segunda-feira, 30 de maio de 2011

Página 40.

Olá amores...Essa página é bem curtinha e nem pode ser chamada de página,então podem colocar como a primeira parte,okay? É que como estou em semanas de provas (de novo) estou estudando muito e não estou tendo tempo de corrigir,infelismente.Estou deixando aqui essa pequena página para vocês terem o que ler mas prometo que logo postarei uma página recompensadora. Boa leitura e muito obrigada por todas as visualizações de vocês,é muito importante para mim.






Espero. – pensei.
Eu meio que me senti um pouco esquisita na hora em que eu estava na casa do Leonardo,se não fosse pelo Bruno...acho que eu teria pirado.Ele realmente é o meu irmão.Mais do que nunca é meu irmão mais velho,quem está parecendo que tem 15 anos e que está numa confução de namoro sou eu mas como sempre,ele esta lá para me ajudar.Como estava escrito no colar.

Parei com o carro - onde quer que eu estava,nem percebi - e tirei o colar do meu pescoço,queria ver.Abri e  lá estava a gravura:
Amigos Eternos
-Sempre! - falei.
Eu entrei em casa e logo em seguida peguei o meu celular e disquei o número da Amanda.Queria fazer a minha matrícula logo.Começar uma vida nova logo.
-Alô? - disse ela - Alô? Ana? - perguntou ela novamente percebi que eu não tinha respondido e que estava perdida,mas do outro lado da linha havia uma Amanda desesperada.
-Desculpe-me.
-Tudo bem, - riu – Mas posso te ajudar em alguma coisa?
-Hãm... - comecei,mas escutei a minha curiosidade com o barulho de carros passando foi ao extremo.Enrruguei a testa - Você quer fazer a matrícula hoje?
-Claro,demorou.Agora - disse ela entre gargalhadas.
Qual é a graça?
-Então está bem, - sacudi a cabeça – Tchau.Até daqui a pouco.
-Tchau. - respondeu ela
E desligamos o celular.
-Ana! - alguém gritou
Escutei o grito e fui ver o que aconteceu,tive uma surpresa sabe por que? Adivinha quem estava lá?
Amanda!
-Como? Hãm? O que? - fiquei sem palavras. - Minha maluquinha.

domingo, 22 de maio de 2011

Página 39.

