segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Página 26.

-Como você está? - ela perguntou acolhedoramente,pelo menos tentrando.
Eu sabia que era por educação mas não consegui não ser exásperada na resposta,era como forma de cauteloza.
-Como você acha? - falei amargamente.
-Desculpe,também acho que foi uma pergunta idiota. - percebeu ela.
-Por que você me chamou? - perguntei depois de um tempo.
-Preciso conversar com alguém e acho que eu e você estamos no mesmo barco – deu de ombros.
Não consegui deixar de rir com sua feição e ela me acompanhou.Eram risos tristes mas naquele momento nós duas percebemos que todas as diferenças que tivemos até ali foram banais,da parte dela era ciúmes e da minha era pura ignorência por não ententedê-la.Então percebemos naquele momento que estávamos no mesmo barco,quase,navio.
-Então - ela disse parando de rir - Morango ou chocolate?
Não entendi e então olhei para a pía e era dois potes de sorvete.
-Chocolate
-Calda?
-Morango
-Você e o Léo são idênticos não posso deixar de citar - ela disse e sorriu.
-Éramos idênticos.Alguma pessoas até falavam que éramos iguais até demais mas em algumas coisas somos o lado oposto
-Concordo,tipo...
-Música.Ele ama rock e samba e eu amo pop e eletrônica,fora a romântica que esse os dois amam.
-Verdade.
-Mas por que sorvete?
-Gelado é bom para chorar as mágoas! Fora que eu amo comer doce quando estou triste. - ela murmurou.
-Pensei que eu era a única pessoa fora o Leonardo de estar chorando ás mágoas.
-Ele não está chorando as mágoas – falou ela seca de tão triste.
Eu fiquei pasma porque passou muitas,muitas coisas mesmo passavam pela minha cabeça.
-Como assim?
-Ele está louco de tão triste.Ele está desesperado,nervozo consigo mesmo.Mágoa para ele é pouco.
-Até parece que você está falando de mim e não dele. - sorri capisbaixa
Ela se surpreendeu.
-Mas eu ainda não entendo por que você me chamou aqui.
-Eu queria te explicar tudo certinho,pergutar e te dar uma resposta.
-Começa então pelas perguntas.
-Você está mesmo namorando o...aquele garoto? - quis saber ela.
-O Marco?
-Sim,esse mesmo.
-Sim,estou. -
-Pelo jeito você não ama tanto o meu filho como diz - ela criticou exásperada.
-Se ele me amasse não teria feito aquilo,e pensei que seriam perguntas e respostas,não insinuações e muito menos critícas,se é isso eu tenho mais coisa para fazer - falei na defensiva.
-Não,por favor. - ela segurou a minha mão e eu a olhei - Não estou acostumada a ficar sem fazer nada a não ser reclamar da vida,
,mesmo se ela é muito boa para mim,o meu chão se foi...
-Te entendo - eu disse voltando a me sentar na cadeira - É complicado.
-Nem me fale.
-Ele gostava muito de você,naquele dia ele até chegou a falar para mim que não iria sem você mas eu pus a maior pilha para ele ir e ele acabou indo.depois disso - no dia seguinte - ele me explicou e disse que era um covarde para não ir falar com você e ficou preso no quarto,não deixava ninguém entrar,nos três primeiros dias não comia nada mas depois eu convenci ele de comer,depois ele começou a recuperar as forças.
-Mas naquele dia que eu fui na sua casa - na primeira vez - ele estava saindo...
-Não sei como mas ele estava no quarto e eu estava levando a comida dele mas ele saiu correndo e só disse:Ana! e depois eu entendi mas não tinha tocado a campainha e nada.
Fiquei surpreza.
Paramos de falar um minuto inteiro e logo percebi que o assunto seguinte seria o que eu menos queria falar,dizer oou responder..
-Eu acho que a Carol já te contou,né? - começou ela a falar.Sua mão que estava sobre a mesa unidas,agora estavam se remexendo nervozamente.
Eu assenti
-Antes que você comece a dizer que ele não te amasse ele só vai fazer isso para que a criança não more na rua. - ela pausou - A mãe dela foi muito radical mas eu te garanto que eles não vão dormir juntos e não vão fazer nada de um casal normal.
-Mas como eles vão aquentar se vão estar casados?
-Eles vão fazer um contrato.O primeiro pedido é que não tenham nenhum contado fisico e muito menos sexual,também não podem dormir juntos na mesma cama e antes que você pergunte: ela vai ficar no quarto dele e ele vai para o quarto do fundo do quintal.
Suspirei pesadamente e lágrimas começaram a sair do meu rosto.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Página 25.

