quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pessoal...

Olá novamente,últimamente eu estou colocando muitos recados,né? Estou percebendo...Mas eu só vim colocar esse post de recados (novamente,mas prometo que paro) para pedir uma coisinha simples.Se vocês puderem seguir meu blog e colocar comentários.Não estou pedindo para colocarem sempre um comen't mas,tipo,uma vez ou outra eu não vou ligar,pois é a única forma de eu saber se vocês estão gostando ou não.Agradesço desde já.


Obrigada.

Página 9

-Claro que eu te perdou,afinal,você é a minha melhor amiga.
Nisso que ela disse a palavra "
melhor" eu a dei um abraço como não dava a anos nela.Eu me deitei no colo dela ali mesmo na calçada.
-Ana,não fique assim,tudo logo vai passar o Marco esta de volta e vocês... - ela balançou a cabeça
-E nós o que? - perguntei
-An,ele é apaixonado por você desde criança,você nunca percebeu?
-Um pouquinho.Quase nada.Eu sempre pensei que fosse uma paixonite de adolescete e depois eu sempre gostei dele como um melhor amigo,e..irmão,eu nunca pensei nele dessa forma.E outra,eu era e sou apaixonada pelo Leornardo.
Ela e eu ficamos ali mais alguns minutos.
-Meninas entrem. - gritou a Simone de dentro da casa – Já esta esfriando e vocês ja estão ai a mais de uma hora!
Eu e a Amanda soltamos um sorriso para o que a Simone acabará de dizer.Nem percebemos que ja fazia tanto tempo que estávamos ali na calçada.Quando entramos eu fui dar um abraço apertadissimo na Simone,fazia tempo que eu não vira e ela continuava a mesma.Ela e a minha mãe estudaram juntas quando pequenas e na faculdade,mas na faculdades escolheram matérias diferentes,ela de Matemática e a minha mãe de História.Depois que terminaram a minha mãe se mudou para Curitiba e voltou quando eu tinha cinco anos de idade,mas elas só voltaram a se falar mesmo quando eu e a Amanda começamos a estudar juntas.A minha mãe diz que a Simone continua a mesma,tanto exterior e interior.Ela era morena com os cabelos castanhos mas pintados de ruivos claros,seus olhos eram verdes,ela sempre era calma,alegre,divertida.Sempre que eu ia dormir na casa da Amanda para nós fazer-mos nossas famosas festinhas do pijama ela ficava toda animada,ela amava a nossa amizade,dizia que lembrava um pouco a dela com a da minha mãe.Elas reataram a amizade mais ainda quando a minha mãe foi lecionar na escola onde ela lecionava.Eu e a Amanda ficamos conversando horas e horas,quando eu percebi ja era quase dez da noite.
-Ana,você não acha melhor dormir aqui? Ja está muito tarde,se você quiser nós ligamos para a sua mãe e...
Eu a enterrompi
-Obrigado,Simone,mas é que eu preciso mesmo ir para casa,amanhã minha mãe tem aula e eu preciso cuidar do meu irmão.
Ela assentiu.
-Claro,claro.Esqueci desse detalhe
Depois de uma rápida lembrança elas me levaram até o portão enorme de madeira e eu fui para o caminho que pegara antes para vir.Enquanto eu caminhava uma figura vinha na minha frente,a principio eu me assustara mas quando olhei no fundo dos seus olhos logo percebi quem era,eu abri um sorriso de orelha a orelha como não dava a tempos e a figura me abraçou.
-Marco!
-Ana! - dissemos nossos nomes ao mesmo tempo.Ele abriu os braços e logo eu mergulhei como fizera com a Amanda,ele estava tão forte que me levantou do chão.

sábado, 23 de outubro de 2010

Página 8

 Nota da autora: Como prometido...Boa leitura!

Ele continuava a gritar mas cada vez mais estava dificil de eu escutar,cada vez mais eu estava mais dentro da floresta,tentava desviar as samambáias,as raízes...Conseguia na maior parte do tempo mas eu já estava cansada.Me deitei na terra esperando que alguma cobra me mordece,doeria no começo mas nada que seria suportável,depois eu conseguiria descansar em paz.A terra estava um pouco molhada,lembrei que um dia antes tinha chovido,continuei lá...
Amanheceu.
Percebi que eu estava entre muitas árvores.Meu mundo tinha acabado.Começou a chover,a lama que estava úmida em baixo de mim começou a se misturar com a aguá e se espalhando molhando as minhas roupas.Eu chorava com o toque gélido da chuva em minha pele,a questão era a dor.Eu tremia toda,me bati em alguns momentos,por pura agonia...
-Ana! - gritou uma voz conhecida.
Eu conhecia aquela voz.as será que não era coisa da minha cabeça?
-Aqui! - gritei o melhor que pude mas saiu num sussurro.  - Aqui! - tentei de novo - sem sucesso.
Alguns segundos se passaram mas para mim era uma eternidade.
-Ana! - escutei de novo,mas dessa vez estava muito perto.
Escutei passos se aproximando mas não estava nem ai,poderia ser qualquer coisa,eu não ligava.Alguém tampou o céu que eu estava olhando – hipnotizadamente..
-Ana!
-Marco - foi a única coisa que eu disse e depois não me lembro de mais nada.

