Depois que as incertezas e inseguranças começaram a vir a tona,eu fui ao banheiro fiz tudo que eu sempre faço,dei boa noite para o meu irmão e por último para os meus pais.
Quando entrei peguei o meu mp3 que comprara ano retrasado e fiquei escutando umas músicas rádicais que não tinham nada haver comigo mas se não fosse elas seriam as românticas e eu não estou afim de escutar músicas românticas.Escutei tantas vezes ás músicas que acabei decorando tudo,mas no fim fui vencida pelo sono.
Graças aos céus que não tive nenhum sonho - melhor – pesadelo.A última semana esse era um dos meus vários motivos para não dormir.O pesadelo me tomara por completo,era inesplicavel o que vinha na minha cabeça.
Abri meus olhos e olhei para o meu relógio que estava na mesinha de cabiceira,não era cedo mas também não era tarde,9 da manhã não era um dos piores horarios para se acordar já tive piores,por exemplo,uma vez eu fui num show com o pessoal da escola na Ilha Comprida - que fica básicamente do lado de Iguape - e eu só voltei as 8 da manhã e dormi até o dia seguinte acordando só para jantar.,foi engraçado aquele dia,meu pai depois não parou de caçoar comigo.
Eu levantei e fui com tudo para a minha porta,meu estômago estava com um pouco de fome,e lá estava ele sentado no sofá.Marco,me olhou e sorriu,eu sorri em resposta e corei,eu estava com um pijama velho horrivel e minha feição não deveria ser a melhor para o momento.Meu estômago também deve ter percebido a falta oportuna,por que não estava mais com fome.
-Bom dia,amor - ele disse se levantando para me dar um abraço
-Bom dia,com licença - eu sai correndo para o banheiro.Ninguém me acordou,por que? - pensava enquanto escovava os meus dentes,eu não queria beijalo assim,eu estava horripilante,meu cabelo estava todo levantado para cima - a maior parte - meu rosto estava todo amassado e eu estava com uma vergonha sem fim.Depois que penteei meu cabelo e escovei os meus dentes hora de trocar de roupa,afinal,hoje começava o inverno e por íncrivel que pareça está sol mas não vou negar está frio,um pouco.Eu fui até o meu quarto desviando o olhar,quando ele e meu pai estavam juntos na sala,seria agora.Não me apressei nem um pouco quando colocava a roupa,coloquei a calça jeans e uma blusa de manga comprida com uma jaqueta jeans,quando eu sai do meu quarto o rubor tomou conta do meu rosto,meus pais estavam olhando para mim e o Marco,ele colocou a mão em um sinal para eu sentar do lado dele.
-Desculpe-me naquela hora,eu estava horrivel - eu disse enrrugando a testa
-Você nunca é feia - ele me deu um abraço
-Assim não ajuda - eu sussurrrei no seu ouvido e ele sorriu
Eu me sentei com ele no sofá pequeno com as mãos juntas.Meu pai estava nos olhando admirados!? Como assim? Ele não fez esse olhar com Leonardo.Fala sério! Só falta ele chamar o Marco para perguntar do casamento!
Eu estava com uma forte senssação de desconforto.Que péssimo.
-Hãm,então filho,por que mandou me chamar? - começou meu pai-É que eu gostaria de pedir a mão da sua filha em namoro como manda as coisas certas - ele disse tranquilo.
-Sim... Pode pedir - ele disse satisfeito
-Então..seu Gustavo,o senhor daria a honrra da mão da sua linda filha em namoro? - ele falava me olhando nos olhos e segurando as minhas mãos.Alguém pode abrir uma cratera para eu entrar?
Meu pai ficou olhando para a minha mãe sorrindo completamente,já sei a resposta.