Gentem,estou tão feliz hjoje pois a página 25 chegou e me sinto muito realizada de postar sempre pra vocês.Essa página é muito especial porque é daqui que o livro vai começar a andar e eu espero que vocês gostem dele e do livro tanto quanto eu.E mais uma vez vou perdir um comentário,por que é isso que me ajuda a postar logo pra vocês por que eu penso "será que ele vão gostar" então plis comentem...Boa leitura e beijos...


No começo eu não tinha entendido o que ela dissera mas acho que ela via a minha feição melhor do que eu.
-Por favor,principalmente base e pó compacto para tirar essas olheiras arroxeadas.
-Concerteza. - ela deu um sorriso animador.
Ela me conduziu até o seu quarto e eu usei e abusei - com moderação - do pó.Por mais que eu dormia a pálpebra insistia em ficar roxa.Era a treva ter que ficar com aquilo!
-Se ela perceber alguma coisa você diz que é sombra ou que não está dormindo direito.
-Prefiro a primeira opção.
-De nada - ela sorriu angelicamente.
Eu estava aliviada,nervoza,brava,anciosa...eram tantas emoções juntas mas ao mesmo tempo eu não queria ir.Quando eu terminei de arrumar o meu rosto eu pedi a Amanda fazer uma trança para mim,ela logo terminou e lógico que ficou lindo - As tranças dela eram perfeitas.
-Boa sorte. - ela me disse do portão sorrindo abertamente.
-Obrigada. – disse eu naquela felicidade funébre.
Eu a abracei e depois segui a rua reta indo em direção ao centro de Iguape,mas dessa vez não seria para comprar alguma coisa numa loja ou visitar as minhas amigas e sim para saber o que eu faria da minha vida.Por isso que eu tenho que ir,dependendo do que ela dizer eu vejo se fico solitária o resto da minha vida sem machucar ninguém ou se eu vivo intensamente novamente - com ou sem - namorado.


"Na vida temos escolhas e caminhos,cabe a nós desifrar e escolher esses caminhos com nossas próprias escolhas"

Eu gostava dessa frase que inventei uma vez enquanto fazia a lição de história no segundo ano,naquele tempo as coisas faziam sentido para mim completamente mas agora nada,nada mesmo tem sentido.É como você fazer uma prova de multiplaescolha,por mais que algumas pessoas achem que é fácil muitas não acham e tentam escrever a sua própria conclusão.Na prova de multiplaescolha você tem opções e nas provas que você mesmo tem que dar seu entendimento,muitos não consegue se expresar.
É que nem na vida,você tem caminhos e pode escolher qual caminho seguir e muitos desses obstáculos da vida você infelizmente não tem escolha.Aí a sua cabeça acaba caindo em um confronto "E se eu tivesse escolhido aquele caminho? Ou outro em vez desse".
E é desse jeito que estou me sentindo agora,e se eu tivesse falado não a minha mãe? Será que agora eu ainda estaria com o Léo ou já estava escrito nas estrelas que eu teria que sofrer um pouco? Quem sabe!?
Eu estava na esquina da casa da dona Eldeuvina e estava com receio se iria ou não continuar.As coisas não devem ficar piores – pensei.
A casa da dona Eldeuvina era uma casa toda branca e grande,era uma casa popular,tinha vários tipos de flores no seu jardim e muitas ervas de tratamento - minha mãe sempre vinha pedir para ela quando eu ou o meu irmão estava doente um pouco das ervas dela e ela sempre dava uma receita de chá.Eu já estava no portão agora,nem precisei tocar a campainha por que a senhora Eldeuvina parecia que já estava a minha espera.Ela era uma senhora branquinha com a pele enrugada e com os cabelos completamente grizalhos.O seu marido - o senhor Sebastião - morreu a alguns anos mas ela não sentia tanta falta dele – ou não aparentava.Ela falou para mim três anos atrás no enterro )quando eu fui abraçar ela e falar os meus pesames) Ela percebeu o quanto eu os olhava,ela ficou com a mão na mão do corpo o enterro inteiro e sorria como quem sorri de algo feliz - Quando eu cheguei perto ela deve ter percbido o quão eu olhava por que só disse uma única frase:
-Eu vivi muito com ele e quando for a minha vez concerteza ele vai estar lá á minha espera.
Deposi daquilo eu fiquei mais espantada mas ao mesmo tempo contente por ela conseguir não ficar para baixo.

