sábado, 26 de março de 2011

Página 31.

Depois que ela disse isso nós duas nos levantamos e nos abraçamos,e claro, ficamos chorando as mágoas.Não era fácil.Algumas pessoas conseguem se reerguer rápidamente e enganar ser coração se trancando num outro mundo com uma facilidade incrivel,mais eu não,eu não era dessa forma,mais por que?
-Você quer que eu te leve até a sua casa? - perguntei para ser educada,Amanda estava sendo tão carinhosa comigo que eu não tinha como fazer outra coisa senão ser grata.
-Não precisa, – falou ela - a minha casa esta perto,posso ir andando,fora que já andei de carro demais assim depois eu fico preguiçosa por sua culpa.
-Não totalmente. - falei sorrindo.
-Verdade mais de qualquer forma “amiga que não tem culpa” eu gosto de andar,e pelo que eu ouvi e li você precisa falar com a sua mãe rápidinho.
-Você é a melhor amiga do mundo,sabia? - disse sorrindo e abraçando-a novamente.
-Eu sei. – falou entre risos – Brincadeira,mais de verdade,você que é.- ela disse sorrindo também - Agora se eu fosse você iria logo para casa.
-Tudo bem mais quando eu terminar a conversa com ela eu te ligo. - falei antes que ela pedisse
-Vou ficar esperando viu dona Ana? - disse ela indo de costas pro outro lado da rua.
-Está bem dona Amanda.Tchau!
-Tchau! - e assim ela desapareceu.
Eu me virei e segui pro meu carro abrindo-o e desejando que dali para frente eu tivesse mais sorte.Entrei e segui para casa.

Quando cheguei em casa estacionei o carro na rua em frente e depois só atravessei a rua a pé.
Seria agora ou nunca!Abri o portão e a minha mãe estava no jardim - limpando as plantas – assim que entrei ela me avistou e é como se ela lesse meu pensamento pois sua feição mudou.
-Olá querida! - ela veio em minha direção e me abraçou -  Fiquei preocupada. - ela me afastou e me olhou.
-Não aconteceu nada demais - balbuciei
-Então por que você está com essa cara? - ela apontou para a minha feição
-Antes que eu te explique,eu quero saber duas coisas. – pedi.
Ela assentiu.
-O papai está em casa?
-Não,ele vai chegar mais tarde hoje. - ela começou a mostrar sua procupação a medida que eu falava.
-E o Pietro?
-Ele chegou da escola e foi brincar com a Júlia na casa dela.Só está eu e você aqui.
-Melhor assim. - sussurrei.
-Ana! - falou subino uma oitava em sua voz - Você está me deixando preocupada menina.
Suspirei pesadamente.
-Mãe,vamos conversar lá dentro,por favor?
Ela assentiu.
Ela pegou a minha mão como se eu ainda fosse uma garotinha e fomos para a cozinha.Eu me sentei na ponta e ela na frente de mim.
-Hãm...Hoje eu na verdade fui me encontrar com a Cecília,ontem anoite eu realmente estava na casa da Amanda mas não foi como ela de disse,é que eu descobri que a Melina e o Leonardo vão se casar,mas digamos que eu não..estava em condições piscológicas para voltar para casa,então a Amanda me convidou para dormir lá e eu aceitei.Depois de algum tempo o Bruno foi lá me ver,ele disse que veio aqui e que a senhora contou tudo para ele e tal mais ai ele foi para me contar que a Melina ia se casar com o Leonardo mas ele não tinha idéia que a Carol já sabia..
-Mas como que a Carol ja sabia? - falou ela me contando e enrrugando a testa.
-A dona Cecília já tinha contado para ela mas ela temia que a Carol não contasse para mim,ela ainda tem medo,ela se sente muito culpada,toda aquela confução aconteceu na casa dela afinal...
-Entendo mas continua..
-Quando ele chegou lá...
Eu tentei explicar para ela tudo nos minímos detalhes,depois que eu terminassse aquela parte e começasse a parte da minha conversa com a Cecília e que eu contasse para ela da aliança e da carta do Leonardo eu não queria que ela me jugasse e sim me apoiasse e,claro, também me ajudasse a contar para o Marco.Enquanto eu ia contando a afeição dela era de "supreza".
-Caramba! Não é atoa! - sua cara era engraçada mas ao mesmo tempo séria,as vezes acho que ela pensa que a minha história é como se fosse um romance drámatico ou coisa parecida.
-Você já ser recuperou? - falei exásperada - É que tem mais..
Eu e a minha mãe erámos super ligadas,mais é que últimamente parece que ela não me entende.Será que ela não perebe? Eu não gosto de ser grossa mais tem momentos que eu acho que eu deveria colocar um cartaz na testa e falar “Mãe é a minha vida e não um filme!”.
-Mais?! - falou surpreza - ...Pode falar.
-Hãm...depois que eu cheguei lá eu e a Cecília conversamos muito,mais já pro final da conversa ela me entregou essa carta.
Eu dei a carta a ela e fiz um sinal pra ela ler.Ela pegou da minha mão e abriu com uma pressa,ou curiodade,incrivel.Enquanto ela lia fez-se um silêncio total e eu não conseguia ler a sua expressão, coisa que para mim não era uma boa resposta.
-Realmente ele te ama! - ela disse quase que nem a Amanda e então suspirou - Vocês dois não tiveram culpa,vocês foram completamente as vitímas nisso tudo.
-Pena que aconteceu coisas demais nisso tudo. - suspirei.
Ela assentiu.