Ele se surpreendeu com a minha resposta tão rápida mas sinceramente? Eu não estou e nem sou do tipo que faz charminho,principalmente quando eu necessito,mas também,é melhor ser convidada do que pedir,não é?
-Mas será que eu poderia falar com o senhor rápidinho? - perguntei
-Claro. - ele sorriu
Ele me conduziu até o seu escritório - que na verdade era a sala de estoque - Era toda amarelada e com um pouco de tinta descascando na parede,normal até,já que,vivemos numa cidade um pouco úmida demais.Ele se sentou atrás da típica mesa de madeira em uma cadeira que não tinha nada  a ver com a mesa de mogno - a cadeira era em verniz - e a cadeira que eu sentei era mais diferente do que o resto - era uma cadeira branca mas de plástico. - Ele tinha feito essa salinha para comer mas com eu citei que a conversa era a sós ele acabou sedendo.
-Então,querida,o que você quer? - começou.
-Hãm..
Por onde começar um assusnto complicado? Ele não era de fofoca então eu meio que teria que contar  a tal "confução" que aconteceu,mas mesmo assim é complicado,por que crescer é tão complicado?
Tudo temos que começar por um começo,comece! - disse a tal vozinha que estava me irritanto
-É que eu..não sei..se o senhor..sabe... - comecei envergonhada.
Ele me enterrompeu.
-Infelismete eu sei, - começou mas eu fiquei surpresa da mesma forma,nunca imaginei a vergonha que senti.Ele deve ter percebido isso por que simplesmente começou a explicar o que não tinha explicação:
-Eu não queria saber,sinceramente, - mostrou seu sentimento de emoção - mas por onde que eu ia as pessoas contavam.Então teve um dia que eu entrei numa loja e duas senhoras estavam contando que o Leonardo tinha te traído,então eu pedi para que me contassem a história completa.Mas vou te dizer,Ana,eu pensava que aquele era um garoto bom,que prestasse mas não imaginava tanto..
Agora sim eu entendo o por que do Leonardo está sendo "esquartejado" pela população,mas na verdade quem tem mais culpa é a Melina e eu e a minha burrice mas não ele,vai,só um pouquinho mas não para tanto que nem estão fazendo.
Chega! - disse a vozinha chata - Ele te traiu,você não pode perdoá-lo,ele é igual a todos os homens - os que não servem - mas mesmo assim,é igual!
Cala a boca! - pensei
-Desculpe-me - continuou o seu Fabiano.
-Tudo bem, - dei de ombros - mas não posso deixar de falar que ele não tem completamente toda a culpa como estão falando por aí,digamos que os dois tem culpa e infelismente,muita culpa.Mas a vida continua. - tentei dar o meu melhor sorriso.
Sei que você deve estar imaginando que eu sou alguma louca de estar falando isso,mas é a verdade,eu me culpo mesmo.Do começo do meu pé até a raíz do meu cabelo – por inteira.A verdade é que me faço de forte,mas não sou,sou uma criança ainda – pelo menos queria ser – e estou morrendo de medo de não conseguir viver de novo.E posso até estar exagerando um pouco,mas eu pensei que iríamos viver juntos para sempre,e o meu sonho acabou.
-Que bom. - começou ele voltando ao assunto principal,o assunto que fui parar ali - Mas o que você gostaria de pedir?
-É que seu Fabiano,eu estou querendo começar na faculdade,sabe? - falei envergonhada por dentro e com uma vontade enlouquecedora de rir de tão nervoza,
-Que bom. - disse sincero.
-Mas..tipo..as matriculas acabam amanhã, - e antes que vocês pensa eu não menti apenas omiti uma verdade,ás matrículas acabam na segunda que vem,e amanhã já seria quinta! - só que..eu..não tenho o dinheiro,sabe? O senhor teria como adiantar o meu pagamento? - perguntei e dei um sorriso torto,como desculpas pelo pedido e por esse pequeno favorzinho.
Ele fechou o rosto.
-Mas você ainda nem começou. - ele disse sério,sério demais...
Fiquei chocada! Não era ele que falava que com educação as pessoas vão longe? Que não se brinca? Mas agora abandona o naviu.Está parecendo pessoas fazendo campanha eleitoral,na hora,o povo ganha tudo mas na hora do vamos ver,é tudo mentira.
-Mas é uma boa causa. - ele abriu o sorriso de orelha a orelha,abrindo a gaveta da sua mesa - Você deveria ter visto a sua cara,como que eu queria ter tido uma câmera agora... - disse entre gargalhadas.
-Hãm..? - foi a única coisa que eu disse entregue aquele momento que pensei besteiras bobas.
-Desculpe,acho que peguei pesado com a brincadeira. - começou.
Nem me fale - Pensei irônica.
-Não,imagina,só eu últimamente que não estou muito para brincadeiras.
Ele sorriu.
-Quantos que você vai precisar?
-É só o dinheiro do salário mesmo – agradesci.
-Tem certeza que não quer mais? - ele perguntou cuidadoso me apoiando.Ele sabia o quanto eu era orgulhosa para algumas coisas
-Claro, - comecei - eu ainda tenho um dinheirinho guardado da época que eu trabalhei aqui e de uns trabalhos de babá que eu fiz quando sai - expliquei
-Entendo. - sorriu alegre.
Ele me deu o dinheiro - já era para a minha matricula e mais um pouco para o meu material "escolar".Eu realmente tinha um dinheirinho da época que eu era babá - estava numa caixa de sapato em casa,e eu tinha que fazer a matricula,mas por causa desse dinheiro na caixa minha mãe vivia falando:
-Guarda no banco,Ana.
Mas eu nunca tive paciência com aqueles botãozinhos chatos - aquilo me enchia o saco.Então coloquei numa caixa de uma sapato velho - que agora é velho mas eu tinha comprado o sapato no mesmo dia que decidi colocar o dinheiro - e guardei as minhas reliquías,lógico que uma boa parte eu gastei em livros e uns DVDs mas mesmo assim eu tinha um dinheiro guardado para os livros da faculdade.
Eu me despedi de todos e conversei com os meus antigos e novamente amigos e colegas de trabalho.Seu Fabiano foi muito gentil comigo,disse que se eu quizesse podia começar só na terça.
Mas entre nós? Eu lembrei de uma coisa e fiz uma burrada em ter mentido pro Sr.Fabiano,ele meio que deve ter percebido que eu menti,já que,alguns segundos depois eu percebi que a filha dele também estudava lá e que sabia de tudo,e que o filho dele que tem a minha idade ia começar lá também,mas eu acho que ele entendeu.Melhor,ele riu muito de mim.
Eu agora queria começar uma nova vida,talvez,depois que eu me forme eu vou para alguma cidade,mas quem sabe se até lá eu não estou curada da ferida?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Página 38.