Ela me olhou e sorriu.Ela carregava uma bolsa velha de feira.
-Olá criança! - ela disse sorrindo
-Olá dona Eldeuvina! Como vai a senhora? - perguntei tentando dar o meu melhor sorriso.
-Bem,levando a vida,as vejo que você não esta tão bem né querida? - pelo jeito o meu sorriso não adiantou.
-Já te contaram. - afirmei abaixando a cabeça
-Na verdade não. - ela pausou - Eu não ligo pára tudo o que os outros pensam e falam mas vejo que você nunca ouviu a frase:”Os olhos são o espelho da alma” e por isso que vejo que você não está nada bem.
Assenti.
-Nunca ligue para o que ás pessoas deixam ou não de falar.O amor é o maior bem que o ser humano pode ter,seja fraternal,homem e mulher ou mãe e filhos,o amor é o tesouro e a emoção mais bonita que alguém tem,não deixe as pessoas falar mal pelas suas costas e muito menos falar de quem você deve ou não amar.E não ande mais olhando para o chão como quem deve algo a sociedade,você não deve explicações a ninguém só a si mesma - ela dizia cada palavra como quem sabe o que esta falando,mas támbém deixava clara suas intenções sem ferir-kme moralmente.o que era bom.
-Obrigado - foi a única coisa que eu disse.Ela deu um passo para fora do portão subindo na calçada onde eu estava. - A senhora não vai ficar? - perguntei
-Não,eu tenho uns problemas para cuidar e não quero virar motivo de alvo para perguntas de fofoqueiras e respostas que não me importam.Vocês duas merecem ficar a sós.
-Claro.Obrigado e desculpe-me por fazer a senhora sair da sua casa. - falei gentilmente.
-Tudo bem,querida,claro e sem desculpas..
Ela se virou de costas e eu entrei na casa.
-Ah,criança, só mais uma coisa.
-Sim? - perguntei
-O amor não é brincadeira,se você não ama não tente mas se você acha que ama ele lute mas só não dê ás costas para o seu passado.Ás vezes por mais que estamos em situações complicadas é necessário passar por aquilo para aprender algo.
Como ela sabia daquilo? Ela é algum tipo de telepata? - perguntei para mim mesma.
Eu assenti e depois nos viramos.Ela continuava a andar para o seu destino e eu me virei para a forca.Eu entrei dentro da casa que sempre ia com a minha mãe,dona Eldelvina era muito amiga da minha avó e sofreu muito quando ela morreu mas ela vivia convidando minha mãe para ir na casa dela e sempre me convidava,minha mãe falava que ela gostava muito de mim.Ela só teve um filho e só netos homens então ela me tratava como se fosse uma neta.
A Cecília me esperava na copa da cozinha com um sorriso triste no rosto.Ela estava estranha,não parecia aquela pessoa que sempre foi feliz e sorridente mesmo que fosse o pior momento.E eu que pensava que ela não gostasse de mim..
-Olá querida! - ela tentou dar um belo sorriso mas não teve sucesso.
-Olá Cecília – respondi sem nenhum sorriso.Afinal,para quê que eu vou mentir?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Página 24.

Como prometido.Espero que gostem e comentemmmmmmmmm..........