terça-feira, 22 de março de 2011

Página 30.

Olá pessoal,como estão? Gostaria de falar que eu não postei nesse domingo pois estou em semana de provas,acreditam? Então vou postar hoje mais o capitulo é pequeno,infelismente não tive como arrumar o erros de gramatica (fora que eu demoro muito pra arrumar) mais se der semana que vem eu compensso vocês.



-Obrigada.
Eu entrei no carro - no banco do carona - eu não estava em condições pra dirigir agora
-Você está pálida!  - ela citou preocupada - você quer sair daqui pra conversar?
Eu assenti.
Nós fomos para a praça São Benedito.Tinha história aquela praça.Eu e a Amanda íamos lá sempre quando éramos crianças,era um lugar calmo para a nossa conversa.
Ela era simples,tinha bancos típicos de praças,um chafáris que não funcionava mais e muitas árvores.Nós duas nos sentamos em um daqueles bancos.Mal sabia eu que apartir daquele dia tudo mudaria completamente na minha vida.
-O que vocês conversaram para você ficar desse jeito? Se você quiser eu mato ela,não ligo,mas se ela te falou alguma coisa..- ela apontou para a minha feição.
-Nada tão grave mas sendo sincera? Eu até me sinto um pouco mais leve. - sorri com o pensamento.
-Me conte tudo! – pediu ela.
-Mais antes é melhor você ler essa carta - dei o meu melhor sorriso e a entreguei.
Enquanto ela lia ficava pálida e sorria cada vez mais,mas quando me olhou parou de sorrir e pensou por alguns segundos até que ficou pálida de vez e me olhou.
-Ou não! Ele te ama! - concluiu ela também.
-Agora quem está pálida não sou eu,melhor,não é só eu. - apontei para ela rindo.
-Pelo jeito,você tem razão de estar pálida mais agora por favor me conte tudo,tudo mesmo e não esconda-me nada!
-Tudo mesmo? - perguntei mordendo o lábio,era complicado contar tudo pra ela.Doía.
-Tudo! - exigiu.
-Está bem então. - levantei as minhas mãos em sinal de derrota.
Eu contei para ela tudo nos minimos detalhes e dei o acabamento perfeito com a fala da dona Elteuvina de novo - afinal - já tinha falado tudo no começo,e ela ficou tão surpreendida quando eu terminei quanto eu.
-E agora,o que você vai fazer?
-Não sei - disse sinceramente - vou contar para a minha mãe e depois vejo o que eu faço mais provavelmente vou contar tudo para o Marco e provavelmente vou me ferrar.

domingo, 13 de março de 2011

Página 29.

Olá pessoal,como vocês estão? Espero que estegem bem.Antes de postar gostaria de falar algumas coisas,eu não sei se vocês sabem mais pelas est´tisticas eu sei onde o meu blog é lido e tem alguns lugares no Japão que é lido e fico muito feliz mais ao mesmo tempo estou muito triste pelo o que aconteceu e quero dizer que vocês são muito fortes e vão conseguir superar está tristeza com muita garra e coragem,força Japão,o mundo está com vocês...