-Quando você vai começar na faculdade? - perguntou a Cecília.
-Vou ver se consigo fazer a minha matricula na semana que vem,mas antes tenho que ver se consigo o meu emprego de novo no mercado lá do centro.
-Hãm..entendo
Chegou as bebidas que ela tinha mandado a Luziana  (que era a empregada da família) fazer para nós.Eu e o Bruno tivemos muito pouco tempo para voltar a conversar por que a Cecília logo quis voltar de novo com a conversa sobre o casamento,que eu tinha a empresão dela ter me convidado para ser a madrinha  para me torturar e não para eu ajuda-lá.
-Ana? - eu me virei para olha-lá - Aquele é o vestido que você vai querer,certo?
-Sim,depois a senhora pode me emprestar a revista? Eu vou pedir para a minha mãe fazer para mim...
Ela me enterrompeu.
-Na verdade,eu vou mandar para a minha costureira fazer para todos,sabe? eu quero te dar esse presente.
tradução:Eu não confio na sua mãe.
-Não, - insisti - eu só confio na minha mãe.
Ela percebeu o quanto eu iria insistir e que não iria desistir tão fácil então disse:
-Então tudo bem - e sorriu cautelosa.
-Ana,fiquei sabendo que você ganhou um carro.. - sorriu o Bruno maliciosamente
-Sim,e eu não vou te emprestar para você ficar dando voltas com algumas piriquetes - ele fez uma carinha de bebê,ou melhor,de cachorrinho sem dono.Eu não fui dura,eu disse aos risos fora que todos me acompanharam.
-Mas eu não ia dizer nada - ele fez biquinho.
-Verdade,você não disse,mas pensou. - eu estava segurando o riso para ser educada,mas os outros estavam em gargalhadas profundas.
-Será que nem no meu pensamento eu posso imaginar? - continuou choramingando.
-Arrãn,você acabou de dizer que pensou. - sorri vencedora.
-Não vou ser mais seu amiguinho. - ele fez um biquinho que eu não consegui deixar de rir,enquanto a Cecília e o Leonardo não paravam com as gargalhadas..,no fim de tudo o Bruno acabou se rendendo e começou a rir também,mas em meio a tantas brincadeiras e olhares eu acabei pegando a Melina me olhando furiosa depois que eu e o Léo demos uma rápida olhada.Gente,eu não sou de ferro..Tudo bem que o olhar dela também não foi um dos melhores,parecia que se pudesse teria me exterminado ali mesmo,bem que eu duvidei com tanta gentileza naquela hora.Se ela pudesse teria me dado alguns tapas e tal,mas ela quer se dar de santa? Então vai se ferrar!
O Leonardo deve ter percebido o quanto a Melina estava me olhando e viu o seu olhar 'matador' para mim.
-Melina! - murmurou ele aos nervos.Ela olhou para ele perpléxa.Ele veio em sua direção e a puxou pelo braço para dentro.Realmente não seria uma conversa fácil e muito menos calma.Eu logo percebi o que ela queria com tanta falsidade ,ela queria se aproximar do Leonardo.
O Bruno percebeu o quão eu fiquei séria e calada e quando encontrou os meus olhos me olhou confortavelmente e calorosamente.Com certeza tinha invertido os papéis,agora ele era o meu irmão mais velho e eu era a irmã mais nova que sofria com problemas de relacionamento passado.
-Quer ir dar uma volta? - ele sussurrou
Não seria má idéia mas...
-Não,hãm..eu preciso resgatar o meu emprego - dei um sorriso educado.
-Claro,entendo.Você acha que tem condições de..dirigir? - ele sussurrrou novamente mas,no fundo,com segundas intenções.
-Claro que sim. – entendi a jogada – Você não vai dirigir no meu lindo carrinho tão cedo.