No dia seguinte quando eu acordei.eu estava no sofá branco e corfortável numa grande coberta e tudo mais e a Amanda estava do meu lado assistindo a televisão - que estava bem baixinho.Não sonhei com nada e fiquei muito agradescida com a parte de meu cérebro que cuida disso,se eu tivesse mais algum pesadelo como aquele que eu tive ai sim que eu enlouqueceria de vez...
-Bom dia - disse Amanda me despertando dos meus devaneios.
-Bom dia - respondi com um sorriso no rosto - Desculpe ter tirado você da sua cama e te colocado no sofá - sorri
-Que nada,as vezes eu prefiro o sofá do que a minha cama.E também eu dormi aqui por que eu quis,depois que você acabou dormindo eu liguei a tv e comecei assistir um filme,mas quando eu vi que iria dormir eu peguei as minhas roupas de cama e também acabei dormindo.
-Claro,que horas são?
-Duas da tarde - ela disse - Teve um sonho bom? - ela brincou
-Não,caramba,tudo isso? - me levante num salto com a notícia.
-Sim.
Percebi que eu tinha que voltar para casa.Me levantei rápido E acho que ela pescou o porque da minha pressa.
-Calma,eu já avisei a sua mãe - ela me traquilizou
-Obrigado,mas o que você disse?
-Disse o óbiviu!
-E qual seria o óbiviu? - perguntei
-Que ficamos conversando até tarde e que ainda tinhamos alguns assuntos para botar em dia
-Bem óbiviu - disse incrédula e ela caiu na gargalhada.
-Desculpa,eu não sou boa pra mentir mas sem querer me cabar acho que fui bem.
-Espero - suspirei
-Vai tomar um banho,daqui a pouco você vai ter que sair. - ela disse e eu assenti e sai.


Eu concordei.Antes de ir para o banheiro decidi ir para o quarto dela para pegar a minha roupa do dia anterior.Eu peguei e levei para o banheiro.
Quis tomar um banho moderado,precisava esfriar as minha emoções para não ficar chorando pelo leite derramado na frente da mãe do Leonardo.Pelo que vi da janela,hoje estava um dia frio e cinzento,tipíco de uma cidade de serra - mas estamos perto da serra - Eu não gosto do frio mas pelo menos posso usar isso ao meu favor,últimamente estou pálida,tudo bem que todos ficam pálidos no inverno por causa que não tem quase sol e tal mas eu sinto que não é por causa disso mas eu posso usar isso como uma desculpa.Era bom nesse aspécto mentir.Odeio mentir mas é melhor do que os meus pais sofrerem comigo - Esse é o pior medo dos pais - o sofrimento de seu filho - e não poder fazer nada para curálo então já que é assim,eu só estou dando uma forcinha ao destino.
Quando eu terminei de tomar o meu belo banho,vesti a minha roupa ainda dentro do banheiro e me arrumei.
-Bem melhor - disse a Amanda apontando para a minha afeição - Bem que dizem que o banho é a cura dos loucos.
-E quem disse isso? - falei curiosa já sabendo da sua resposta.
-Acabei de inventar.
-Pensei que você queria ser professora ao invéz de piadista - brinquei
Ela me fuzilou com os olhos
-Eu pensava a mesma coisa de você - ela retrucou.
Depois sorrimos uma para a outra.
-Brincadeirinha. - dissemos em uníssono.
-Você quer um pouco de maquiagem emprestada?.

Página 23.

Como eu estou amando postar hoje vou fazer um presentinho para vocês que serão 1 página extra,espero que vocês gostem..E nesse domingo eu vou postar outra páginca,okay?


-O que é? - perguntou o Bruno curioso
-Amanda lê para ele ou deixa ele ler,você que sabe - eu disse
Ela leu calmamente e me olhava com uma feição preocupada,como sempre,mas enquanto ela falava e falava eu continuava a relembrar daquelas paravras da carta e tentava buscar por algum caminho obscuro o porque daquelas palavras afetuosas,não que ela fosse tão má sogra mas aquelas palavras tinham alguma razão mas era como achar um agulha no meio do escuro.
-Que horas? - ela perguntou
-É as três mas eu acho que vou chegar um pouco atrasada – murmurei saindo dos meus devaneios.
-Por que? - os dois perguntaram
-A casa da dona Eldeuvina é no centro e lá tem muitas pessoas e se verem eu e ela entrar-mos ao mesmo tempo vão falar e por mais que eu não ligo eu não quero ninguém tomando conta da minha vida.
-Você que sabe - ela deu de ombros
-Meninas agora eu preciso ir. - ele veio até mim - Se cuida está bem? - assenti - Boa sorte amanhã! - ele me abraçou
-Pode deixar
-Vou levar você até o portão - disse a Amanda.
Ele assentiu.Os dois sairam e eu continuei ali na minha mesma posição onde eu estava,de pé e pensando,pensando...A Amanda entrou.
-Quero um abraço - pedi automáticamente.
Ela veio e me deu um abraço,se conduziu até o sofa e se sentou do meu lado.Bateu a mão na perna indicando para eu me deitar como estávamos antes.Foi o que eu fiz,coloquei minha cabeça no seu colo e ela ficou brincando com algumas mechas do meu cabelo.Eu parecia um bebê - quem déra - quando somos crianças não temos preocupações mas infelizmente não sou e não é por causa disso que eu vou ser uma covarde e parar na escadaria da vida!
Fechei meus olhos
-Bons sonhos querida - Amanda sussurrou no meu ouvido...
E dormi...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Página 22.