-Tudo bem – disse dando de ombros,feliz da vida - vocês duas nem são mais do que mãe e filha dá para ver que são muito amigas - ela sorriu e pausou. - Era esse o seu segundo pedido?
-Não,na verdade era uma satisfação. - expliquei - O meu segundo pedido é que se o Marco brigar comigo;...descobrir antes que eu conte hãm eu...eu receio que não sei o que vai acontecer com o nosso relacionamento por isso eu peço que...enquanto - respirei fundo - enquanto ele estiver aqui em Iguape a senhora não me ligue tanto pra me contar sobre os planos para o casamento.
-Tudo bem,entendo. - ela fez uma pausa - Querida você acha que vai conseguir fazer isso? - ela perguntou maternamente,nunca a vira desse jeito comigo.Sinceramente.
-Na verdade eu não sei – falei - Eu só sei que tenho que saber o quanto eu sou forte,por que só ai que eu vou saber se consigo ou não esquecer o seu filho e passar a minha vida pra frente.
-Entendo e espero que você consiga superar a sua dor. - com essas palavras ela deu uma passadinha na minha mão que estava sobre a mesa.
-Concerteza a senhora não espera tanto quanto eu.
Ela assentiu.
Ficamos em silêncio.
Eu estava sendo sincera,eu queria e ao mesmo tempo não queria esquecer ele.A carta também não melhorou a minha situação.Eu o amava muito,muito para esquecer ele e pelo que ele escreveu na carta ele também me amava.Tudo que a dona Eldeuvina me disse também me deixou intrigada - intrigada talvez não é a palavra certa - talvez a palavra certa seja arrepedimento ou não,mas enquanto isso serve.O que eu estou fazendo com o Marco é errado,mas eu preciso ver o que o meu coração aquenta e espero que eu seja forte,forte o suficiente para deixar o Leonardo seguir a sua vida e eu a minha.Pela felicidade de nós dois.
Interrompi o silêncio.
-A Melina não vai fazer nada para o próprio casamento?
-Não,ela deixou tudo em minhas mãos.Ela está muito decepcionada com o que fez,mas agora é tarde para se culpar.
Assenti
-Você gostaria de ser a madrinha? - ela disse do nada
-Com o Marco? Dúvido muito que ele queira...
-Não,eu estava pensando - ela disse me interropendo - você com o Bruno,assim você teria pelo menos uma desculpa para o Marco não ficar nervozo,já que,vocês dois – Bruno e você,são tão amigos.
-Para ser sincera eu não sei nem mesmo se eu amo o Marco ou se me acostumei com o seu carinho,por isso mesmo que preciso saber se sou forte o suficiente.Não vou negar que fiquei mais feliz com esse contrato... - atropelei as palavras - Mas acho que sim,sim,eu gostaria de ficar com o Bruno no altar,ele é como se fosse um irmão alguns anos mais novo do que eu - desabafei,só percebi o que tinha falado depois - Desculpa! Foi um desabafo
-Tudo bem eu te entendo.Eu também fico mais feliz em saber que tem esse contrato e posso te garantir que o Léo também.
Eu suspirei depois que ela disse a parte sobre o Léo mas ela não percebeu por que olhou o relógio de pulso.
 -Nossa! Já está tão tarde.
-Eu preciso ir. - aproveitei a oportunidade e larguei o anel em cima do balcão quando percebi que ainda tinha em minhas mãos e que ficou sua marca de tão forte que eu a apertava.
-Ele mandou para você,é pra ficar. - disse ela me julgando.
-Não sei se posso.O que eu falaria? - dei meu ponto de vista.
-Fale que eu te dei,já que talvez você vai contar pra ele essa história ou senão conte toda a verdade logo pra ele.
Concordei com a sua história.
-Talvez eu conte a verdade mesmo.
Nós nos despedimos..
-Eu te ligo quando o Marco for embora. - avisei.
-Obrigado! - falou aliviada.
-Obrigado você por você vir.
Nós nos despedimos mais uma vez e eu sai pra fora mas ela continuava dentro da casa.Quando estava virando a esquina a Amanda estava no meu carro.Ela parou do meu lado e percebi que eu tinha vindo de a pé.
-Vim te trazer. - ela disse sorrindo pra mim.
-Obrigada.

terça-feira, 8 de março de 2011

Página 28.