-Claro,filho,eu queria que isso acontecesse a muito tempo - meu pai olhou para a minha mãe e ela o fuzilou com os olhos,depois olhou para mim com uma feição de "desculpa" e eu devo ter ficado com uma feição de dar dó.Meu pai não poderia dizer isso! Eu pensei em sair correndo mas aquilo era página virada e eu estava com o Marco ali,droga.
O Marco começou a falar algumas coisas e eu fiquei desligada completamente.
-Ana,você escutou o que eu disse? - ele perguntou não acreditando.
-Hãm..Desculpe-me Marco,mas é que eu estava prestando atenção em uma outra coisa,mas o que você estava falando?
-Assim,então,o seu pai tem uma surpreza para você.
Eu olhei para o meu pai desentendida.
-Hãm? - foi só o que eu falei.Ele sorriu de orelha a orelha
-Vamos até lá fora - disse ele e nós o seguimos
Na varanda tinha uma Chevete ano 92,meio cinza esverdiado,que estava estacionado.
-O senhor comprou outro carro? - pergutei.Ele já tinha o Siena ano 2000,meio verde escuro lindo.
-Não.
-Pára a mamãe? - perguntei,seria a única resposta.
-Não.
-Então é para quem? - perguntei incrédula
-Para você! - ele explodiu em felicidade.
Demorou muito tempo para eu consgui falar mas de qualquer jeito eu ainda não acreditava!
-Ual - a ficha não tinha caido - O que? Como? Hãm? Tem certeza? Eu estou dormindo? - atropelei as palavras
-Sim,é seu.É um carro.Sim eu tenho certeza.E não,você não esta dormindo,mas a sua cara está muito engraçada
-Mas como assim? - perguntei incrédula
-Eu ia te dar no seu aniversário de 20 anos mas como aconteceu... - ele preferiu não contar,mas eu já sabia - Então eu decidi guardar ele na Rosana e ontem eu te daria mais como você ficou fora o dia inteiro - ele olhou para o Marco - Eu decidi dar hoje para você
Rosana era a prima dele e cumplice em tudo,já estou até acostumada.
-Assim,que bom.Obrigado - eu o abracei emocionada.
-De nada filha,espero que goste
-Concerteza,agora já posso últilizar a minha carteira - eu disse - E ai,quer dar uma volta? - perguntei para o Marco
-Não,eu tenho que trabalhar - ele disse - Desculpe-me
-Tudo bem.Hãm...posso estrear o carro? - perguntei
-Que pergunta! Claro,ele é seu - meu pai me jogou a chave - Mas aonde você vai?
-Vou dar uma volta e quem sabe depois ir na casa da Amanda ou sei lá o que..
-Está bem,os documentos estão no porta - luvas,eu já passei para o seu nome.
Eu assenti.
Meu pai abriu o portão para mim enquanto eu entrava no banco do motorista.Liguei o carro e esperei um pouco,fiquei o admirando,não era um carro de luxo e muito menos um carro da moda mas era o meu carro e por isso que eu dava tanto valor,dei a ré e sai.
-Bom passeio - escutei meu pai falar mas era apenas um sussurro.
Ainda não caira a ficha que eu estava dirijindo no meu carro.Como eu estava dirijindo eu decidi ir para um lugar onde sempre iria melhorar.Ei iria a casa da Amanda,só ela poderia me ajudar nesse durbilhão de problemas que eu me enfiei - melhor - que eu deixei acontecer.
Quando eu estava chegando perto da casa dela,ela estava na calçada conversando com a...Carol?!
Fazia tempos que eu não via a Carol e a Amanda juntas,elas tinham brigado por um motivo besta sobre uma blusa ou sei lá o que...Estacionei perto de onde elas estavam sentadas e escutei um sussurro
-Eu não vou contar a ela - disse a Carol - Eu me sinto culpada pelo que aconteceu na minha casa...
-Do que vocês estão falando? - me entrometi,alguma coisa me falava que era sobre mim,mas últimamente eu estava tão dezolada que não compreendia as coisas direito.
A Carol engoliu em seco
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