Ele se surpreendeu com a minha resposta tão rápida mas sinceramente? Eu não estou e nem sou do tipo que faz charminho,principalmente quando eu necessito,mas também,é melhor ser convidada do que pedir,não é?
-Mas será que eu poderia falar com o senhor rápidinho? - perguntei
-Claro. - ele sorriu
Ele me conduziu até o seu escritório - que na verdade era a sala de estoque - Era toda amarelada e com um pouco de tinta descascando na parede,normal até,já que,vivemos numa cidade um pouco úmida demais.Ele se sentou atrás da típica mesa de madeira em uma cadeira que não tinha nada a ver com a mesa de mogno - a cadeira era em verniz - e a cadeira que eu sentei era mais diferente do que o resto - era uma cadeira branca mas de plástico. - Ele tinha feito essa salinha para comer mas com eu citei que a conversa era a sós ele acabou sedendo.
-Então,querida,o que você quer? - começou.
-Hãm..
Por onde começar um assusnto complicado? Ele não era de fofoca então eu meio que teria que contar a tal "confução" que aconteceu,mas mesmo assim é complicado,por que crescer é tão complicado?
Tudo temos que começar por um começo,comece! - disse a tal vozinha que estava me irritanto
-É que eu..não sei..se o senhor..sabe... - comecei envergonhada.
Ele me enterrompeu.
-Infelismete eu sei, - começou mas eu fiquei surpresa da mesma forma,nunca imaginei a vergonha que senti.Ele deve ter percebido isso por que simplesmente começou a explicar o que não tinha explicação:
-Eu não queria saber,sinceramente, - mostrou seu sentimento de emoção - mas por onde que eu ia as pessoas contavam.Então teve um dia que eu entrei numa loja e duas senhoras estavam contando que o Leonardo tinha te traído,então eu pedi para que me contassem a história completa.Mas vou te dizer,Ana,eu pensava que aquele era um garoto bom,que prestasse mas não imaginava tanto..
Agora sim eu entendo o por que do Leonardo está sendo "esquartejado" pela população,mas na verdade quem tem mais culpa é a Melina e eu e a minha burrice mas não ele,vai,só um pouquinho mas não para tanto que nem estão fazendo.
Chega! - disse a vozinha chata - Ele te traiu,você não pode perdoá-lo,ele é igual a todos os homens - os que não servem - mas mesmo assim,é igual!
Cala a boca! - pensei
-Desculpe-me - continuou o seu Fabiano.
-Tudo bem, - dei de ombros - mas não posso deixar de falar que ele não tem completamente toda a culpa como estão falando por aí,digamos que os dois tem culpa e infelismente,muita culpa.Mas a vida continua. - tentei dar o meu melhor sorriso.
-Mas será que eu poderia falar com o senhor rápidinho? - perguntei
-Claro. - ele sorriu
Ele me conduziu até o seu escritório - que na verdade era a sala de estoque - Era toda amarelada e com um pouco de tinta descascando na parede,normal até,já que,vivemos numa cidade um pouco úmida demais.Ele se sentou atrás da típica mesa de madeira em uma cadeira que não tinha nada a ver com a mesa de mogno - a cadeira era em verniz - e a cadeira que eu sentei era mais diferente do que o resto - era uma cadeira branca mas de plástico. - Ele tinha feito essa salinha para comer mas com eu citei que a conversa era a sós ele acabou sedendo.
-Então,querida,o que você quer? - começou.
-Hãm..
Por onde começar um assusnto complicado? Ele não era de fofoca então eu meio que teria que contar a tal "confução" que aconteceu,mas mesmo assim é complicado,por que crescer é tão complicado?
Tudo temos que começar por um começo,comece! - disse a tal vozinha que estava me irritanto
-É que eu..não sei..se o senhor..sabe... - comecei envergonhada.
Ele me enterrompeu.
-Infelismete eu sei, - começou mas eu fiquei surpresa da mesma forma,nunca imaginei a vergonha que senti.Ele deve ter percebido isso por que simplesmente começou a explicar o que não tinha explicação:
-Eu não queria saber,sinceramente, - mostrou seu sentimento de emoção - mas por onde que eu ia as pessoas contavam.Então teve um dia que eu entrei numa loja e duas senhoras estavam contando que o Leonardo tinha te traído,então eu pedi para que me contassem a história completa.Mas vou te dizer,Ana,eu pensava que aquele era um garoto bom,que prestasse mas não imaginava tanto..
