domingo, 17 de abril de 2011

Página 35.

Quando eu acordei logo de manhã senti que estava sozinha em casa e logo aquele vaziu veio à tona.A dor no peito e um peso na conciência,talvez o que eu fizera não foi certo mas nada se comparava com a dor que eu estava sentindo e com a dor que eu estava causando no Marco.Eu queria ir me explicar para ele mas o circo a essa altura do tempo já deveria estar em outra cidade.
-Agora é só esperar o tempo passar. - pensei alto.
Sai da minha cama e fui para a cozinha e na ida para a cozinha passei pelos cômodos da casa e realmente estava deserto.Eu abri a geladeira e peguei uma pêra,eu não sei o que estava acontecendo de uns tempos para cá,acho que meus sentimentos estão afetando o meu apetid pois eu não sinto mais tanta fome.Me sentei na cadeira enquanto comia a pêra e percebi que nunca fiquei tão quieta numa manhã!
Escutei o meu celular tocar do meu quarto e fui correndo ver quem era mas quando cheguei era tarde.Então eu decidi arrumar o meu quarto - já que ele era o único lugar da casa que estava desarrumado - e assim que terminei de dobrar o edredom olhei para o meu celular  e no mesmo instante ele tocou.Dei um passo e cheguei na mesinha onde ele estava.Na tela estava escrito:
Cecília e logo um calafrio percorreu a minha espinha.
-Alô,Ana?
-Sim,Cecília. - falei meio fria.
-Ana,eu fiquei sabendo da sua briga com o Marco,me desculpe...
-Que isso,Cecília,ninguém teve culpa a mais culpada nessa história toda sou eu,eu que fui muito precipitada e só eu.
-Não se martirize,querida.
Eu respirei fundo.Calma,Ana,calma – falava a voz da minha conciência.
-O que a senhora gostaria comigo? - perguntei calma
-Eu queria perguntar se você pode vir para cá mas se você não quiser eu entendo.
-Eu vou pensar e daqui a uns 5 minutos eu te ligo,pode ser? - perguntei.
-Claro,completamente.
-Mas para o que seria a minha ida aí? - perguntei curiosa.
-É para preparar as coisas do...do...do casamento - ela esperou antes de dizer a palavra casamento.
Eu respirei pesadamente.Eu não gostava daquela palavra - a não ser se fosse para mim - mas não é,e sim,sou egoísta nesse ponto.
-Mas se você não quiser eu entendo.
-Hãm... - fiz uma pausa - Eu vou pensar e já te ligo,está bem?
-Claro. - ela respondeu – Então até daqui a próxima ligação. - ela riu.
-Até.
Ela desligou o telefone.

Eu queria ir e ao mesmo tempo não,eram tantas dúvidas! Eu queria para poder ver ele,ver seu sorriso...seus olhos azuis...ver ele completamente! Mas eu queria tê-lo acima de tudo.Tudo bem que eles vão se casar por contrato mas mesmo assim é errado o que eu estaria fazendo.Eu não vou,concerteza a dona Cecília não vai ligar,ela vai entender,mas é errado da minha parte já que eu me comprometi.Ah Deus,o que eu faço? - pensei.
Eu peguei o meu celular e disquei o número que eu já havia decorado a essa altura do tempo,chamou 1...2...3 vezes e eu deliguei involuntariamente.
Mas se eu for,eu posso ver o Leonardo.
Mas é errado!
Duas partes de mim estavam em conflito.A minha conciência falava que era errado mas o meu coração achava - melhor – e mandava eu ir.O que eu faço? Esse conflito não me ajuda muito! Será que esse sofrimento vale só para ver ele?
Se eu for...Eu vou ver ele!
Eu abri o meu celular e disquei novamente o número.Chamou umas quatro vezes
-Alô,Ana?
-Sim,eu liguei para falar que sim,eu vou. - disse um pouco empolgada.
-Que bom! - falou mais empolgada e feliz com a notícia - Hoje nós vamos ver os nossos vestidos..hãm..,e a Melina quer falar com você quando chegar aqui.
O que? Como assim?
-Tudo bem. - menti - Eu vou tomar meu banho e vou para aí,daquia mais ou menos 1 hora eu estou chegando.
-Esta certo.
E desligou o telefone.

Nenhum comentário:

Postar um comentário