Enfim mais um domingão com mais uma página e espero que vocês gostem...E comentem que assim eu posso saber a opinião de vocês.Beijos e boa leitura!


-Ana,os meus pais tem aquele sitio ainda,lembra? - perguntou a Amanda mudando de assunto
-Sim,lembro,aquele passando da ponte em direção a São Paulo?
-Sim
-Por que? - perguntei
-você queria ir lá?
-Outro dias pode ser?
-Claro,entendo
Eu e a Amana ficamos horas lá,conversando,na verdade,ela conversava e eu falava:Sim ou Não,nem percebi as horas,não queria ver nada e muito menos sair para fora,era capaz até de bater o carro se saísse nesse estado.
-Amanda? - perguntei
-Sim?
-Eu poderia dormir aqui hoje?
-Claro que sim,você quer eu ligue para os seus pais?
-Por favor
-O que eu digo?
-Qualquer coisa
-Esta bem
Ela levantou e eu fiquei no sofá com os olhos ainda fechados.
-Alô,Tia Teresa! - fez-se silêncio - Não,não aconteceu nada com ninguém..Eu estou te ligando para falar que a Ana esta aqui,ela está dormindo.Sim,é cedo mas ela estava com dor de cabeça e quando eu fui ver dormiu.Pode deixar amanhã ela vai estar ai,também te amo,tia,beijos,tchau!
E Desligou.
-Ela ficou preocupada a principio mais depois relaxou
-Obrigada,eu não queria ir lá de novo,eu não sei se você sabe mas o Marco me pediu em namoro e eu aceitei,só que eu fui muito precipitada...
-Calma.Amiga,tudo vai se resolver...Você quer que eu faço alguma coisa para nós comermos?
-Concerteza - eu dei um sorriso desanimado
Ela foi para a cozinha e eu fiquei na copa.
-Será que o Leonardo está feliz com o casamento? - perguntei do sofá
-Dúvido muito
-Por que?
-Pelo que a Carol me disse ela sempre vê ele com o primo - Você sabe que eles moram na mesma rua - Parece que ele e o primo,o...Bruno, não estavam muito "legais"
Me lembrei do que o Bruno tinha me falado.Não acredito que ele realmente fez isso - pensei
A Amanda fez uma sopa para tomarmos.Ela tinha me emprestado um pijama e eu tomei um belo de um banho enquanto ela fazia a sopa,depois nos sentamos na mesa e começamos a comer.Ficamos entre conversas do “porque” ou “sem essa” do Bruno e Leonardo.
A campainha tocou.
-Vou atender - disse a Amanda se levantando da mesa.
Fiquei curiosa.
-Ana!
Eu me levantei depressa e o olhei,eu básicamente já sabia quem era mas a surpreza foi enorme,eu o amava tanto – como um irmão mais novo.
-Bruno!
Nós nos abraçamos,eu não entendi o por que que ele estava ali e muito menos a essas horas.Que horas são afinal?
Olhei para o relógio.Nove da noite! Ótimo
-Ana,que saudades - ele me afastou e me olhou - Eu queria conversar com você – disse ele depois de alguns minutos me abraçando como se fosse um urso.
-Sente-se Bruno - disse a Amanda.
Ele se sentou
-Eu posso ficar? - perguntou ela.
-Claro Manda - eu respondi antes dele.
Ela se sentou e eu continuei..
-O que você queria falar?
-É que eu tenho uma má notícia para você - ele falou calmamente tentando me transmitir alguma calma,pena que não conseguia afinal,eu já sabia.
-Eu já sei.
-Hãm? - ele falou
-Eu..hãm... - mordi o lábio inferior - ...sei que o Leonardo vai se casar com a Melina - eu jorrei em soluços em seguida.Por mais que eu tentasse me controlar e também tentar passar por esse obstáculo o obstáculo era muito grande.
-Ana,desculpe-me chegar assim,eu queria que você soubesse por alguém mais... - ele tentou achar a palavra correta – Amigo.
-Hãm,desculpa me entrometer mas já me entrometendo.Eu contei a Ana por que a sua tia contou para a Carol e ela pediu para ela (Carol) contar a Ana mas ela não teve coragem - já que se sente culpada ainda,por que foi na casa dela que aconteceu tudo - continuando,ela me contou e eu contei para ela - Amanda apontou para mim.Eu adorava a Amanda,aquele jeito louquinho e estravazado dela era o máximo.
-Que bom que você soube por alguém de confiança. - ele parou por um segundo - Eu não sábia mas eu acho que a minha tia sim.
Minha testa enrrugou e vi que a da Amanda também.
-Como assim?
-Quando eu disse que ia vir para cá depois que eu soube da novidade - que foi agora a pouco - ela chegou em mim e me deu essa carta e disse para eu entregar a você - ele coçou a cabeça
-E cade a carta? - perguntei.Vi ele pegar alguma coisa do bolço e estendeu para mim.
-Toma - ele me entregou o envelope e eu peguei.
Era um envelope "chique" – como diria a Carol.A cor era meio creme,como aqueles de convites de casamentos.Eu abri o envelope e tinha um papel igual ao envelope,melhor,da mesma cor e eu não podia deixar de reparar na letra da D.Cecília – que era linda - parecia até uma letra da era medieval ou de rainhas,mas não posso deixar de lembrar que o curso de caligráfia à ajudou muito nisso.

