aí sim poderemos conversar sem pertubações.Eu não queria ser mal educada e muito menos brava com ele mas ele não me deixou explicar e eu acabei perdendo s estribeiras.talvez se eu pudece ter sido mais calma,mas não...O que aconteceu era para ter acontecido,concertesa.

Eu já tinha tomado o meu banho e chorado um pouco,pensei que choraria mais mas não,chorei o necessário e um pouco mais mas nada de fazer tanto drama como antes,acho que já estava acostumada com a idéia.Eu estava penteando o meu cabelo e o celular tocou.
-Alô,quem fala? - perguntei
- Amanda - respondeu a voz doce da minha amiga - Ana,por que você não me ligou? Eu a horas estou esperando a sua ligação – reclamou ela sentida e um pouquinho exagerada.
-Desculpa mas é que aconteceu um problemas aqui em casa,você sabia que o Marco descobriu tudo?! Ele disse que foi você que contou para ele,ele disse que você pensou que era o Bruno...
-Então não era o Bruno... - falou descrente no outro lado da linha,até posso imaginar a feição dela.
Eu acho que nunca fiquei pendurada no telefone tanto quanto hoje,tive que explicar para a Amanda tudo e dizer que ela não teve culpa de nada.Ela ficou se martirizando pelo o que aconteceu com o Marco falando que foi culpa dela mas eu consegui melhorar e contornar a situação.
-Quando que você vai se matricular na faculdade? - perguntei
-Eu estava pensando no mês que vem,eu quero curtir mas um pouquinho esse tempo sussegada,e você?
-Eu não sei,eu vou perguntar amanhã para o seu Matias se ele pode devolver o meu emprego de balconista,tudo bem que o salário não é lá essas coisas mas pelo menos me ajuda a pagar a minha vaga.
Eu tinha me demitido no começo desse ano para ficar cuidando do meu irmão.Minha mãe tinha pegado outra escola para lecionar e não tinha ninguém - até então - para ficar cuidando dele então eu me apresentei para ajuda-lá por enquanto e ela aceitou.O senhor Matias era o dono de um super mercado no centro da cidade.Ele e meu pai sempre foram amigos desde crianças e eu espero que ele me devolva o meu emprego e que use a frase que ele me disse depois do meu trabalho
“Quando precisar pode voltar que a casa esta aberta.”
E foi assim que nos despedimos,vive e meche eu encntro com ele e ele até pergunta se eu preciso de um emprego,eu sempre reneguei mas agora estou necessitada,quem sabe agora ele não me readimite?
-Ele vai dar a sua vaga sim,tenho certesa amiga. - disse Amanda interropendo meus devaneios.
-Espero. - murmurei.
-Ana,eu vou desligar,mamãe está chamando.
-Tudo bem.Boa noite,flor,bons sonhos.
-Boa noite a você também amiga.
-E manda um beijo pra ela – escutei a Simone gritar.
-Você escut-....
-Sim,e manda outro pra sua mãe também.
Eu desliguei o celular e fui para a sala - estava no meu quarto - Minha mãe estava com o Pietro ninhando ele.
-Boa noite. - sussurrei não querendo acordar ele – Benção.
-Boa noite,querida - sussurrou também - bons sonhos e que Deus te abençõe.
-Amém.
E essa foi a última palavra que disse aquela noite,depois me deitei e dormi como uma pedra.

domingo, 3 de abril de 2011

Página 33.

Mais um pouquinho,como prometido.Vou ver se no meio dessa semana eu posto mais um pouco - mas não prometo nada.Boa leitura pessoal.