Realmente eu tinha certeza,eu era uma aluna exemplar nas aulas de comportamento sobre o trânsito que o meu pai me obrigava a escutar sempre que saíamos juntos para fazer qualquer coisa:Sempre parar para o pedéstre quando ele estiver sobre a faixa para eles...Coisas assim que me deixaram agradescida quando ele me deu o meu carro,agora eu não seria obrigada a escutar ele a falar coisas - que fazia - só para me encher.Ele sabia que eu odiava escutar ele dando palpite quando eu dirijia mas sinceramente? Ninguém merece ter o meu pai como professor de leis de trânsito,principalmente quando ele faz só para apurrinha,r - só que no meu caso - torturar!
-Hãm...eu vou indo
A Cecília me deu um abraço confortável e me deu a revista - realmente ela deu - não emprestou
-Eu já tenho muitas dessa edição. - falou.
Coisa que eu não duvidava - do jeito que a minha ex-sogra era louca por revistas de moda.Depois que ela me levou ao portão,ela e o Bruno me abraçaram mas a Melina e o Léo ainda estavam no quarto dele.Depois eu entrei no meu carro e fui em direção a cidade,ficava perto a pé e agora que eu estava motorizada.Sinceramente? Acho que nunca ganhei um presente tão ultilizavel como este.
Logo cheguei ao mercado do Seu Fabiano.Era enorme.Quando eu entrei eu vi a Laís,ela era a gerente.Quando ela me viu logo deu um sorriso de orelha a orelha.Ela era uma colega de trabalho muito legal.Colega por que só nos viamos no mercado e só saímos juntas umas duas vezes em dois meses! Ela era bonita, tinha os cabelos castanho - escuros,a pele era pálida - muito normal da cidade que ela veio:Rio grande do Sul - Tinha algumas marcas de espinhas e os seus olhos eram azuis, ela era bonita mas vivia dizendo que não,uma das coisas que ela mais odiava era ser chamada de baixinha mas eu vivia falando só para atormenta-lá.
-Ana! - ela disse alegre vindo me abraçar.
-Oi ,Laís,como você está? - perguntei com um sorriso educado.
-Estou bem,e você?
-Também.
-É..eu fiquei sabendo do acontecido - ela disse desconfortavelmente.Calma aí,ela estava desconfortável? Quem que foi traída? Me polpe.
-É,nessa cidade não tem como não esconder nada - disse um pouco exásperada.Eu senti ela se encolher com a minha áspereza mas ela pediu.
Eu gostava da minha cidade mas só odiava quando falavam demais da vida das pessoas.Se fosse uma coisa grave,tipo um acidente com alguém ou uma pessoa muito querida que morreu,aí sim vale,mas quando é da vida da pessoa e é uma coisa muito delicada,aí eu não suporto fofoca.Eu gosto muito da minha cidade mesmo assim,mas tem uns momentos..
-Eu não sei se você vai aceitar,mas o seu Fabiano disse que gostaria muito.. - ela murmurava umas coisas enquanto eu estava pensando.Infelizmente eu não entendi tudo mas quando a imagem daquele senhor de idade com os seus 53 anos,calvo,branquinho e com os olhos verdes ficou do lado dela,eu não pude parar
-Ana! - disse ele com uma voz afetiva - O que te trás aqui,querida?
-É que bem.. - comecei do principio
Como é que eu peço de novo um emprego sem parecer que está implorando? E também eu não posso deixar me dar só por que sentem pena de mim!
Tudo bem,eu sei que sou orgulhosa,mas é melhor ser issso do que passar por coitadinha.
-Olá,seu Fabiano,é muito bom vê-lo - mudei de tática,vamos contornar as coisas,Ana,vamos lá.
-Ana,eu precisava mesmo falar com você.
-Sim? - disse curiosa.
-Estamos últimamente tendo muita freguesia,graças a Deus,e eu gostaria de perguntar..
Ele deu uma pausa.
-Sim? - perguntei
-Se você gostaria de voltar a trabalhar conosco.
Muitas pessoas dizem que tem que pensar - Mas isso só acontece por que eles querem dar um charme mas como eu não estou a fim de dar um charme na situação..
-Claro - disse depois de um rápido silêncio.