Querida Ana!
Sinto muito pelo do término do namoro de vocês dois,eu não queria que acontecesse de uma forma tão trágica,se te consola eu não queria que essa situação estivesse acontecendo – principalmente - desse jeito e ainda - pior - para você.Você concerteza sabe que eu não era uma sogra tão boa,mas com o tempo - e com o Leonardo falando - o quão você era e é boa eu acabei gostando de você.Eu tenho tantas coisas para falar com você e te explicar mas não dá para ser por carta,se você puder eu vou te esperar amanhã no jardim da senhora Eldeuvina as 3 da tarde.Espero que você vá.

-Ana!? - citou a Amanda preocupada – o que tem de tão importante para você ficar pálida desse jeito?
Continuei imóvel – parecia até uma estátua viva,não me mexia só respirava e piscava meus olhos,senti alguém pegar a carta que estava na minha mão.Amanda me olhou e disse:
-Você vai? - ela perguntou preocupada
-Sim - respondi.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Página 21.

Oi gente!! Que saudade.Infelismente eu não pude postar nesse domingo mas eu não esqueci viu? Então vim postar.Espero que vocês gostem.Boa leitura,beijinhos :*


-O-oi Ana - ela gaguejou
-Oi,Carol.Oi,Amanda
-Oi amoré - disse Amanda,ela se levantou da calçada junto com a Carol.Eu sai do carro e abracei as duas.
-Estou curiosa,eu não entendi o por que de vocês...vocês voltaram a se falar?
-Claro,claro que sim.Foi uma briga idiota,eu e ela nem nos lembramos mais o por que - disse Carol sorrindo
-Que bom.Hãm...eu estou curiosa,o que vocês estavam falando?
-tchau An e Manda! - disse a Carol nos abraçando
-Tchau! - dissemos juntas,mas eu não entendi o por que delas estarem fazendo isso
-É impressão minha,ou ela estava tentando esconder algo de mim? - perguntei sorrindo depois que a Carol virou a esquina.
Amanda ficou em silêncio e o seu silêncio me corroia por dentro,por mais que uma parte de mim queria saber,a outra - maior em proporção - não queria.
-Amanda? - exigi
-Vamos entrar? - perguntou ela com aquele olhar de...culpa
Eu assenti mesmo não querendo
Quando entramos nós nos sentamos no sofá branco e confotável que havia lá,percebi que não havia mais ninguém lá,concerteza estavam todos trabalhando.
Fez-se um minuto em silêncio,o minuto mais longo da minha vida que parecia que jamais passaria.Talvez fosse melhor não passar
-Bom... - ela começou quebrando o silêncio - a Carol veio me contar um assunto muito triste que aconteceu,hãm...
-Amanda fale logo o que aconteceu - exigi
-Desculpe-me.Você sabe o quão a familia da Carol e da Dona Cecília são amigos - eu assenti - ela veio me falar que...
-Que..? - perguntei roendo as unhas
-Que os dois vão se casar
"Que os dois vão casar" Bastou aquelas humildes palavras - que fariam qualquer um ficar feliz - para eu despertar a tristeza que havia em mim,trancada em uma caixinha preta dentro do meu coração.Eu desatei a chorar,por mais que já tivesse aquela leve idéia,maltida hora que percebi a conversa!
