quinta-feira, 19 de maio de 2011

Página 38.

-Quando você vai começar na faculdade? - perguntou a Cecília.
-Vou ver se consigo fazer a minha matricula na semana que vem,mas antes tenho que ver se consigo o meu emprego de novo no mercado lá do centro.
-Hãm..entendo
Chegou as bebidas que ela tinha mandado a Luziana  (que era a empregada da família) fazer para nós.Eu e o Bruno tivemos muito pouco tempo para voltar a conversar por que a Cecília logo quis voltar de novo com a conversa sobre o casamento,que eu tinha a empresão dela ter me convidado para ser a madrinha  para me torturar e não para eu ajuda-lá.
-Ana? - eu me virei para olha-lá - Aquele é o vestido que você vai querer,certo?
-Sim,depois a senhora pode me emprestar a revista? Eu vou pedir para a minha mãe fazer para mim...
Ela me enterrompeu.
-Na verdade,eu vou mandar para a minha costureira fazer para todos,sabe? eu quero te dar esse presente.
tradução:Eu não confio na sua mãe.
-Não, - insisti - eu só confio na minha mãe.
Ela percebeu o quanto eu iria insistir e que não iria desistir tão fácil então disse:
-Então tudo bem - e sorriu cautelosa.
-Ana,fiquei sabendo que você ganhou um carro.. - sorriu o Bruno maliciosamente
-Sim,e eu não vou te emprestar para você ficar dando voltas com algumas piriquetes - ele fez uma carinha de bebê,ou melhor,de cachorrinho sem dono.Eu não fui dura,eu disse aos risos fora que todos me acompanharam.
-Mas eu não ia dizer nada - ele fez biquinho.
-Verdade,você não disse,mas pensou. - eu estava segurando o riso para ser educada,mas os outros estavam em gargalhadas profundas.
-Será que nem no meu pensamento eu posso imaginar? - continuou choramingando.
-Arrãn,você acabou de dizer que pensou. - sorri vencedora.
-Não vou ser mais seu amiguinho. - ele fez um biquinho que eu não consegui deixar de rir,enquanto a Cecília e o Leonardo não paravam com as gargalhadas..,no fim de tudo o Bruno acabou se rendendo e começou a rir também,mas em meio a tantas brincadeiras e olhares eu acabei pegando a Melina me olhando furiosa depois que eu e o Léo demos uma rápida olhada.Gente,eu não sou de ferro..Tudo bem que o olhar dela também não foi um dos melhores,parecia que se pudesse teria me exterminado ali mesmo,bem que eu duvidei com tanta gentileza naquela hora.Se ela pudesse teria me dado alguns tapas e tal,mas ela quer se dar de santa? Então vai se ferrar!
O Leonardo deve ter percebido o quanto a Melina estava me olhando e viu o seu olhar 'matador' para mim.
-Melina! - murmurou ele aos nervos.Ela olhou para ele perpléxa.Ele veio em sua direção e a puxou pelo braço para dentro.Realmente não seria uma conversa fácil e muito menos calma.Eu logo percebi o que ela queria com tanta falsidade ,ela queria se aproximar do Leonardo.
O Bruno percebeu o quão eu fiquei séria e calada e quando encontrou os meus olhos me olhou confortavelmente e calorosamente.Com certeza tinha invertido os papéis,agora ele era o meu irmão mais velho e eu era a irmã mais nova que sofria com problemas de relacionamento passado.
-Quer ir dar uma volta? - ele sussurrou
Não seria má idéia mas...
-Não,hãm..eu preciso resgatar o meu emprego - dei um sorriso educado.
-Claro,entendo.Você acha que tem condições de..dirigir? - ele sussurrrou novamente mas,no fundo,com segundas intenções.
-Claro que sim. – entendi a jogada – Você não vai dirigir no meu lindo carrinho tão cedo.