**********************
Senti alguém me carregar mas não conseguia abrir os meus olhos.Eu estava cançada demais.
-Filha – escutei meu pai gritar ao longe.
-Ela está bem - disse o Marco – Só está cansada
-Me dê ela por favor – implorou meu pai
Senti ele me entregar ao meu pai.
-Minha princesa,nunca mais faça isso novamente comigo – sussurrou ele no meu ouvido.
Só lembro que eu dormi muito.Eu já havia entendido o por que que eu desmaiei justo na hora que o Marco me encrontrou.Eu havia passado dois dias inteiros na mata e não dormira.Escutei a minha mãe conversar com o meu pai e ele passou o tempo todo comigo lá.
-Pai! - esclamei
-Filha estou aqui. - ele veio até mim e ficou mechendo no meu cabelo - Nenhum garoto vai mais machucar o seu coração
Uma lágrima rolou na minha face e quando vi as lembranças vieram.
-Não chore - disse ele tentando disfarçar o choro dele mesmo
-Vou tomar um banho - avisei
Ele assentiu.
Enquantoeu ia para o banheiro parecia morta.Parecia uma morta-viva.Me olhei no espelho e eu estava sem vida.Abri o chuveiro e enquanto a água caía eu jorrava ás lágrimas para fora dos meus olhos.Não aquentava mais nada,nada mesmo.Era muito pra mim.
Reaja – disse meu sub-conciente - Viva.
Eu estava sangrando por dentro.Precisava conversar com alguém que concerteza me aceitaria de braços abertos e que me ajudaria,e não ficasse triste ou com raiva.
Quando sai do banho,fui para o meu quarto e me troquei.Coloquei o meu pijama e fiquei lá.Minha mãe sempre vinha corvesar comigo mas assim que ela saia eu chorava um pouco.E agora eu estou aqui,num quarto cinza,com coisas cinzas e práticamente sem vida.Foi uma semana completamente corrida,quem dera que fosse algo bom mas isso não estava escrito nas estrelas e muito menos no destino.Algumas pessoas tem sorte de lê o futuro e outras tem de escolher a qual caminho percorrer.Eu tinha a segunda opção mas não a usei e agora me arrependi,se arrependimento matasse muitas pessoas ja estariam morta - e eu sou uma delas - pena ou sorte que isso não ocorreu.
Depois de algum tempo no meu quarto,trancada em quatro paredes decidi ir visitar uma velha amiga.Coloquei uma roupa descente - que não usara mais a dias - Me troquei e sai.
Minha mãe estava na sala mechendo vários papéis junto com o meu irmão.
-Mãe vou sair – falei meio fria.
Ela me olhou com aquele olhar de:"Você tem certeza?"
-Eu ja estou melhor. - pausei - Mais tarde eu volto!
Depois disso sai.Fazia dias que eu não vinha para fora de casa.Tudo estava brilhando com a luz do sol,eu amava Iguape.Quando estava com sol deixava ela linda,não ficava cinza mas isso era antes,agora tudo e todos para mim é cinza principalmente a cidade.Se eu tivesse condições para mudar-me eu mudava,essa cidade não tem mais brilho para mim,agora é
cidade sem brilho e não Iguape.Tão diferente e ao mesmo tempo tão igual,todos me olhavam alguns com curiosidades e outros com pena...Escutei alguns cochichos mas não liguei.Quando eu estava perto da casa da Amanda eu fiquei um pouco - disse pouco - leve.Eu queria ir lá por três motivos.1-Eu queria pedir desculpas,afinal,ela sempre me avisará da Melina e eu nunca liguei,falava que ela estava errada.
2-Por que ela tinha um coração enorme e concerteza me ajudaria.E a 3-Por que eu sei que ela me deixaria chorar o quanto quisesse.Quando eu cheguei na frente da casa dela fiquei com vergonha de bater ali depois de tanto tempo,afinal,fazia um ano e meio que não nos falavamos direito,sempre que passavamos na rua era:”Oi,tudo bem?” “ Eu estou bem,obrigada”,e só isso e agora eu estou aqui remoendo o passado com medo e envergonhada.Quando eu levantei a cabeça pronta para gritar o nome dela,ela estava na minha frente me olhando fraternamente e carinhosamente como sempre.Ela levantou seus braços e eu entrei neles como se estivesse mergulhando numa piscina cheia de água pela primeira vez,mas para mim aquilo não era um piscina cheia de água esim uma piscina cheia de carinho,compreenção,amizade...
-Me perdoa? Me desculpe eu fui uma completa idiota.. - eu dizia atropelando as palavras
Ela sorriu

Vim pedir desculpas :D

Olá pessoal!

Vim pedir desculpas por não ter atualizado há um tempão,mas tenho alguns motivos.Como todos sabem estamos a algumas poucas semanas das provas finais - depois tem as merecidas férias,uhul - E semana passada eu estava com muitas provas,e  tive que estudar.Lógico que também não foi isso que me atrapalhou - eu não sou tão descuidada assim,já terminei o livro há tempos - mas eu tenho que arrumar algumas frases erradas e etc..Eu não sou ótima em português,ninguém é,então foi isso que me atrapalhou.Peço desculpas de novo e daqui a pouco tem atualização.

Obrigado.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Página 7

Ela começou a chorar e tremer mais ainda.Meu irmão vltou para perto de mim e subiu no meu colo,ele me acalmou um pouco mas não o necessário para tudo.
Eu comecei a correr,quando eu vi eu estava fora da minha casa,corri práticamente a cidade inteira,eu chorava e agradeci não poder ver ninguém por causa do choro.Quando eu percebi,estava perto da casa do Leonardo.Agora eu ja sabia o que fazer,por mais que eu estava louca para acabar com o meu sofrimento,louca para escutar dele que nada iria mudar os nossos planos,a crinça que ela esperava não tinha culpa de nada.Como eu desejava estar no lugar dela agora,como eu queria estar grávida agora,como eu queria!
Ele morava perto do canto do morro,u nunca vi aquele lugar tão fazio.Eu estava entre lágrimas,tinha tanta lembrança daquele lugar,tantas coisas boas.

-vem,eu quero te apresentar a minha mãe - ele disse me puxando para dentro da casa.
O muro da casa era muito bonito,era verde claro com as bordas brancas,tinha um jardim com várias flores e em um canto do jardim tinha três tipos de rosas:vermelhas,brancas e azuis.A casa em geral era perfeita,o chão era de madeira,ela era arejada,no centro da sala tinha um tapete brando,tinha três cadeiras de modo clássicas,as almofadas eram brancas e o esqueleto eram em verniz.Tinha as janelas,e alguns vidros que deixavam a casa mais clara do que de costume.
-linda! - eu disse
-obrigado - era uma voz feminina só então percebi que era a mãe dele,ela estava encostada na porta.Ela era muito bonita.Ela era alta,os seus olhos eram castanhos,a pele um pouco bronzeada,os cabelos grandes,igual a mim,um pouco mais abaixo do busto.Ela sorriu - prazer meu nome é Cecília - ela veio até mim e me deu um abraço
-o prazer é todo meu.
-você deve ser a Ana,estou correta? - ela saiu do abraço
-sim
-que bom,o Leonardo não para de falar de você um minuto
Eu corei.

Tantas lembranças na casa verde - que agora era laranja com as bordas brancas - E aqui estou eu,como eu queria morrer,eu estava aos poucos morrendo,meu coração a cada segundo doia mais,meus olhos a cada minuto não enxegava mais quase nada e como eu queria parar de respirar,pelo menos acabaria com todo um sofrimento que não vai me levar a lugar nenhum.
O portão se abriu e lá estava ele,os olhos castanhos - escuros tristes,ele parecia muito parecido comigo,estava com a mesma feição,estava morto como eu,sua pele morena estava sem vida,pálida.Ele me olhou e abaixou a cabeça.
-desculpe-me! - ele quebrou o silêncio.Ele veio até mim ficou numa distância de mais ou menos uma mão.
-por que? Só me diz isso.Por que?
-eu bebi demais,e quando vi ja era de manhã.Nãso vou negar que eu não tive culpa.
-culpa? A que mais tem culpa aqu sou eu! Eu deveria ter escutado a Amanda,deveria ter falado não para a minha mãe e ido com você,eu deveria ter ido para mostrar que você é meu - ele me olhou e um brilho nos teus olhos apareceu - melhor,você
era meu
O brilho desaparecu.
-sua mãe me ligou falado que ela está...grá-
-grávida! - terminei a frase para ele - O que você vai fazer?
-não sei.Eu não quero esse filho,eu estava pensando em falar para ela tirar
-não seja covarde! - gritei - você fez a burrada e agora concerta
-se eu concertar,vai ser
o fim para nós
-isso me machuca mais do que machuca você
-isso é o fim de nós e se eu cuidar da crinça e nós...
-você fez a burrada agora arque com as conseguencias.Só eu sei o quão estar me doendo dizer isso,só eu sei o quanto eu que ria que aquele filho fosse meu
-será que um dia você vai conseguir me perdoar algum dia?
-isso que é o complicado.Eu ja perdoei!
Ele deu um sorriso mas continuou triste
-você sempre vai e sempre será a
minha vida
Eu abaixei a cabeça.E derrepente eu comecei a chorar trágicamente,rios de lágrimas invadiram o meu rosto.Ele foi levar a mãe no meu rosto.
-não me toque! - eu gritei.Ele se encolheu - por que?!
Eu comecei a dar alguns tapas nele,ele só abaixou a cabeça .E quando eu vi ele me pegou num abraço.
-por que.. - eu dei mais duas batidinhas de leve noombro dele - vocÊ foi e sempre será o amor da minha vida.
Eu me afastei dele,nós nod olhamos por alguns segundos,olhei para todo o rosto dele,olhei para os seus lábios que nunca mais eu teria.Minha mão estava alisando cada parte do seu rosto,e ele o meu,nós dois secamos as lágrimas um do outro sincronizadamente.
-não precisa ser assim! - ele disse
-sim,precisa.A mãe dela nunca aceitaria uma filha sendo mãe solteira,principalmente ela que é a filha mais nova.Me desculpa,mas eu não consigo mais...
Eu sai correndo para dentro do morro que era uma floresta a céu aberto.Corria tanto que muitas vezes escorreguei.
-Ana! - escutei ele gritar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Página 6

