No começo eu não tinha entendido o que ela dissera mas acho que ela via a minha feição melhor do que eu.
-Por favor,principalmente base e pó compacto para tirar essas olheiras arroxeadas.
-Concerteza. - ela deu um sorriso animador.
Ela me conduziu até o seu quarto e eu usei e abusei - com moderação - do pó.Por mais que eu dormia a pálpebra insistia em ficar roxa.Era a treva ter que ficar com aquilo!
-Se ela perceber alguma coisa você diz que é sombra ou que não está dormindo direito.
-Prefiro a primeira opção.
-De nada - ela sorriu angelicamente.
Eu estava aliviada,nervoza,brava,anciosa...eram tantas emoções juntas mas ao mesmo tempo eu não queria ir.Quando eu terminei de arrumar o meu rosto eu pedi a Amanda fazer uma trança para mim,ela logo terminou e lógico que ficou lindo - As tranças dela eram perfeitas.
-Boa sorte. - ela me disse do portão sorrindo abertamente.
-Obrigada. – disse eu naquela felicidade funébre.
Eu a abracei e depois segui a rua reta indo em direção ao centro de Iguape,mas dessa vez não seria para comprar alguma coisa numa loja ou visitar as minhas amigas e sim para saber o que eu faria da minha vida.Por isso que eu tenho que ir,dependendo do que ela dizer eu vejo se fico solitária o resto da minha vida sem machucar ninguém ou se eu vivo intensamente novamente - com ou sem - namorado.
-Por favor,principalmente base e pó compacto para tirar essas olheiras arroxeadas.
-Concerteza. - ela deu um sorriso animador.
Ela me conduziu até o seu quarto e eu usei e abusei - com moderação - do pó.Por mais que eu dormia a pálpebra insistia em ficar roxa.Era a treva ter que ficar com aquilo!
-Se ela perceber alguma coisa você diz que é sombra ou que não está dormindo direito.
-Prefiro a primeira opção.
-De nada - ela sorriu angelicamente.
Eu estava aliviada,nervoza,brava,anciosa...eram tantas emoções juntas mas ao mesmo tempo eu não queria ir.Quando eu terminei de arrumar o meu rosto eu pedi a Amanda fazer uma trança para mim,ela logo terminou e lógico que ficou lindo - As tranças dela eram perfeitas.
-Boa sorte. - ela me disse do portão sorrindo abertamente.
-Obrigada. – disse eu naquela felicidade funébre.
Eu a abracei e depois segui a rua reta indo em direção ao centro de Iguape,mas dessa vez não seria para comprar alguma coisa numa loja ou visitar as minhas amigas e sim para saber o que eu faria da minha vida.Por isso que eu tenho que ir,dependendo do que ela dizer eu vejo se fico solitária o resto da minha vida sem machucar ninguém ou se eu vivo intensamente novamente - com ou sem - namorado.
"Na vida temos escolhas e caminhos,cabe a nós desifrar e escolher esses caminhos com nossas próprias escolhas"
Eu gostava dessa frase que inventei uma vez enquanto fazia a lição de história no segundo ano,naquele tempo as coisas faziam sentido para mim completamente mas agora nada,nada mesmo tem sentido.É como você fazer uma prova de multiplaescolha,por mais que algumas pessoas achem que é fácil muitas não acham e tentam escrever a sua própria conclusão.Na prova de multiplaescolha você tem opções e nas provas que você mesmo tem que dar seu entendimento,muitos não consegue se expresar.
É que nem na vida,você tem caminhos e pode escolher qual caminho seguir e muitos desses obstáculos da vida você infelizmente não tem escolha.Aí a sua cabeça acaba caindo em um confronto "E se eu tivesse escolhido aquele caminho? Ou outro em vez desse".
E é desse jeito que estou me sentindo agora,e se eu tivesse falado não a minha mãe? Será que agora eu ainda estaria com o Léo ou já estava escrito nas estrelas que eu teria que sofrer um pouco? Quem sabe!?
Eu estava na esquina da casa da dona Eldeuvina e estava com receio se iria ou não continuar.As coisas não devem ficar piores – pensei.