-Antes que eu te fale eu gostaria que você lesse uma carta .. - pedi
Ele assentiu.
-Sente-se que eu vou pegar ela
Ele assentiu novamente e fez o que eu pedi.Eu fui até a cozinha e peguei o envelope da carta com e respirei fundo,e voltei pra sala sabendo que dali para a frente eu estava andando numca cord bamba q ue podia se rasgar a qualquer momento,e eu cair.
-Tome. - eu disse
Ele pegou e abriu.Enquanto ele lia,ficava perplexo e com o olhar de fúria,talvez,minha sorte é que eu não falei que eu seria a madrinha senão aí sim que ferraria com tudo.
Ele soltou um suspiro
-Esse anel é o tal presente né? - começou ele falando entre dentes,desmanchando o silêncio que naquele momento era tão confortável.
-Sim. - sussurrei
-Ele continua te amando e você também,mas vocês não podem ficar juntos. - suspirou contente. - Eu já deveria saber disso mas eu te amo tanto.Não acredito que você foi se encontrar com ela para receber isso. - disse enojado.
-Hãm? - não entendi
-Agora eu entendo tudo.A Amanda e o Bruno estão te ajudndo para vocês conversarem né? Estou entendendo tudo. - começou a fúria novamente,penso eu que se ele pudesse ele mataria o Léo se ele tivesse junto com nós dois.
-Pelo contrário... - comecei.Naquele momento eu também estava nervosa,não que ele estava falando do Léo,mais como ele ousa falar de mim daquele jeito?
-Você está me machucando muito com isso.Pensei que você gostasse de mim,não amar, mas pelo menos que você sentisse algo.Não sei como você pôde fazer isso comigo! Eu deveria ter escutado a Miquele e ter continuado onde estávamos e não ter vindo para cá, mas não,sou o patético que ama a garota que maltrata o coração...
Ele não terminou a frase e saiu correndo.Suas palavras me machucaram profundamente,ele não entendeu,meu mundo voltou a desabar a dor no peito  a facada no meu coração...Tudo voltou e dessa vez mais forte,eu não queria ter machucado ele,pelo contrário,se eu pudesse voltar no tempo mas não,não posso,espero que com o tempo as coisas melhore entre nós.

Página 32.

Oi pessoal! Como vocês estão?
Queria pedir desculpas por não ter postado na semana passada,mas é que eu fiquei até tarde estudando,o pior foi que o professor passou para a semana que vem,já que,muitos alunos estavam com conjuntivite.Mias hoje compensso vocês.Boa leituta e comentem..