Agora sim eu entendo o por que do Leonardo está sendo "esquartejado" pela população,mas na verdade quem tem mais culpa é a Melina e eu e a minha burrice mas não ele,vai,só um pouquinho mas não para tanto que nem estão fazendo.
Chega! - disse a vozinha chata - Ele te traiu,você não pode perdoá-lo,ele é igual a todos os homens - os que não servem - mas mesmo assim,é igual!
Cala a boca! - pensei
-Desculpe-me - continuou o seu Fabiano.
-Tudo bem, - dei de ombros - mas não posso deixar de falar que ele não tem completamente toda a culpa como estão falando por aí,digamos que os dois tem culpa e infelismente,muita culpa.Mas a vida continua. - tentei dar o meu melhor sorriso.
Sei que você deve estar imaginando que eu sou alguma louca de estar falando isso,mas é a verdade,eu me culpo mesmo.Do começo do meu pé até a raíz do meu cabelo – por inteira.A verdade é que me faço de forte,mas não sou,sou uma criança ainda – pelo menos queria ser – e estou morrendo de medo de não conseguir viver de novo.E posso até estar exagerando um pouco,mas eu pensei que iríamos viver juntos para sempre,e o meu sonho acabou.
-Que bom. - começou ele voltando ao assunto principal,o assunto que fui parar ali - Mas o que você gostaria de pedir?
-É que seu Fabiano,eu estou querendo começar na faculdade,sabe? - falei envergonhada por dentro e com uma vontade enlouquecedora de rir de tão nervoza,
-Que bom. - disse sincero.
-Mas..tipo..as matriculas acabam amanhã, - e antes que vocês pensa eu não menti apenas omiti uma verdade,ás matrículas acabam na segunda que vem,e amanhã já seria quinta! - só que..eu..não tenho o dinheiro,sabe? O senhor teria como adiantar o meu pagamento? - perguntei e dei um sorriso torto,como desculpas pelo pedido e por esse pequeno favorzinho.
Ele fechou o rosto.
-Mas você ainda nem começou. - ele disse sério,sério demais...
Fiquei chocada! Não era ele que falava que com educação as pessoas vão longe? Que não se brinca? Mas agora abandona o naviu.Está parecendo pessoas fazendo campanha eleitoral,na hora,o povo ganha tudo mas na hora do vamos ver,é tudo mentira.
-Mas é uma boa causa. - ele abriu o sorriso de orelha a orelha,abrindo a gaveta da sua mesa - Você deveria ter visto a sua cara,como que eu queria ter tido uma câmera agora... - disse entre gargalhadas.
-Hãm..? - foi a única coisa que eu disse entregue aquele momento que pensei besteiras bobas.
-Desculpe,acho que peguei pesado com a brincadeira. - começou.
Nem me fale - Pensei irônica.
-Não,imagina,só eu últimamente que não estou muito para brincadeiras.
Ele sorriu.
-Quantos que você vai precisar?
-É só o dinheiro do salário mesmo – agradesci.
-Tem certeza que não quer mais? - ele perguntou cuidadoso me apoiando.Ele sabia o quanto eu era orgulhosa para algumas coisas
-Claro, - comecei - eu ainda tenho um dinheirinho guardado da época que eu trabalhei aqui e de uns trabalhos de babá que eu fiz quando sai - expliquei
-Entendo. - sorriu alegre.
Ele me deu o dinheiro - já era para a minha matricula e mais um pouco para o meu material "escolar".Eu realmente tinha um dinheirinho da época que eu era babá - estava numa caixa de sapato em casa,e eu tinha que fazer a matricula,mas por causa desse dinheiro na caixa minha mãe vivia falando:
-Guarda no banco,Ana.
Mas eu nunca tive paciência com aqueles botãozinhos chatos - aquilo me enchia o saco.Então coloquei numa caixa de uma sapato velho - que agora é velho mas eu tinha comprado o sapato no mesmo dia que decidi colocar o dinheiro - e guardei as minhas reliquías,lógico que uma boa parte eu gastei em livros e uns DVDs mas mesmo assim eu tinha um dinheiro guardado para os livros da faculdade.