-Ana,ela veio falar isso para mim não para te ver magoada mas por que queria que você soubesse antes de qualquer um da cidade,você sabe o quão os outros falaram,ela só queria que você soubesse antes,para se prevenir...Ana.
Ela veio até mim,sentou-se ao meu lado e bateu na perna indicando para eu me deitar,foi o que eu fizera.Me deitei no seu colo e chorei,como nunca chorei antes - pior do que até mesmo as outras vezes - só que agora estava tudo junto,a dor no peito,a facada no coração que estava presa.Eu estava completamente imóvel,Amanda fazia carinho no meu cabelo.
-Ana, calma irmã minha - disse ela
-Como!? Como tudo aconteceu - perguntei em soluços
-A Carol disse que ela estava lendo no jardim quando a dona Cecília chegou e entrou,ela ficou meio escondida mas acabaram percebendo ela a avó brigou mas a Cecília só sorriu educadamente,ela falou que os dois iriam se casar.Não por que a familia dela queria mas que a mãe dela exigia.Você sabe o quão que a mãe dela parece viver no século 19,onde mulheres não podiam ser mães solteiras.Ela falou que a dona Catarina só ia aceitar a criança se a filha dela ,a Melina se casasse,e a dona Cecília disse que não,só que ai a mãe da Melina disse que se não fosse se casar não iria fazer nada com a Melina e com o bebê,ou seja,colocaria eles na rua a dona Cecília infelizmente teve que aceitar e o Leonardo também.
Como eu queria que tudo fosse uma mentira,uma brincadeira - melhor - um sonho,um pesadelo.
Ficâmos em silêncio.
-Depois que ela converçou e os convidou para o casamento - que ainda não tem data marcada - foi converçar com a Carol.
-Sobre o que?
-Sobre você.
Eu não disse nada,só levantei o meu rosto a encarando,e enrruguei a testa.
-Ela mandou falar para a Carol dizer tudo isso para você,ela sabe que você foi a vítima da última vez e não queria que os outros falassem de você novamente
Que consideração - pensei
Amanda continuou:
-Por isso que a Carol veio até aqui
Eu fiquei em inércia completamente depois de toda a converça.Fiquei lembrando tudo que me acontecera inesperadamente,tudo me veio a cabeça num piscar de olhos e quanto mais eu piscava para não ver mais eu via,era um pesadelo macabro...funebre e principalmente...sem vida!
Ficamos lá a tarde inteira,a Mandinha cantarolou algumas musicas calmas para mim e eu agradeci mesmo não conseguindo escutar nada.As vezes era bom a perda total dos movimentos por causa de alguma tristeza que sempre procurava te pertubar,eu de tanto chorar não conseguia enxergar,ouvir,sentir,não conseguia fazer nada,era apenas sensações,mas essas sensações não tinha respostas,era como você usar uma luva para não deixar digitais,o plático das luvas não deixa o tato perceber nada,você consegue pegar o objeto mas não percebe se é liso,crespo...E é assim que estou me sentindo agora,sem nada.