Página 37.

Olá pessoal,quanto tempo,né? Sei que estou bem atrasada com a postagem mas fiquei doente nesse último mês e só agora ewstou conseguindo voltar a minha rotina com uma saúde de ferro,rsrsrs,mas agora prometo que vou postar tudo o que eu não postei nessas últimas semanas,então olhos a postos e BOA LEITURA!



Eu assenti e me levante da mesa.Ela me guiou até fora da sala me conduzindo para a cozinha,quando chegamos ficamos uma olhando para a outra,silenciosamente.Eu não posso negar que estava apreensiva e com muita cautela.Enquanto ela me olhava e olhava para o chão com uma insegurança que eu nunca tinha visto ela começou a gaguejar algumas palavras...
-E -eu.. - ela gaguejou envergonhada de si mesma.
-Sim? - apoiei a ela continuar
-Eu queria saber se você... - pausou – se algum dia vai me perdoar? - ela concluiu
Céus,será que hoje é o dia "será que você vai me perdoar?" e eu não estou sabendo? Sinceramente eu até esperava que essa conversa – desconfortável,francamente - acontecesse mas já era a segunda em um dia! Minha gota de paciência ja acabou a minutos atrás quando eu disse aquilo para o Leonardo,só que com ele não era paciência,era verdade,afinal,eu talvez um dia consigo perdoa-lo,agora será que eu vou conseguir perdoar ela?
-Hãm..na verdade nem precisa me responder - ela disse com calma atropelando as palavras.Eu a olhei perplexa - Eu estraguei a sua vida,você pensa que eu não sei que esse anel no seu pescoço era o seu anel de noivado? - ela continuava calma demais para o meu gosto. - Ele me falou tudo. - disse agonizada - Tudo bem que vamos nos casar mas ele não me atura mais do que meia hora próxima dele,e eu me sinto completamente a monstra que eu sou,eu sei que era para você estar escolhendo o vestido de noiva e sei que era para você continua a ser feliz como você era - agora ela estava chorando - Eu estraguei a sua vida e estraguei a minha...
-Aonde você está querendo chegar? - perguntei surpresa.Não era fácil,sabe?
Ela fez uma pausa.
-Que você não vai me perdoar tão cedo e eu te entendo completamente. - disse com quela calmaria que dava até medo.
-Que bom. - disse exásperada
Ela assentiu.
Eu entrei e ela veio atrás de mim.Quando entramos todos nos olharam pensativos,com aquele ar de “O que será que aconteceu?”
-Nossa! - eu disse uma oitava a mais na voz.Todos nos olhavam cautelozos como se tivessem culpa de algo.
-Calma,pessoal! - disse o Bruno com aquele jeito brincalhão de ser - Ninguém matou ninguém. - e percebi que com suas palabras infantis e bobas todos tiraram um peso das costas.
Eu não pude deixar de sorrir com sua brincadeira.
Eu fui com a Cecília e com a Melina de volta para o comodô de onde estávamos antes,agora a Melina estava com nós duas folheando alguns vestidos de noiva.Eu já tinha escolhido o meu,agora estava ajudando a dona Cecília com o dela mas vou falar não foi fácil achar um vestido que ela gostasse,ela tinha muitos "não me toques" e era bem engraçada.Teve dois momentos que nós todos caimos na gargalhada,eu apresentei um vestido muito bonito e era um vestido realmente que daria para usar nas duas cêrimonas e então comecei:
-Que tal esse? - perguntei
-Não sou um bolo de glacê! - me olhou furiosa
-E esse? - disse a Melina com caltela.
-Vou morrer de calor! - disse descrente.
Depois disso todos começamos a rir.Mas depois de algum tempo ela achou um vestido muito bonito.Era nude com alguns bordados que combinavam perfeitamente com a sua pele pálida e com o seu cabelo tingido de loiro com algumas mechas em castanho.A conversa com a Melina não foi muito confortável tirando que quando o presente é demais o santo desconfia,e comigo era o que estava acontecendo agora,as minhas "tenas" de falsidade estavam começando a apitar.Depois que escolhemos os vestidos ela mandou todos irmos para o jardim de inverno,ficamos todos em uma roda conversando sobre coisas bobas,a Melina não parava de me olhar  cuidadosamente, principalmente quando ela me pegava olhando para o Leonardo - involuntariamente - mas mesmo assim eu estava olhando.O Bruno deve ter percebido como eu estava desconfortável por que veio sertar-se do meu lado e conversar sobre um assusto só nosso.
-E ai companhia.. - disse ele com aquele jeitão de irmão super protetor com um toque de fofura e com uma pitada super enorme de gargalhadas em momentos tristes a momentos felizes.
Eu não entendi totalmente o sentido da sua frase...incompleta.Ele deve ter percebido a minha cara de "ué?" por que respondeu loguinho.
-Vamos ser par no altar,e lógico que eu sei que depois você vai casar comigo. - ele brincou
-Claro,depois que eu pegar o buquê nós podemos aproveitar o padre e a festa. - disse sorrindo e entrando na brincadeira.
Ele começou a rir e eu o acompanhei.Era tão bom rir dauqele jeito,sabe? Leve,apenas leve..