Eu me despedi de todos e conversei com os meus antigos e novamente amigos e colegas de trabalho.Seu Fabiano foi muito gentil comigo,disse que se eu quizesse podia começar só na terça.
Mas entre nós? Eu lembrei de uma coisa e fiz uma burrada em ter mentido pro Sr.Fabiano,ele meio que deve ter percebido que eu menti,já que,alguns segundos depois eu percebi que a filha dele também estudava lá e que sabia de tudo,e que o filho dele que tem a minha idade ia começar lá também,mas eu acho que ele entendeu.Melhor,ele riu muito de mim.
Eu agora queria começar uma nova vida,talvez,depois que eu me forme eu vou para alguma cidade,mas quem sabe se até lá eu não estou curada da ferida?
-Que bom. - começou ele voltando ao assunto principal,o assunto que fui parar ali - Mas o que você gostaria de pedir?
-É que seu Fabiano,eu estou querendo começar na faculdade,sabe? - falei envergonhada por dentro e com uma vontade enlouquecedora de rir de tão nervoza,
-Que bom. - disse sincero.
-Mas..tipo..as matriculas acabam amanhã, - e antes que vocês pensa eu não menti apenas omiti uma verdade,ás matrículas acabam na segunda que vem,e amanhã já seria quinta! - só que..eu..não tenho o dinheiro,sabe? O senhor teria como adiantar o meu pagamento? - perguntei e dei um sorriso torto,como desculpas pelo pedido e por esse pequeno favorzinho.
Ele fechou o rosto.
-Mas você ainda nem começou. - ele disse sério,sério demais...
Fiquei chocada! Não era ele que falava que com educação as pessoas vão longe? Que não se brinca? Mas agora abandona o naviu.Está parecendo pessoas fazendo campanha eleitoral,na hora,o povo ganha tudo mas na hora do vamos ver,é tudo mentira.
-Mas é uma boa causa. - ele abriu o sorriso de orelha a orelha,abrindo a gaveta da sua mesa - Você deveria ter visto a sua cara,como que eu queria ter tido uma câmera agora... - disse entre gargalhadas.
-Hãm..? - foi a única coisa que eu disse entregue aquele momento que pensei besteiras bobas.
-Desculpe,acho que peguei pesado com a brincadeira. - começou.
Nem me fale - Pensei irônica.
-Não,imagina,só eu últimamente que não estou muito para brincadeiras.
Ele sorriu.
-Quantos que você vai precisar?
-É só o dinheiro do salário mesmo – agradesci.
-Tem certeza que não quer mais? - ele perguntou cuidadoso me apoiando.Ele sabia o quanto eu era orgulhosa para algumas coisas
-Claro, - comecei - eu ainda tenho um dinheirinho guardado da época que eu trabalhei aqui e de uns trabalhos de babá que eu fiz quando sai - expliquei
-Entendo. - sorriu alegre.
Ele me deu o dinheiro - já era para a minha matricula e mais um pouco para o meu material "escolar".Eu realmente tinha um dinheirinho da época que eu era babá - estava numa caixa de sapato em casa,e eu tinha que fazer a matricula,mas por causa desse dinheiro na caixa minha mãe vivia falando:
-Guarda no banco,Ana.
Mas eu nunca tive paciência com aqueles botãozinhos chatos - aquilo me enchia o saco.Então coloquei numa caixa de uma sapato velho - que agora é velho mas eu tinha comprado o sapato no mesmo dia que decidi colocar o dinheiro - e guardei as minhas reliquías,lógico que uma boa parte eu gastei em livros e uns DVDs mas mesmo assim eu tinha um dinheiro guardado para os livros da faculdade.
Eu me despedi de todos e conversei com os meus antigos e novamente amigos e colegas de trabalho.Seu Fabiano foi muito gentil comigo,disse que se eu quizesse podia começar só na terça.
Mas entre nós? Eu lembrei de uma coisa e fiz uma burrada em ter mentido pro Sr.Fabiano,ele meio que deve ter percebido que eu menti,já que,alguns segundos depois eu percebi que a filha dele também estudava lá e que sabia de tudo,e que o filho dele que tem a minha idade ia começar lá também,mas eu acho que ele entendeu.Melhor,ele riu muito de mim.
Eu agora queria começar uma nova vida,talvez,depois que eu me forme eu vou para alguma cidade,mas quem sabe se até lá eu não estou curada da ferida?
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