Minha querida,eterna amada Ana!

Eu nunca gostei de alguém como eu gosto de você,eu sei que palavras bonitas e de amor não vão sicatrizar a dor que eu devo ter feito em você e sei o quanto você deve estar sofrando.Mas concerteza você não está sofrendo tanto quanto a mim.Eu estou com uma culpa enorme e não poderia jamais ter feito isso com você! Eu não desejaria essa dor e culpa a ninguém.Você é a pessoa mais especial da minha vida,eu queria que fosse você no altar comigo e não a Melina,não vou negar que eu não tenho culpa no cartório.Eu fui muito covarde e não tive noção do que estava falando para você naquele dia,espero que você me desculpe pelo que disse algum dia.Eu me arrependo muito de ter escutado a minha mãe,eu deveria não ter ido para a festa e esperado o dia seguinte para levar o seu presente de aniversário adiantado,mas eu não fiz,não segui o meu coração e nem a minha conciencia.
Sinto muito por tudo!

                                
                         T e amo,você é a minha vida! Espero que um dia você possa me perdoar.
 
                                                                                                             Leonardo.
Quando terminei de ler a carta que o Leonardo me mandou estava em lágrimas.Como ele foi tão...Sem palavras,eu não tinha palavras para descrever a dor e alagria que eu estava sentindo naquele momento,era uma emoção completamente intrigante,um pouco de felicidade misturada com litros de dor,a combinação perfeita para a dor é essa,dor e alegria,eu também estava curiosa com o tal presente que ele citou e falou que iria me dar.
Eu olhei para a Cecília que já tinha voltado e percebi que concerteza ela sabia dos assuntos da carta e concerteza sabia do meu "presente".
-Hãm...que presente que era esse? - perguntei curiosa secando ás lágrimas.
-Ele te mandou no envelope - ela me empurrou o envelope que nem percebi que algo mais fazia um peso maior do que um simples papel fino.
Virei o envelope e balancei em cima da minha mão,saiu um anel – mais não um anel qualquer,era um anel de noivado.Era tão lindo! Era aquelas alinças de filmes: fino mas não totalmente,delicado e tinha uma tira que parecia tranças enrroscadas,tudo em uma cor cobre reluzente.Era fantástico.
-Ele queria te dar na festa da Carol mas quando você disse para ele que não ia dar ele decidiu te dar no dia seguinte e que ia dormir mas eu dei o maior apoio para ele ir e no dia seguinte te dar esse anel e foi isso,mas no dia seguinte aconteceu tudo que você já sabe! - disse a Cecília me explicando enquanto eu chorava de novo olhando para o anel.O estado dela também não era nada bom,mas ela se sentia culpada.
-Ele queria me pedir em casamento? - perguntei novamente em lágrimas,a ficha não tinha caído ainda.
-Sim,ele ía mas depois daquela história toda...
Eu queria mais do que nunca conseguir esquelecêlo,não por que não o amava,mas por que eu o amava demais,não queria sofrer mais e muito menos que ele sofresse,mas o único jeito de eu fazer isso era ficar mais próximo dele ainda,eu queria saber o quanto eu aquentaria ficar perto dele,o quanto eu conseguiria ser forte o suficiente,e eu tinha essa oportunidade.
-eu...hãm...acho que vou querer ajudar a senhora no casamento
Ela sorriu
-Obrigado - ela disse com um sorriso enorme no rosto.
-Mas eu não vou conversar com os meus amigos,eles sabem o que fazer.
-Entaõ como você vai me ajudar? - ela perguntou
-não me entenda mal,esses amigos estão me vendo com o Marco e provavelmente sabem que eu já dei a bola pra frente - eles irão se quiserem,é só dar um tempo. - expliquei
-Entendi.Você está certa.Mas... em que você acha que pode me ajudar?
-Qualquer coisa menos perdir pra interferir entre os meus amigos
-está bem! - ela esclamou
-Eu...posso te pedir dois favores? - perguntei
-Claro.Pode falar
-Hãm...primeiro,eu gostaria que a senhora não conte isso para ninguém principalmente com o Marco,eu mesma gostaria de falar com ele.
-Tudo bem,mas você vai ter coragem de contar para ele?
-Não sei. - respondi sincera – Espero.
-E o outro pedido?
-Eu vou ter que contar para a minha mãe - eu disse afirmando - espero que a senhora entenda.