-Ana,eu estou grávida! - ela disse quando me virei de costas
O que? Diz que isso não esta acontecendo comigo.Maldita foi a hora que eu não escutei a Amanda,ela sempre me dissera que a Melina tinha duas caras,duas aparências,uma de santa e na verdade ela era jogadora,principalmente com os sentimentos dos outros,mas eu discordei e briguei com a minha melhor amiga...Irmã...E agora eu estou chorando pelo leite derramado.Tantos planos eu e ele fizemos juntos e agora nada.

Eu e o Léo estavamos deitados na minha cama,ele estava brincando com o meu cabelo e eu olhando nos seus olhos.
-te amo - ele disse - você é e sempre será a coisa mais importante da minha vida.
-você também
-
minha Ana
Eu sorri
-ei,você ja imaginou como que vai ser quando casarmos? - ele perguntou
-isso é um pedido? - eu brinquei
-talvez,mas lógico que eu só vou fazer esse pedido daqui a alguns anos - ele disse - mas você ja imaginou como que vai ser,e como que vai ser os nossos filhos? Quantos que você vai querer?
-Léo,você não acha que está muito cedo para pensarmos nisso?
-por que?
-eu não sou a única garota que tem nessa cidade e muito menos a que tem no mundo
-mas é a única que eu
mato e morro.Ana,entende uma coisa,quando eu te encontrei,melhor,quando eu me apaixonei por você a parte de mim que sentia que faltava algo se encheu,eu nunca gostei tanto de alguém como eu gosto de você.E então quando você...
Eu o beijei com a declaração que ele acabava de fazer para mim.

E agora eu não tinha nada,só lembranças de um tempo que não vai voltar mais.Eu voltei para o portão e abri para ela.
-por mais que eu estou com raiva,entre! - eu disse ríspidamente
-obrigado - ela entrou e sentou na minha varanda.Eu e ela estavamos sentadas no chão - na grama - Ela suspirou.
-como assim você está grá-...
Não consegui terminar a frase
-na verdade,eu tenho quase certeza,a minha mestruação esta muito atrasada,eu estou ficando enjoada.E eu preciso da sua ajuda,você é a única pessoa que me ajudou e me apoiou em tudo...
-e você me recebe com uma apunhalada nas costas e no coração
-verdade,não vou negar que eu não tenho culpa.Olha,eu tive muito mais culpa do que ele,ele basicamente não teve culpa nenhuma,eu bebi pouco e basicamente sabia o que eu estava fazendo.
-como você é uma falsa.Você basicamente está me falando que queria isso.
-não deixa de ser.
-como você foi falsa comigo
-Ana,eu sempre gostei muito dele,na escola quando todos zombavam de mim,mas depois você me chamou para ficar com você e eu pude finalmente ficar perto dele,eu a princípio queria roubalo de você,mas você foi a única que foi boa comigo e então eu vi que estava errada sobre você o tempo todo,mas você vinha e me falava como ele era,sabe,como ele era gentil,educado,te amava.E sempre que você falava isso eu me sentia mais apaixonada por ele.Então eu tive a minha chance semana passada,você não foi para o aniversário da Carol,o Léo me falou que você pediu para ele ir depois que ele disse que não iria sem você...Quando eu vi,nós estavamos bebendo,eu nunca bebo mas ali era a minha chance e ia me ajudar a criar coragem,então eu impurrava ele a beber e quando ele estava ''fora'' de si pronto...
-como você é
suja - eu disse - Eu deveria ter escutado a Amanda,não deveria ter me afastado dela e deveria ter ouvido ela quando ela me falava de você.Mas e agora?o que você vai fazer se realmente estiver grávida?
-não sei.Ana,me desculpe! - ela agora estava chorando
-pare de ser falsa.Não vou negar de estar um pouco aliviada,mas por ele,mas por você,eu nunca me senti tão enojada.Ele ja sabe?
-não,eu vim te perdir uma ajuda.Eu quero comprar aquele exame de farmácia mas se eu fizer na minha casa a minha mãe vai morrer de desgosto
-que pensasse nisso antes - eu disse ríspidamente
-você pode deixar eu fazer aqui?
Eu pensei por um minuto.
E se ela tiver? O que eu vou fazer? O único jeito de eu saber é ela fazer esse maldito exame
-sim,mas e se você tiver?
-não sei
Ela deu de ombros
-você trouxe o dinheiro,certo? - perguntei
-claro - ela disse - me desculpe por tudo.Será que um dia você vai me perdoar?
-me desculpa? Melina,me desculpe? Fala sério,você me traiu,e o pior é que você provavelmente vai ter um filho dele,e eu,como que vou ficar? Eu não sei se vou conseguir te perdoar um dia,eu não sei se eu vou conseguir
me perdoar por ter te ajudado!
-pelo jeito eu estraguei a sua vida!
-concerteza,mas também não vou negar dele não ter tido um pouco de culpa,mas a culpa dele não chega a um terço da sua.Agora por favor,vamos para a farmácia antes que eu desisto.
Ela assentiu
-eu só vou falar para a minha mãe.
-não preciza - a minha mãe apareceu na porta da sala.Ela estava me olhando com um olhar de pena - eu escutei tudo.
Eu assenti e fui para fora da minha casa,ela ficou em silêncio e eu a agradeci por fazer isso,só de pensar que ela estava grávida me dava nos nervos,e o pior é que a criança que - provavelmente - estava no ventre dela não tinha nenhuma.Eu me sentia a pior pessoa do mundo.Eu fui a culpada de tudo,se pelo menos eu dizesse não para a minha mãe naquele dia,agora,eu etaria com ele como sempre.Mas não,eu não disse,me ferrei,e tudo o que ela me disse agora pouco fazia sentido,a Amanda me avisou tudo isso,ela estava certa.Eu fui burra de não ter escutado a minha melhor amiga de tanto tempo.Como eu sou idiota!
-chegamos - ela disse
Eu assenti e entramos na farmácia.
Quando entramos a menina que trabalhava lá me olhou,eu a conhecia ela era um ou dois anos mais velha do que eu,estudamos na mesma escola.
-olá Ana.E...oi Melina - a última parte ela disse com um tom de ódio.Gostei - pensei
-olá,Érika! - eu disse
-o que vocês vão querer? - ela perguntou gentilmente para mim
-eu na verdade não vou querer nada,quem vai querer é ela - eu apontei para a Melina
-o que você vai querer? - a Érika perguntou.Eu fiquei imaginando como a Érika está se segurando para não ir no pescoço da Melina
-eu...eu... - ela olhou para mim - eu queria um exame de
grávidez Eu nunca vi uma palavra machucar tanto uma pessoa como essa palavra me machucou.Acho que eu não fui a única a perceber isso.
-você está bem,Ana? - perguntou a Érika
-claro.
-é,eu sei - ela disse - eu estou do seu lado,querida - ela olhou para a Melina que imediatamente abaixou a cabeça
Eu assenti.Como eu odiava essa cidade agora,e odiava principalmente a Vanessa.
-toma - a Érika entregou o exame.A Melina entregou o dinheiro,e virou para mim - Ana,queria de dizer que eu de admiro muito - ela deu um sorriso e eu tentei dar o meu melhor mas não consegui.Ela irá entender