-E o que ele queria te dar? - ela perguntou curiosa.
-Isso!
Entreguei o anel a ela.Nisso que ela viu ficou surpreendida e empalideceu.
-Ele iria me pedir em casamento.Era para ser eu em vez de ser a Melina - pensei alto.Só ai que caiu a ficha que era para ser a mim e não ela.Comecei a chorar .Bem que eu estava me estranhando de não ter chorado antes,mais aquele último pensamento não me saia da cabeça:Era pra ser eu e não ela,eu,eu...E aquilo ecoava na minha cabeça.
-Querida.. - minha mãe se levantou e veio até a mim me abraçando
-Mãe eu preciso da sua ajuda - eu disse enchugando as minhas lágrimas
-O que eu posso fazer para te ajudar? - disse ela caindo a ficha que não se tratava de um filme,mais que era bem real tudo aquilo.
-O que eu falo para o Marco?
-Você não gosta dele,né? - disse percebendo tudo.
-Não como ele merece - fui sincera,ela me olhou fechou os olhos e balançou a cabeça em sinal negativo.
-Não sei. - ela sussurrou capisbaixa,penso eu que naquele momento ela queria saber o que fazer.
-Eu estava pensando em contar pra ele a realidade. - falei.
-Tem certesa?
-Não sei, - susssurrei - só sei que não posso mentir,ele foi muito compreensivo comigo em tudo isso mas eu não sei o que eu falo para ele sobre o anel,seria demais para ele.
-Fala que eu te dei de presente de aniversário. - falou ela num meio sorriso.
-Está bem - eu disse - mas não dá para eu colocar ele na mão se não vai parecer que eu estou noiva.- tentei não chorar nessa última palavra.
-Eu tenho uma correntinha dessa cor se você quiser fazer de colar creio eu que irá ficar bem bonito.
-Obrigado. - só então lebrei que ele iria ir embora amanhã, o circo iria hoje,eu não poderia contar para ele hoje e nem amanhã.Quando que eu contaria? - Mãe quando que eu vou contar pra ele? Amanhã ele vai embora e hoje o circo vai,quando que eu vou ter a oportunidade?
-Eu não sei,querida,você que deve resolver,mais se você quer falar a verdade qualquer hora é hora.
Eu assenti e fui pegar a corrente no quarto dela.Enquanto eu estava procurando nao porta jóias dela que parecia ter tantos colares a campainha toou
-Eu atendo. - gritou ela da sala.
-Está bem. - respondi.
Quando eu disse ela provelmente não escutou,eu estava tão entretida  "na caça a corrente" que sussurrei em vez de gritar.Finalmente eu achei
-Marco,calma querido,não tome decições precipitadas. - disse a minha mãe calma demais.O que estava acontecendo? O Marco estava aí?
Enquanto a minha mãe estava falanndo com ele,eu coloquei o anel na correntinha e em seguida coloquei em mim.Engoli em seco e fui para a sala.
-Oi amor. - eu disse para o Marco e dei um beijo rápido.
-Oi. - respondeu gélido.
-O que ouve? - preguntei preocupada,torcendo para que não fosse o que eu imaginara.
-Hãm..eu vou deixar vocês a sós - disse minha mãe. - Eu vou comprar pão para o café da tarde. - e depois,antes de sair,me lhou de sosláio,tristemente.
Eu assenti.Eu não sei o por que do Marco estar frio comigo,mas ele mesmo respondeu a pergunta do meu pensamento,mas por mais que eu não sabia concretamente,eu imaginara.
-Que história é essa que você foi encontrar com a Cecília? - exigiu nervozo.
-Como você soube?  - perguntei calma,até demais.Um de nós já estava nervozo, eu não poderia ficar também,se não sairia uma briga muito pior.
-A Amanda me contou sem querer – falou sincero.
-Como? - fiquei perplexa.Não espera,de maneira alguma,mesmo que sem querer.
-Eu liguei e perguntei a' An está ai?” Ela pensava que era o Bruno e falou "Não ela já voltou para casa,Bruno,você esqueceu que dá sua tia ela ia para casa?"
Realmente ela pode ter se confudido,a voz dos dois são parecidas e ela pensa que só o Bruno me chama de An.Essa não - pensei
-Marco,eu...eu ia te contar mas antes eu estava me preparando...
-Ana,por favor! - ele exigiu - Eu sei que você foi se encontrar com o Leonardo,eu nunca imaginei que você faria isso comigo! - ele quase que gritava,melhor,ele realmente gritava.
-Eu não fui me encontrar com ninguém! A Cecília me pediu que eu fosse me encontrar com ela por que ela esta muito abalada com essa história ainda. - me impus
-Desculpe-me,mas mesmo assim não te dá direito...
-Marco,eu nunca falei que pararia de falar com eles por causa do Leonardo,eu também nunca te falei que deixaria de pensar nele enquanto você estava comigo.
-Então você esta confessando que foi se encontrar com ele...
-Não,eu disse para você quando fomos fazer aquele piquenique que eu ainda o amava mas você insistiu em querer ficar comigo...
-Talvez você esteja certa,mas mesmo assim,você iria me contar quando?
-Eu só estava terminando de procurar isso. - mostrei a corrente mas esqueci que estava com o anel
-De quem é esse anel? - ele perguntou apontando para a minha mão - me esquivei
-Será que nós podemos conversar civilizadamente,ou não? - pedi.
-Sim - respondeu cautelozamente.
-Obrigado. - suspirei e comecei - Tudo aconteceu ontem...
Contar para ele do começo talvez seria a minha melhor escolha,mas a cada passo ele ficava mais estranho,gelado...
-E por que você aceitou o convite da mãe dele? - ele perguntou nervozo novamente.O garoto!
-Eu queria saber até que ponto eu tinha forças para saber a verdade. - suspirei abaixando a cabeça.
-Por que você não pediu para eu ir junto ou te ajudar de alguma maneira?.
-Marco,antes de tudo isso acontecer do nosso relacionamento e sei lá que mais,eu estava sozinha embarcando nessa história,eu acho que eu tenho direito de resolver sozinha. - conclui.
-Você não confia em mim - ele despejou com tudo.Era estranho aquilo tudo,eu e ele sempre brigávamos mas ele estava tendo uma raiva no coração e nos seus olhos que me dava medo.
-Eu confio mas..quer saber? Já estou cheia dessa ciúmera a toa,você que não está confiando em mim.No que eu digo,cansei...
-Talvez é por que eu tenha medo que você tenha uma recaída por ele.
-Eu não sou desse tipo que você está falando.Eu pensei que mais do que ninguém você soubesse,você está desconfiando de mim.
-Mas você ainda gosta dele!
-Eu nunca escondi isso de você e você sabe disso e mesmo assim quis namorar comigo,agora se é para você ficar desse jeito...
-De quem é esse anel? Você ainda não respondeu a minha pergunta! - exigiu ele segurando o grito
Eu realmente não tinha falado,por que não tinha condições mas agora continua não tendo condições.O nosso relacionamento pelo jeito já acabou agora mas ele não pode sair triste.Eu vou falar a verdade.