Página 27.

Pessoas lindas que eu amo tanto rsrsrs,como que vocês estão? Não postei nesse domingo por falta de net mas hoje compensso vocês com mais dusa páginas.


-Entendi, - disse sinceramente - mas não é por que eu entendo que eu vou perdoar.
-Claro que sim eu te endendo completamente.
-É uma ferida e essa ferida ainda está aberta,não sei quando vai sicatrizar e muito menos se vai sicatrizar,só quem pode me dizer isso é o tempo.
Ela ficou em silêncio e eu também por um minuto inteiro que não se passava.No minuto que se seguia eu só ficava me remoendo para saber o que ela falaria a seguir.
-Hãm..eu queria te pedir um favor. - ela disse quebrando o silêncio.
-Se tiver ao meu alcance.
-Eu espero. - sussurrou ela.
-Sim?
-Eu não sei se você sabe mas eu que estou convidando ás pessoas quer dizer, práticamente implorando a elas para irem ao casamento.Estou vendo que o que eles fizeram afetaram muitas pessoas,infelismente receio que os seus amigos estão muito tristes pelo o que aconteceu como se a culpa fosse deles também.
-E o que eu tenho haver com isso? - perguntei arrependida no mesmo instante que falei.
-Será que você poderia me ajudar com o casamento? - falou Cecília com um pesar nos olhos.
Ela era louca? Eu não sei por que eu iria fazer o casamento da menina que acabou com a minha vida! Tudo bem que eles não vão dormir juntos e outras coisas mas mesmo assim,quando me traíram não pensaram em como eu ficaria e muito menos se doeria.
-Acho que é meio impossível – falei rindo junto com a irônia.
-Eu já sábia mas pensa um pouco por favor.
-Eu até posso pensar mas dúvido muito que eu mude de idéia.
-Está bem.
Alguns minutos se passavam enquanto eu terminava de tomar o sorvete,ela ficava uma hora ou outra me olhando e olhando para o bolso como se tivesse dúvida do que fazer e falar mais até que ela tentou colocar um assunto..
-Mais sorvete? - ela perguntou depois que dei a última colherada.
-Por favor - pedi e sorri,eu gostava de comer ou tomar coisas doces pra matar minha tristeza,o meu único problema era a gordura que vinha junto.
E então ela colocou o sorvete na minha taça e tirou algo do bolso.Era uma carta,e de certa forma quando a olhei esperava que fosse algo dele e que ele dizesse que aquilo era só uma pegadinha da televisão e logo em seguida me pedisse em casamento e eu suspiraria e falasse “Claro que sim Leonardo,você é o amor da minha vida” e que vivessemos felizes para sempre mas infelizmente a vida não é nenhum conto de fadas,e ele não contrataria uns caras da televisão para em seguida me pedir em casamento.Nada,nada disso iria acontecer.
-Hãm...querida – disse ela sem jeito.
-Sim? - perguntei quando a olhando.
-O Leonardo te mandou uma carta,ele também pediu que você á responda por carta,ele sabe o quanto você não deve querer vê-lo tão cedo por isso ele disse que é só você dar ao Bruno que ele vai dar para o Léo.
-Está bem.
-Mas se eu fosse você leria em casa.
Eu não liguei para o que ela disse e abri a carta,a minha sede de ver a letra dele ou só de imaginar que ele escreveu algo para mim era tão grande a tamanha fixação que eu pouco importei.
-Em casa os meus pais vão estranhar é melhor eu ler aqui – expliquei com os olhos vidrados na tal carta.
-Tudo bem.Já que é algo mais particular vou dar uma ligação para o trabalho e já volto.
Assenti.
O envelope era igual o que a Cecília usou para me convidar para hoje e o papel também,fiquei apreensiva no inicio mas não por mim mais sim pelo Marco,mais no fim acabei abrindo a carta quase arrasgando-a.