*******************************

-chegou a hora - ela disse,quando ja estava na porta do banheiro.Olhou para mim e abaixou a cabeça
-vai - eu disse - quando você sair eu leio e vejo o resultado
-sim - ela assentiu e entrou
Minha mãe estava na cadeira com o meu irmão no colo,ele me olhava com a testa enrrugada,minha mãe estava me olhando fixamente com o olhar de pena que eu ja estava cançada de ver hoje.
-o que esta acontecendo? -m perguntou meu irmão
-você é muito pequeno para entender - eu disse segurando as lágrimas,mas uma caiu no meu rosto,ele desceu do colo da minha mãe e veio até mim,colocou as costas da sua mão onde a lágrima estava e enchugou
-você é a melhor irmã do mundo.Não quero ver você chorando - ele disse - se não,eu também fico triste também
-pode deixar - eu disse
-continuo não acreditando,você vai melhorar,tudo passa - ele falava de um jeito que até parecia que ele entendia tudo. - estou aqui com você
Ele pediu colo
-obrigado - eu disse pegando ele.Ele conseguiu me acalmar.
Ela estava demorand um pouco,eu estava nervosa e torcendo para que tudo o que ela me disse não passava de um pesadelo muito ruim.
Ela saiu,ela estava um pouco nervosa,chorava muito e nunca vi uma pessoa tremer tanto.
-toma - ela disse me dando o aparelhinho.
Eu peguei o papel que estava dentro da caixa onde veio o aparelho,e li em silêncio.
-resulmindo,se sair vermelho é sim e se sair azul é não.
Ela me olhou
-que cor que saiu? - ela perguntou - azul - ela sussurou tão baixo que eu não sabia se tinha escutado direito.
Olhei para o aparelho que estava na minha mão,o meu mundo acabou.
-ver..me..lho - gaguejei entre soluços