A casa da dona Eldeuvina era uma casa toda branca e grande,era uma casa popular,tinha vários tipos de flores no seu jardim e muitas ervas de tratamento - minha mãe sempre vinha pedir para ela quando eu ou o meu irmão estava doente um pouco das ervas dela e ela sempre dava uma receita de chá.Eu já estava no portão agora,nem precisei tocar a campainha por que a senhora Eldeuvina parecia que já estava a minha espera.Ela era uma senhora branquinha com a pele enrugada e com os cabelos completamente grizalhos.O seu marido - o senhor Sebastião - morreu a alguns anos mas ela não sentia tanta falta dele – ou não aparentava.Ela falou para mim três anos atrás no enterro )quando eu fui abraçar ela e falar os meus pesames) Ela percebeu o quanto eu os olhava,ela ficou com a mão na mão do corpo o enterro inteiro e sorria como quem sorri de algo feliz - Quando eu cheguei perto ela deve ter percbido o quão eu olhava por que só disse uma única frase:
-Eu vivi muito com ele e quando for a minha vez concerteza ele vai estar lá á minha espera.
Deposi daquilo eu fiquei mais espantada mas ao mesmo tempo contente por ela conseguir não ficar para baixo.
Ela me olhou e sorriu.Ela carregava uma bolsa velha de feira.
-Olá criança! - ela disse sorrindo
-Olá dona Eldeuvina! Como vai a senhora? - perguntei tentando dar o meu melhor sorriso.
-Bem,levando a vida,as vejo que você não esta tão bem né querida? - pelo jeito o meu sorriso não adiantou.
-Já te contaram. - afirmei abaixando a cabeça
-Na verdade não. - ela pausou - Eu não ligo pára tudo o que os outros pensam e falam mas vejo que você nunca ouviu a frase:”Os olhos são o espelho da alma” e por isso que vejo que você não está nada bem.
Assenti.
-Nunca ligue para o que ás pessoas deixam ou não de falar.O amor é o maior bem que o ser humano pode ter,seja fraternal,homem e mulher ou mãe e filhos,o amor é o tesouro e a emoção mais bonita que alguém tem,não deixe as pessoas falar mal pelas suas costas e muito menos falar de quem você deve ou não amar.E não ande mais olhando para o chão como quem deve algo a sociedade,você não deve explicações a ninguém só a si mesma - ela dizia cada palavra como quem sabe o que esta falando,mas támbém deixava clara suas intenções sem ferir-kme moralmente.o que era bom.
-Obrigado - foi a única coisa que eu disse.Ela deu um passo para fora do portão subindo na calçada onde eu estava. - A senhora não vai ficar? - perguntei
-Não,eu tenho uns problemas para cuidar e não quero virar motivo de alvo para perguntas de fofoqueiras e respostas que não me importam.Vocês duas merecem ficar a sós.
-Claro.Obrigado e desculpe-me por fazer a senhora sair da sua casa. - falei gentilmente.
-Tudo bem,querida,claro e sem desculpas..
Ela se virou de costas e eu entrei na casa.
-Ah,criança, só mais uma coisa.
-Sim? - perguntei
-O amor não é brincadeira,se você não ama não tente mas se você acha que ama ele lute mas só não dê ás costas para o seu passado.Ás vezes por mais que estamos em situações complicadas é necessário passar por aquilo para aprender algo.
Como ela sabia daquilo? Ela é algum tipo de telepata? - perguntei para mim mesma.
Eu assenti e depois nos viramos.Ela continuava a andar para o seu destino e eu me virei para a forca.Eu entrei dentro da casa que sempre ia com a minha mãe,dona Eldelvina era muito amiga da minha avó e sofreu muito quando ela morreu mas ela vivia convidando minha mãe para ir na casa dela e sempre me convidava,minha mãe falava que ela gostava muito de mim.Ela só teve um filho e só netos homens então ela me tratava como se fosse uma neta.
A Cecília me esperava na copa da cozinha com um sorriso triste no rosto.Ela estava estranha,não parecia aquela pessoa que sempre foi feliz e sorridente mesmo que fosse o pior momento.E eu que pensava que ela não gostasse de mim..
-Olá querida! - ela tentou dar um belo sorriso mas não teve sucesso.
-Olá Cecília – respondi sem nenhum sorriso.Afinal,para quê que eu vou mentir?
-Olá querida! - ela tentou dar um belo sorriso mas não teve sucesso.
-Olá Cecília – respondi sem nenhum sorriso.Afinal,para quê que eu vou mentir?
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