Realmente eu tinha certeza,eu era uma aluna exemplar nas aulas de comportamento sobre o trânsito que o meu pai me obrigava a escutar sempre que saíamos juntos para fazer qualquer coisa:Sempre parar para o pedéstre quando ele estiver sobre a faixa para eles...Coisas assim que me deixaram agradescida quando ele me deu o meu carro,agora eu não seria obrigada a escutar ele a falar coisas - que fazia - só para me encher.Ele sabia que eu odiava escutar ele dando palpite quando eu dirijia mas sinceramente? Ninguém merece ter o meu pai como professor de leis de trânsito,principalmente quando ele faz só para apurrinha,r - só que no meu caso - torturar!
-Hãm...eu vou indo
A Cecília me deu um abraço confortável e me deu a revista - realmente ela deu - não emprestou
-Eu já tenho muitas dessa edição. - falou.
Coisa que eu não duvidava - do jeito que a minha ex-sogra era louca por revistas de moda.Depois que ela me levou ao portão,ela e o Bruno me abraçaram mas a Melina e o Léo ainda estavam no quarto dele.Depois eu entrei no meu carro e fui em direção a cidade,ficava perto a pé e agora que eu estava motorizada.Sinceramente? Acho que nunca ganhei um presente tão ultilizavel como este.
Logo cheguei ao mercado do Seu Fabiano.Era enorme.Quando eu entrei eu vi a Laís,ela era a gerente.Quando ela me viu logo deu um sorriso de orelha a orelha.Ela era uma colega de trabalho muito legal.Colega por que só nos viamos no mercado e só saímos juntas umas duas vezes em dois meses! Ela era bonita, tinha os cabelos castanho - escuros,a pele era pálida - muito normal da cidade que ela veio:Rio grande do Sul - Tinha algumas marcas de espinhas e os seus olhos eram azuis, ela era bonita mas vivia dizendo que não,uma das coisas que ela mais odiava era ser chamada de baixinha mas eu vivia falando só para atormenta-lá.
-Ana! - ela disse alegre vindo me abraçar.
-Oi ,Laís,como você está? - perguntei com um sorriso educado.
-Estou bem,e você?
-Também.
-É..eu fiquei sabendo do acontecido - ela disse desconfortavelmente.Calma aí,ela estava desconfortável? Quem que foi traída? Me polpe.
-É,nessa cidade não tem como não esconder nada - disse um pouco exásperada.Eu senti ela se encolher com a minha áspereza mas ela pediu.
Eu gostava da minha cidade mas só odiava quando falavam demais da vida das pessoas.Se fosse uma coisa grave,tipo um acidente com alguém ou uma pessoa muito querida que morreu,aí sim vale,mas quando é da vida da pessoa e é uma coisa muito delicada,aí eu não suporto fofoca.Eu gosto muito da minha cidade mesmo assim,mas tem uns momentos..
-Eu não sei se você vai aceitar,mas o seu Fabiano disse que gostaria muito.. - ela murmurava umas coisas enquanto eu estava pensando.Infelizmente eu não entendi tudo mas quando a imagem daquele senhor de idade com os seus 53 anos,calvo,branquinho e com os olhos verdes ficou do lado dela,eu não pude parar
-Ana! - disse ele com uma voz afetiva - O que te trás aqui,querida?
-É que bem.. - comecei do principio
Como é que eu peço de novo um emprego sem parecer que está implorando? E também eu não posso deixar me dar só por que sentem pena de mim!
Tudo bem,eu sei que sou orgulhosa,mas é melhor ser issso do que passar por coitadinha.
-Olá,seu Fabiano,é muito bom vê-lo - mudei de tática,vamos contornar as coisas,Ana,vamos lá.
-Ana,eu precisava mesmo falar com você.
-Sim? - disse curiosa.
-Estamos últimamente tendo muita freguesia,graças a Deus,e eu gostaria de perguntar..
Ele deu uma pausa.
-Sim? - perguntei
-Se você gostaria de voltar a trabalhar conosco.
Muitas pessoas dizem que tem que pensar - Mas isso só acontece por que eles querem dar um charme mas como eu não estou a fim de dar um charme na situação..
-Claro - disse depois de um rápido silêncio.

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