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

5 Página

Eu fique ali muito,muito,e muito tempo.Fiquei anciosa para ele ligar - mas nada e ninguem me ligou.
Alguém bateu na porta.
-querida,abre a porta por favor
Pensei muito,do que estava adiantando eu ficar aqui? Se ele não me ligou agora não vai me ligar mais.Sai da minha cama e fui para a porta.
-feliz aniversário - disse o Pietro
-hoje é o meu aviversário? - perguntei incrédula,afinal eu só tinha ficado um dia no meu quarto desde que o Marco me trouce e o meu aniversário é um dia antes do dia dos namorados.
Eu não acreditava que ja fazia tanto tempo que eu me tracancava no meu quarto,e tanto tempo que eu não o vira.Meu aniversário era hoje e eu nem me lembrava ou não queria lembrar,talvez.Minha mãe e o Pietro estavam na minha porta sorrindo para mim,e por meio minuto eu esqueci que estava sofrendo todo esse tempo.
-parabens Ana - citou meu irmão.Ele saiu do colo da minha mãe e veio para o meu.
-obrigada - eu disse
-querida,eu tenho que arrumar os preparativos,você pode ir buscar o bolo? - minha mãe perguntou
-não sei,mãe - eu disse - E que preparativos? - perguntei a ela
-para a sua festa - ela disse - E por favor diz que sim,seu pai está muito feliz,e toda a turma do circo também estão alegres.
Ela falava com uma alegria que não tinha como eu dizer não.E eu também não poderia me trancar a vida inteira no meu quarto.Tentei dar o meu melhor sorriso - vitoriosa - Com o sorriso de resposta que ela deu.
-claro,que eu não faria isso - eu disse,mentindo para mim mesma
-ótimo - disse ela
-eba,vai ter bolo hoje - disse o meu irmão batendo as palmas
Eu e ela rimos.
-filho,deixa eu e a sua irmã a sós rapídinho,por favor? - ela disse
-claro,mãezinha - ele disse saindo do meu colo
-sim,mãe - eu disse
-Ana,eu acho que você ja ficou de ''fossa'' tempo demais,reaja querida.
-mãe,eu sei que a senhora esta certa.E eu não estou de ''fossa'',como eu estaria se eu não sei como está o meu relacioamento? Por isso que eu estou,melhor Estava assim,por que eu fiquei chocada quando eu vi ele e a Melina juntos.É só isso,e se ele quiser terminar comigo,eu vou ficar triste mas eu vou sobreviver
-está bem,desculpe-me
-tudo bem - eu disse
Ela me abraçou calorosamente.
-20 anos,parece que foi ontem que eu te dei a luz - senti algumas lágrimas molharem os meus ombros.Depois que eu sai do abraço dela,eu me arrumei - colocando muita maquiagem - E troquei de roupa.Assim que sai do banheiro ela me deu o dinheiro e eu fui para fora do portão.Assim que eu sai,eu notei que muitos olhares se deparavam em mim,não liguei talvez fosse coisa da minha imaginação e só.Quando eu cheguei na casa da Dona Valquilha,logo que ela me atendeu e me abraçou eu fiquei surpreza.
-querida,fiquei sabendo.Sinto muito - foi o que ela disse.Ela e a minha mãe eram muito amigas talvez minha mãe acabou falando para ela o que aconteceu.Não liguei,assim que ela me entregou o bolo me deu outro abraço calorosamente,me deu uma olhada,um olhar de pena.Eu mato a minha mãe - pensei
-até daqui a pouco - ela disse
-espero - eu disse.Concerteza ela iria para o meu aniversário.Depois que eu virei para a outra rua,eu vi a minha amiga Carol vindo em minha direção,ela me olhava com os olhos um pouco envergonhados e com muita pena.Ela parou na minha frente.
-olá Ana - ela disse
-Olá,Carol.Desculpe-me por não ter ido na sua festa.E parabéns atrasado
-obrigado,e que nada.Ah e parabéns pelo seu aniversário
-obrigado,espero que você vai
-concerteza.Ana... - ela hesitou
-sim? - perguntei
-nada,não - ela disse com um olhar culpado e agora mais do que nunca
-Carol,te conheço melhor do que ninguém,pode ir falando - eu sorri
-Ana,você não sabe? - ela me disse incrédula
-não sei do que?
-Ana! - ela me disse com um olhar de pena mais do que nunca (agora sim) - todos ja estão sabendo,você não sabe mesmo? - ela disse e eu fiz que não com a cabeça - me dê o bolo,rápidinho
Eu não entendi mais entreguei.
-antes de eu te falar você me promete que não vai ficar chateada comigo?
-não entendi,mas tudo bem
Ela fez um olhar de preocupação e sério.
-não sei como te contar isso e muito menos por onde começar
-do começo,ou pode falar tudo de uma vez...
Ela assentiu
-lembra do meu aniversário na semana passada?
-sim
-então,é que nele o...Léo e a Melina beberam muito e os dois acabaram dormindo juntos
Meu mundo acabou naquele momento.Eu sabia que tinha acontecendo algo muito sério entre eles,mas nunca imaginei algo desse porte.
Ela continuou:
-eu só percebi no dia seguinte quando os encontrei na lavanderia,desculpe-me.Eu falei para o Vinicios não levar as malditas bebidas.
-todo mundo ja sabia disso?
-vocÊ sabe como essa cidade é pequena,principalmente eu tendo a quantidade de amigos que tenho,e quando eu os encontrei eu estava com a Vanessa,quando ela viu ficou tão chocada como eu mas acabou espalhando por ai.Desculpe-me
-e eles?
-eu não sei,mas quando eles acordaram ficaram totalmente surpresos principalmente ele,ela não ficou muito,afinal ele bebeu mais do que ela.Amiga,desculpa eu estar te contando isso no dia do seu aniversário,mas eu não podia fazer nada,eu não estava mais aquentando ver algumas pessoas zombando de você e outras sentindo pena,e o pior de tudo eu não podia ver você não sabendo nada.
-tudo bem - eu tentei sorri
-como assim?
-se eu te falar que ja faz uma semana que eu não o vejo e muito menos que eu falo com ele vocÊ acredita? Meu relacionamento com ele pelo jeito foi por agua abaixo. - eu falei.Eu mesma fiquei surpreendida por não estar fazendo um drama - Eu te espero no meu aniversário hoje,está bem?
-claro que sim - ela disse e me entregou o bolo - até logo
Ela disse e depois eu me virei na esquina,eu estava chorando.Quando eu cheguei em casa,por um triz não deixei o bolo cair no chão,minha mãe o pegou da minha mão quando sentiu que eu estava chorando muito.Meu mundo tinha desabado,o meu peito estava doendo mais do que nunca,a facada voltara mas agora eu sabia que pelo menos tinha um motivo.
-querida o que aconteceu? - ela me perguntou sentando do meu lado no chão
-ele me traiu.Ele e a Melina dormiram juntos no aniversário da Carol
-não,ele não pode ter feito isso.Querida me conte tudo. - ela disse me abraçando
-eu fui na casa da Dona Valquilha e ela me olhava com pena,quando eu cheguei lá ela só disse uma coisa ''sinto muito querida'' Depois que eu sai de lá eu encontrei com a Carol.Ela me disse que os dois beberam muito,e quando ela achou eles,eles dois estavam na lavanderia deitados juntos.Mãe eu quero morrer! - Pausei.Eu estava aninhada a ela - O pior de tudo é que não foi uma traição qualquer,ela era a minha amiga,e não é só isso,todos ja sabem,quando eu ia para ir buscar o bolo eu percebi que muitos me olhavam,quero morrer!
-querida,calma,e por favor não diz mais isso.Você vai ficar bem,você quer que eu cancele o seu aniversário?
Nunca imaginei que eu ia dizer isso,pela primeira vez na minha vida eu iria negar uma festa.
-não cancele,adia,ou se você achar melhor adia para a semana que vem ou fala que eu não quero mais e só isso.Por favor
-claro que sim,querida
-mãe eu vou dar uma volta,volto mais tarde
Ela assentiu
Quando eu coloquei o meu pé para fora da minha porta,lá estava ela,a figura da pessoa que mais estava me machucando agora.
-Ana! - ela gritou
Eu fui até o portão e percebi que estava chorando,mas não de tristeza e sim de raiva
-o que você quer? O que você está fazendo na minha casa? - cuspi
-eu sei que eu não tenho direito de estar aqui - ela sussurou magoada
-verdade.
-eu vim de explicar o que aconteceu!
-você acha que eu quero sofrer mais do que ja estou sofrendo,ou você é idiota o bastante para achar que eu não sei?
-você ja sabê?
-não,a minha tia que mora no Rio grande do Sul ja deve estar sabendo mas eu não sei.Melina,lógico que eu ja sei,melhor,lógico que todos ja sabem - eu disse num tom extridente e irônicamente -Ana,eu quero de contar tudo,tudo o que realmente aconteceu. - ela disse suspirando
-obrigado pela sua compreeção,mas eu não quero saber.Eu deveria ter ouvido a Amanda quando ela me avisou de você,mas não,não escutei e me ferrei.Fiquei com pena da menina que todos deixavam de lado.E agora,quem esta sofrendo? Eu!
-Ana,eu bebi e ele também nós não estavamos no nosso total controle
-você pode ter essa opinião mas a minha é completamente diferente,agora por favor me deixa!
Eu me virei para voltar para dentro da minha casa.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Página 4

