quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Página 21.

Oi gente!! Que saudade.Infelismente eu não pude postar nesse domingo mas eu não esqueci viu? Então vim postar.Espero que vocês gostem.Boa leitura,beijinhos :*


-O-oi Ana - ela gaguejou
-Oi,Carol.Oi,Amanda
-Oi amoré - disse Amanda,ela se levantou da calçada junto com a Carol.Eu sai do carro e abracei as duas.
-Estou curiosa,eu não entendi o por que de vocês...vocês voltaram a se falar?
-Claro,claro que sim.Foi uma briga idiota,eu e ela nem nos lembramos mais o por que - disse Carol sorrindo
-Que bom.Hãm...eu estou curiosa,o que vocês estavam falando?
-tchau An e Manda! - disse a Carol nos abraçando
-Tchau! - dissemos juntas,mas eu não entendi o por que delas estarem fazendo isso
-É impressão minha,ou ela estava tentando esconder algo de mim? - perguntei sorrindo depois que a Carol virou a esquina.
Amanda ficou em silêncio e o seu silêncio me corroia por dentro,por mais que uma parte de mim queria saber,a outra - maior em proporção - não queria.
-Amanda? - exigi
-Vamos entrar? - perguntou ela com aquele olhar de...culpa
Eu assenti mesmo não querendo
Quando entramos nós nos sentamos no sofá branco e confotável que havia lá,percebi que não havia mais ninguém lá,concerteza estavam todos trabalhando.
Fez-se um minuto em silêncio,o minuto mais longo da minha vida que parecia que jamais passaria.Talvez fosse melhor não passar
-Bom... - ela começou quebrando o silêncio - a Carol veio me contar um assunto muito triste que aconteceu,hãm...
-Amanda fale logo o que aconteceu - exigi
-Desculpe-me.Você sabe o quão a familia da Carol e da Dona Cecília são amigos - eu assenti - ela veio me falar que...
-Que..? - perguntei roendo as unhas
-Que os dois vão se casar
"Que os dois vão casar" Bastou aquelas humildes palavras - que fariam qualquer um ficar feliz - para eu despertar a tristeza que havia em mim,trancada em uma caixinha preta dentro do meu coração.Eu desatei a chorar,por mais que já tivesse aquela leve idéia,maltida hora que percebi a conversa!
-Ana,ela veio falar isso para mim não para te ver magoada mas por que queria que você soubesse antes de qualquer um da cidade,você sabe o quão os outros falaram,ela só queria que você soubesse antes,para se prevenir...Ana.
Ela veio até mim,sentou-se ao meu lado e bateu na perna indicando para eu me deitar,foi o que eu fizera.Me deitei no seu colo e chorei,como nunca chorei antes - pior do que até mesmo as outras vezes - só que agora estava tudo junto,a dor no peito,a facada no coração que estava presa.Eu estava completamente imóvel,Amanda fazia carinho no meu cabelo.
-Ana, calma irmã minha - disse ela
-Como!? Como tudo aconteceu - perguntei em soluços
-A Carol disse que ela estava lendo no jardim quando a dona Cecília chegou e entrou,ela ficou meio escondida mas acabaram percebendo ela a avó brigou mas a Cecília só sorriu educadamente,ela falou que os dois iriam se casar.Não por que a familia dela queria mas que a mãe dela exigia.Você sabe o quão que a mãe dela parece viver no século 19,onde mulheres não podiam ser mães solteiras.Ela falou que a dona Catarina só ia aceitar a criança se a filha dela ,a Melina se casasse,e a dona Cecília disse que não,só que ai a mãe da Melina disse que se não fosse se casar não iria fazer nada com a Melina e com o bebê,ou seja,colocaria eles na rua a dona Cecília infelizmente teve que aceitar e o Leonardo também.
Como eu queria que tudo fosse uma mentira,uma brincadeira - melhor - um sonho,um pesadelo.
Ficâmos em silêncio.
-Depois que ela converçou e os convidou para o casamento - que ainda não tem data marcada - foi converçar com a Carol.
-Sobre o que?
-Sobre você.
Eu não disse nada,só levantei o meu rosto a encarando,e enrruguei a testa.
-Ela mandou falar para a Carol dizer tudo isso para você,ela sabe que você foi a vítima da última vez e não queria que os outros falassem de você novamente
Que consideração - pensei
Amanda continuou:
-Por isso que a Carol veio até aqui
Eu fiquei em inércia completamente depois de toda a converça.Fiquei lembrando tudo que me acontecera inesperadamente,tudo me veio a cabeça num piscar de olhos e quanto mais eu piscava para não ver mais eu via,era um pesadelo macabro...funebre e principalmente...sem vida!
Ficamos lá a tarde inteira,a Mandinha cantarolou algumas musicas calmas para mim e eu agradeci mesmo não conseguindo escutar nada.As vezes era bom a perda total dos movimentos por causa de alguma tristeza que sempre procurava te pertubar,eu de tanto chorar não conseguia enxergar,ouvir,sentir,não conseguia fazer nada,era apenas sensações,mas essas sensações não tinha respostas,era como você usar uma luva para não deixar digitais,o plático das luvas não deixa o tato perceber nada,você consegue pegar o objeto mas não percebe se é liso,crespo...E é assim que estou me sentindo agora,sem nada.

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