-o que aconteceu An? - perguntou ele com uma voz preocupada.
-ele não veio...
Ele colocou um dedo nos meus lábios.
-não isso eu já sei - ele sorriu torto - por que você acha que eu estou aqui? Sua mãe me ligou dois dias atrás me falando do acontecido e que você não saia do seu quarto a dois dias.E sinto dizer isso mais você é uma louca,por que você não comeu todo esse tempo? Você quer morrer garota? - ele dise ríspido - não faça nada de bobagem - ele melhorou sua voz e eu voltei a abraçalo - calma tudo vai se resolver
Ficamos em silêncio
-mas como você veio? - quebrei o silêncio
-nós estavamos numa turnê no interior de São Paulo,a sua mãe me ligou e me falou o que estava acontecendo,então depois que eu falei com a sua mãe eu fui falar para o dono do circo e disse ouma proposta para ele,lógico que ele aceitou,quando estivemos aqui pela ultima vez o circo lotou - ele sorriu com a lembrança - e lógico que todos aceitaram vir para cá,eles adoram aqui e gostam muito de você.Agora termina de se trocar para nós irmos
-aonde? - perguntei
-vocÊ não gosta mais de circo?
-gosto...Mas - dei de ombros
-baixinha,não fique assim - ele disse me pegando para outro abraço - tudo vai se resolver,talvez ele esta envergonha para te ligar,talvez ele sabe que errou e agora está se sentindo culpado
-faz sentido - dei de ombros - Eu pareço bem?
-você ja se olhou no espelho? - ele segoru o riso
-ja sei a resposta - um falso sorriso abriu na minha boca.Ele afagou o meu rosto com a costa de sua mão
-baixinha,eu estava com tanta saudade de você! - ele me puxou para um abraço
-não como eu senti de você,e eu não sou mais baixinha é você que é alto demais
-concordo,baixinha
-você não muda - eu disse
-concordo,agora vai se arrumar,não quero me atrasar
Eu fui até o banheiro e fiquei muito tempo escovando o meu cabelo,quando acabei prendi num rabo de cavalo.Lavei muitas vezes o meu rosto,tive que passar pó compato para sair o vermelho da minha pele.Tive que me maquiar - coisa que eu não fazia - para parar com a vermelhidão que estava nos meus olhos,e no meu rosto.Quando eu sa eu ja estava melhor,o dia estava um pouco de frio,o típico frio do mês de junho.
-mãe,eu vou para o circo com o Marco,está bem?
-claro.
-tchau,até mais tarde
-tchau,divirtão-se
Eu e o Marco fomos andando até o campo perto da minha casa onde o circo costumava a ficar quando vinha.Quando eu cheguei eu até estranhei,tudo ja estava arrumado.
-quando você chegou? - perguntei
-ontem - ele respondeu
-não foi hoje de manhã? Até que eu acabei desmaiando...
Ele me enterrompeu
-não,isso aconteceu ontem de manhã.Você desmaiou e acordou hoje de manhã,seu pai está preocupado com você.
-nossa! Não acredito que eu dormi tanto - eu disse
-né?! E você acabou atrasando a minha alegria
Enrruguei a testa
-como assim? - perguntei
-eu queria falar com você ontem,mas ai você desmaiou e só acordou hoje
-o que você queria falar?
Ele hesitou
-nada,só matar as saudades! - ele sorriu
Até parece - pensei
Quando entramos no circo todos vieram me abraçar,o Marco teve que pigarrear algumas vezes para os meninos que demopravam para me soltar,mas com as meninas ele não fez nada.
-e ai,vai querer ir para o trapézio ou corda bamba? - ele disse
Mordi o lábio,eu gostava dos dois
-Laís? Você me ajuda? - perguntei
Laís era uma amiga minha muito querida,ela vivia me ajudando na corda bamba,do jeito que eu era atrapalhada cairia muito se ela e o Marco não me ajudasse
-claro - ela disse com intusiasmo.Ela era loira,com algumas mechas pretas,seus oilhos eram verdes,ela era alta e magra.
Ela me conduziu até a corda,ela arrumou o grau para um pouco mais baixo
-lembra que é só ter equilibrio
Eu assenti
Eu coloquei o meu pé direito dando um pequeno passo,estiquei os meus braços para cima na altura dos ombros,e fui dando passos pequenos,quando eu cheguei no fim dei um suspiro de alivio.
Ela eo Marco bateram palmas.
-um grau acima? - perguntei
-claro - ela disse,ela amarrou um pouco mais alto dessa vez. - toma - ela me entregou o capacete - mesmo que você não caia é melhor previnir do que remediar
-concordo - eu disse
Quando eu estava com o Marco eu me esquecia de tudo,mas mesmo assim a dor continuava,não com a mesma presão mas mesmo assim continuava.Eu fiz tudo o que eu estava fazendo antes.
-An,sobe um poruc mais os seus braços para ficar na altura dos ombros
Eu virei minha cabeça para olha-lá.Quando eu virei para ela,do outro lado da rua estava o Léo e a Melina,juntos.Eu fechei meus olhos e dei um passo para a frente,mas aquela imagem me desconcentrou,a corda banbaleou e eu cai.
-Ana! - vozes gritaram fazendo um coro
Meu coração pulou com aquela imagem,Léo e Melina juntos como no meu sonho,mas não estavam sorrindo,estavam tristes com os olhos de dar pena,a dor voltou completamente.
-Ana,querida você está bem? - perguntou a Laís preocupada
-sim,eu me distrai - eu soltei um suspiro e eles um suspiro de alivio
-Ana acho que ja deu,vou te levar para casa
Eu concordei
-tchau - eu disse
-tchau - um coro respondeu
Quando saimos os dois estavam na frente,e o Marco me olhou,só então percebi que eu estava imobilizada,nao consegui andar
-o que aconteceu? - perguntou o Marco
-eu o vi,ele com a Melina! - eu disse e comecei a chorar
-vamos para a sua casa,lá nós conversamos.Vem - ele pegou a minha mãe e me puxou mas eu não sai de luar nenhum
-não consigo andar - eu disse
-Ana?! - ele disse preocupado - com licença
Ele me pegou no colo,eu parecia um bebe daquele jeito.
-todos estão olhando - ele disse rindo
-que bom que eu divirto você - eu disse calmamente - só me tira daqui por favor
Ele me levou até a minha casa e quando chegamos ele me deitou no sofá.
-o que aconteceu com ela? - perguntou a minha mãe
-não sei - ele realment não sabia tudo só metade da metade - ela viu a Melina e o Léo juntos e depois ficou assim.
-Ah! - disse minha mãe - querido se você quiser ir pode ir
-eu não queria mas o trabalçho me chama,fala para ela que depois eu volto
-está bem
Senti alguém me carregando e eu estava no meu quarto.
-obrigado - disse em soluços,percebi que estava quase dormindo
-de nada,até depois - ele disse e saiu
-o que aconteceu? - perguntou a minha mãe
Eu contei tudo para ela do meu sonho,da escuridão nos meus olhos quando eu fechava eles,ela ficou pasma,principalmente quando eu disse que eu os vi hoje.Quando ela saiu eu tranquei a minha porta e minha janela e fiquei lá,dormia e acordava.Não sabia que horas eram e que dia da semana era,eu só queria ficar só.
-querida o Marco está aqui - disse a minha mãe novamente da porta
-Marco,me desculpe mas eu não estou em condições de falar com ninguém agora - eu disse tentando não soluçar
-depois eu volto Dona Teresa
-tudo bem,querido,obrigado - ela disse
Escutei a porta fechar
-tudo de novo - ela suspirou

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

3 Página

Tinha dormido. Olhei para o sofá pequeno, meu irmão estava todo jogado nele, olhei para a televisão e estava passando os créditos finais do filme.
-Dormi muito – disse. Fui até o meu irmão e o coloquei na cama .
Quando voltei para a sala, tirei o dvd e olhei para o meu relógio de pulso, ja eram 2 da madrugada.
Será que o Léo não vem? Ele está demorando – Pensei .
Vai ver, daqui à pouco ele vai chegar.
Me sentei novamente no sofá depois de ter colocado outro filme, só que dessa vez , eu gostava do filme – Era um romance. Eu assisti ele até o final e quando percebi eu tinha pegado no sono.
-Filha – escutei a voz doce da minha mãe sussurrar no meu ouvido.
Abri os meus olhos.
-Bom dia querida! - ela disse.
Olhei para a janela da sala e os raios de sol estavam iluminando a sala.
Ele não veio – foi a única coisa que pensei.
-Bom dia! – disse demoradamente.
-Você dormiu no sofá? - Ela sorriu.
-Pelo jeito peguei no sono...
Me sentei no sofá e me espreguicei. Eu estava me sentindo estranha, continuava a não entender o porquê dele não ter vindo. Olhei para a minha mãe e ela ainda estava vestida com o lindo vestido de gala.
-Chegaram agora? - Perguntei meio sonolenta.
-Sim,o baile estava ótimo!
-Que bom – Disse com um tom desapontado
-O que foi? - Ela perguntou.
-Ele não veio. – Foi a única coisa que eu disse. A boca dela desabou um pouco, ela percebeu que eu percebi o que ela fez e voltou ao normal.
-Liga para ele, talvez ele tenha uma boa explicação – ela disse e sorriu,eu assenti.
Eu peguei meu celular e disquei o número. Ninguém atendia. Desliguei meu celular e quando eu ia tentar de novo Dona Cecília me ligou.
-Alô? - Perguntei
-Alô,Ana,é você? - Ela perguntou.
-Sim, bom dia Dona Cecília – eu disse.
-Bom dia,Ana. Espero não ter te acordado.
-Que nada, pode ficar despreocupada por que a senhora não me acordou.
Escutei um suspiro de alívio.
-Que bom – ela disse – Ana, posso te fazer uma pergunta? Mas não fique constrangida está bem?
-Claro.
-O Leonardo está aí com você?
Hãm? Como? Eu entendi direito?
-Não, ele não está, por quê?
-Ele não está aqui, eu pensei que ele estivesse com você. – Ela disse preocupada.
-Não, ele não está. Dona Cecília liga para os amigos dele, eu vou ligar para os meus. Que horas que a senhora o viu? - perguntei. Vai ver ele tinha voltado para casa por que estava muito cansado para vir pra cá.
-Ontem, quando ele foi para o aniversário da Carol.
-O quê?
-Ana? Você está aí ainda?
-Sim.
-então,eu vou fazer isso que você falou.Depois eu te ligo
-está bem
Assim que eu desliguei o meu celular eu lembrei do meu sonho.Fui para o meu quarto,ele nunca tinha faltado comigo,e o pior é que se ele não dormiu em casa e não veio até mim onde que ele estava? Com quem que ele estaria? E o que ele estaria fazendo?
Quando olhei para o meu celular,a tela dele retratava o meu rosto e eu estava cheias de lágrimas.Não queria saber de nada e de ninguém,um buraco abriu no meu peito,estava me sentindo como se uma faca fora cravada no meu coração e eu não conseguia tirar ela.Eu queria que a Cecília me ligasse e falasse que ela estava enganada que ela não olhou no quarto dele e tudo estava bem,mas não tinha como,eu não tinha como retratar uma ilusão tão perfeita.Fechei a janela,tranquei a porta,e peguei um cobertor e deitei na cama,não queria saber de nada e muito menos de ninguém.Não queria acreditar mas nada aconteceu.Teve algumas horas que eu parecia uma boba,de cinco em cinco minutos eu pegava o meu celular para ver se tinha alguma mensagem ou ligação que eu não percebi que chegara,mas nada,nada aconteceu.Eu pela primeira vez na minha vida queria ficar só,sem ninguém,sem nada.
Alguém bateu na minha porta.
-filha,abre a porta! - insistiu a minha mãe.Era a quarta vez que ela fazia isso e a quarta vez que eu dizia
-não,mãe.Me deixa,quero ficar um pouco sozinha.
-está bem,mas se você ficar mais dois dias ai,eu vou quebrar a sua porta - eu não disse nada - pelo menos pega a sua comida
-estou sem fome - eu disse
-vocÊ ja está um dia e meoi sem comer nada,pega aqui,nem precisa abrir a porta para mim,eu vou deixar no chão junto com a bandeja e você pega,esá bem?
-sim
Só então eu percebi que estava dois dias trancada,dois dias sem noticias e dois dias sem ele.Fui para a minha porta e peguei a minha refeição,mesmo assim eu não sentia fome,não sentia nada,só dor,muita dor.Por mais que eu não queria comer,eu comi,afinal eu não tinha fome mas o meu corpo precisava de nutrientes.

O Circo chegou,tem brincadeiras? Tem.Ter gargalhadas? Tem - escutei um carro gritando isso.

O cirgo chegou? Marco estaria de volta? Sim.Se fosse o mesmo circo,ele estaria de volta!
Quando eu percebi eu estava me trocando,coloquei uma outra roupa e fui para o banheiro.No caminho do banheiro eu vi a minha mãe.
-o que foi? - perguntou ela
-o que você acha? - disse ríspidamente
-desculpe.Querida! - ela disse quando eu estava indo para o banheiro
-sim? - disse
-tenho uma surpreza para você - ela disse,e foi até a lavanderia,e quando voltou ele estava lá.
-Marco - disse e lagrimas começaram a rolar pelos meus olhos,eu não sabia se era por causa dele ou por causa da tristesa que me tomava a dias.Os meus sentimentos estavam loucos.Ele estava um pouco diferente,olhei bem para ele,seus olhos azuis estavam os mesmos,seu corpo bronzeado estava normal mas o seu corpo tinha encorpado - igual ao meu sonho - Nisso que eu lembrei do meu sonho,eu olhei bem para ele.
-Marco! - gritei dessa vez....E tudo escureceu.
Quando eu acrodei eu estava no quarto da minha mãe e o Marco estva lá.
-dorminhoca - ele sorriu,fazia tanto tempo que eu via o sorriso branco dele,que eu nem sei mais se eu lembrava
-Marco! Me abraça por favor - pedi e ele me abraçou,eu estava lá com ele.Eu acho que nunca precisei dele como eu preciso agora

domingo, 3 de outubro de 2010

2 página

Sai do quarto dela e fui para o meu. Peguei meu celular que estava no meu bolso, disquei o número.
-Alô, Ana?
-Sim, amor.
-Então, é um sim?
-Infelizmente é um “não” – Falei cuidadosamente – Minha mãe e meu pai têm um baile do dia dos namorados adiantado hoje, com os amigos, e eu vou ter que ficar de babá do Pietro, desculpe-me
-Mas e a babá dele?
-Hoje é sexta-feira, ela tem outra crianças para olhar, quando é assim tem que ligar para ela antes.Minha mãe esqueceu e só lembrou hoje. Desculpa.
-Tudo bem, vou desmarcar com a galera. Não quero ir sem você, Srtª.Ana Andrade – ele riu
-Não precisa fazer isso. Se eu não me engano a Melina vai estar lá, você pode ficar com ela, depois que o Pietro dormir eu te ligo e você vem para cá. Está bem?
-Perfeito, então até mais tarde. Tchau,te amo!
-Também te amo.
Desliguei o meu celular.
Fui para o sofá e fiquei imaginando eu com o Léo, todos os momentos que passamos juntos, mas de repente a imagem dele desapareceu e ficou tudo negro. Abri meus olhos e quando percebi estava ofegante, decidir ir até a cozinha onde todos se encontravam:Pietro, minha mãe Tereza e o meu pai que estava num terno muito lindo.
-Boa noite Sr. Gustavo – Até então eu não tinha visto o meu pai.
-Boa noite querida !
-Quem te emprestou o smoking?
-Eu não posso ter um só meu?
Minha mãe estava segurando o riso.
-Quem? - perguntei crítica segurando o riso.
-Seu tio me emprestou – Ele fez olhar de triste.
Eu e minha mãe começamos a gargalhar.
Depois que terminamos eu peguei uma maçã e comecei a comer. Os dois estavam lindos,minha mãe estava terminando de colocar a gravata borboleta nele.
-Lindos – eu disse quando ela acabou.
Meu pai veio até mim, pediu a minha mão – eu concedi – E quando eu percebi ele estava me guiando numa pequena valsa que eu e ele sempre dançávamos, desde quando eu tinha 5 anos de idade.
-Que lindo! – Foi a única coisa que minha mãe disse – Gustavo, vamos? Já está na hora.
Depois disso cada um deles deu um beijo na minha bochecha e no meu irmão e foram.
-Onde eles foram? - perguntou meu irmão bocejando.
-Foram numa festa onde crianças não entram – eu saí pegando ele no colo e fui levando-o para o banheiro.
-O que foi? - ele perguntou quando eu o olhava admiranda.
Meu irmão era lindo, sua pele morena combinava perfeitamente com os seus olhos castanhos claros que puxou da minha mãe e o seu cabelo preto que puxou do meu pai.
-Nada.
-Sei... – Ele disse num tom de descrença que eu ri. Ele não entendeu nada.
-Ana,estou com fome! - ele fez um biquinho.
-Como uma criança de quatro anos pode ser tão pidona?
Ele sorriu
-Não sei!
Eu ri.
-Vamos fazer o seguinte? Enquanto eu esquento a janta você se troca, está bem?
Ele assentiu
-Seu pijama está na primeira gaveta – eu gritei quando ele saiu correndo para o quarto.
Esquentei um prato de sopa, estava uma noite fria porém agradável. Eu fiquei lembrando e relembrando.
-Como foi a escola? - Perguntei para o Pietro enquanto ele comia.
-Foi bem. A sopa está muito boa!
-Agradeça a sua mãe e ao fogão.
Ele riu e eu o acompanhei. Assim que ele terminou de comer eu o levei no colo até a sala, coloquei um DVD de desenho e quando eu percebi ele estava sonolento. Eu me sentei no sofá maior, enquanto ele estava todo esparramado quase dormindo no sofá pequeno.Fiquei lembrando da hora da escuridão em meus olhos. O que aquilo significava? Eu nem estava dormindo!?

Eu fechei meus olhos.
Comecei a ter um sonho bom.
Eu estava num campo, ele era verde claro e cheio de borboletas de todas as cores,t inha vários tipos de flores e muitas marias-sem-vergonha, olhei para o céu e estava num azul-claro magnifico; então eu o vi, o Léo estava bem na minha frente.
-Léo – gritei
Ele me olhou mas só deu um meio sorriso triste.
-Ana!
Eu olhei para o outro lado e lá estava o meu melhor amigo. Marco, ele eu sempre fomos bons e melhores amigos, ele estava viajando com um Circo, nós sempre nos falavamos por telefone e tudo mais...Mas agora ele estava diferente, ele continuava com os mesmos olhos azuis que me acalmavam, continuava bronzeado, só que estava encorpado – em todos os sentidos – Eu estava morrendo de saudades dele, fazia 1 ano e meio que o Circo não vinha para cá. Eu e ele crescemos juntos éramos como irmãos, o meu irmão mais velho, ele só tinha alguns meses de diferença, só tinha 20 anos e vai fazer 21 em Agosto e eu vou fazer 20 semana que vem. Marco sorria para mim e eu correspondia.
-Léo! - gritou uma voz conhecida e quando eu olhei era a Melina.
Ele olhou para ela e quando ela chegou perto os dois se beijaram, ela estava completamente empolgada e ele estava calmo.
-Não! - gritei.
Ele me olhou e olhou para o chão,ela começou a rir e ele ficou quieto praticamente uma estátua. No mesmo instante que eu comecei a chorar sincronizadamente uma gota da chuva caiu do céu. Eu olhei para cima e estava tudo cinza, não tinha cor, era um céu morto, morto como eu naquele momento. Olhei para longe onde eles tinham que estar e não tinha nenhuma Melina e nenhum Leonardo, só tinha o Marco. Ele veio até mim, só então percebi que eu estava ajoelhada no campo que agora não era verde, era só lama, ele sentou ao meu lado e falou:
-Tudo vai ficar bem, tudo vai se resolver.

Abri meus olhos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Cidade sem Brilho

Tem uma hora depois que você cai num buraco negro,que você tem que tentar se levantar de todas as maneiras.Mesmo quando você não quer enxergar,ouvir e – tragicamente – respirar. Nunca pensei que passaria por algo assim, nunca imaginei que algo daquele tipo poderia acontecer comigo, pensei que só acontecia em filmes,livros,novelas...Mas acabou acontecendo.

Tudo começou há uma semana atrás.

Meu celular tocou.

-Alô? - perguntei
-Ana, amor, sou eu ...
-Oi Léo, tudo bem com você? Aconteceu alguma coisa – perguntei agoniada.
-Não é nada, eu só queria perguntar uma coisa – disse ele tranquilamente.
Me despreocupei.
-Pode falar,o que é?
-Hoje é o aniversário da Carol, vamos juntos?
-Léo vou ver se dar, daqui a pouco eu te ligo.Está bem?
-Claro que sim
-Então está bem, beijos.
-Calma – ele falou nervoso.
-Sim?
-Eu já te falei que te amo?
-Não hoje – eu ri ele me acompanhou.
-Eu te amo!
-Eu também. Até daqui a pouco.
-Tchau
Desliguei meu celular.

O Leonardo era um namorado maravilhoso. Nós erámos amigos desde quando eu tinha 14 anos, depois de um tempo ele se declarou para mim e eu para ele, no meu aniversário de 15 anos ele pediu para o meu pai se ele podia namorar comigo, no começo meu pai ficou apreensivo mas acabou concordando. Ele foi meu primeiro e único namorado, e agora vou fazer 20 anos e parece que foi ontem que começamos a namorar. Moro numa pequena cidade chamada Iguape, ela fica no Vale do Ribeira – interior de São paulo. Minha família e meu namorado são as coisas que eu mais amo nesse mundo.

-Filha, vem aqui rápidinho, fazendo favor? - Minha mãe falou do quarto dela.

Sai do meu quarto indo para o quarto ao lado – o quarto da minha mãe. Ela estava magní fica,como sempre, ela estava usando um vestido preto de gala, mas eu não entendi o por quê. Onde ela iria vestida daquele jeito?
-Sim? - perguntei.
-O seu pai tem uma confraternização hoje no trabalho e eu vou ter que ir com ele...
-Confraternização do quê? - Perguntei – Afinal, não estamos no final do ano.
Ela sorriu. Ela é tão linda!
Sua pele morena bronzeada, com os cabelos castanhos, quase negros e seus olhos me acalmavam totalmente, seus olhos são de uma cor castanho – claros tão lindos!!!!.
-Na verdade é um baile, afinal semana que vem é o dia dos namorados. O amigo dele está fazendo uma baile na casa dele.
-Onde que eu entro nisso? - Perguntei já sabendo aonde ela queria chegar.
-Você pode cuidar dele essa noite?
-Mãe,não é só a senhora que vai sair essa noite, sabia?
-Desculpe-me
Ela fez um biquinho.
-Eu ia num aniversário com o meu namorado
-Com certeza ele não vai ligar de vir para cá, ele adora o seu irmão, os dois se dão super bem
-Isso é verdade, mas onde vai ficar a privacidade? O Pietro não nos deixa em paz quando ele está aqui! - reclamei
-Desculpe-me, eu falei com a babá dele mas ela não pode vir hoje, ela já está cuidando de outra criança.
-Droga!
-Olha, é só dar um banho nele, dar comida e colocar um DVD e pronto ele dorme, e aí? Você topa?
-Não tenho outra opção
-Claro que tem, você pode chamar o Léo aqui depois que o seu irmão dormir – ela deu uma piscadela para mim.
Eu sorri maliciosamente.Não é uma má ideia... – pensei comigo mesma
-Vou ligar para ele.