-Cadê o papai? - perguntei mudando de assunto.
-Foi trabalhar
-E a senhora? - perguntei incrédula,ela nunca faltava
-Eu tirei folga hoje.Agora vai comer - ela apontou para a mesa
Eu me sentei e comi um pouco.
-E ai,pronto para se aventurar hoje? - perguntei ao Marcos
-Claro e você?
-Lógico.Ei você vai com essa roupa? - apontei para ele
-não sei.Porque,esta ruim?
-Vou te dar uma dica e você vê o que acha,é mato!
-Foi trabalhar
-E a senhora? - perguntei incrédula,ela nunca faltava
-Eu tirei folga hoje.Agora vai comer - ela apontou para a mesa
Eu me sentei e comi um pouco.
-E ai,pronto para se aventurar hoje? - perguntei ao Marcos
-Claro e você?
-Lógico.Ei você vai com essa roupa? - apontei para ele
-não sei.Porque,esta ruim?
-Vou te dar uma dica e você vê o que acha,é mato!
Ele parou e pensou.
-Eu vou no circo me troco e aproveito para providenciar uma coisa.
Eu assenti.Ele se levantou e me deu um beijo no alto da minha testa.
-Não demora - pedi
-Pode deixar
Quando ele saiu eu parei de comer,não estava com tanta fome como pensei.Eu tirei a mesa e separei a louça suja,comecei a ajudar a minha mãe a lavar a louça.Enquanto eu lavava ela secava e guardava.
-Filha,você está namorando o Marco? - ela perguntou curiosa
-Não,por que?
-Vocês dormiram juntos - ela sorriu
-Nada a ver uma coisa com a outra.Dormimos juntos sim mas não passou nada disso - eu disse exásperada,onde já se viu?
-Então não fala nada para o seu pai
-Por que? - perguntei mesmo já sabendo a resposta
-Ele pensa que você já superou o...E que você esta namorando o Marco - sábia!
-Bem que eu imaginava isso,eu nao fiz nada com o Marco,e ainda não superei porcaria nenhuma - disse nervosa
-Filha,você não acha que já demorou tempo demais para essa sua. - ela tentou achar uma palavra certa -...crise?
-Mãe,eu estou triste só a duas semanas e estou fazendo de tudo para não pensar em mais ninguém! A senhora mesmo disse que teve uma crise com o papai e ficou um mês de depreção quando vocês ainda namoravam,e pelo que a senhora me falou,não tinham completado nem um ano direito,e eu que já namorava o... - não consegui falar o nome dele - a quase seis anos não posso ficar triste,por favor,né?
-Você tem razão,desculpe-me mas não deixa muito amostra para o seu pai,está bem?
-Claro.Agora deixa eu ir me trocar para sair com o meu "namorado"Ela riu
Eu não queria deixar o meu pai mais triste do que ele já ficou todos esses dias.Arrumei uma muda de roupas - hoje estava um pouco frio mas nem tanto mas quando se trata de mata - tem muito mosquito - é necessário colocar roupas compridas.Coloquei uma blusa azul escuro de mangas longas e uma calça jens (velha) e uma jaqueta jeans preta (nunca gostei de moda) ,arrumei meu cabelo e sai.Quando eu o vi ele estava sentado no sofá com uma cesta média no chão,ele sorriu para mim e eu devolvi o mesmo sorriso - cada vez estava ficando mais fácil de sorrir,pricipalmente quando ele estava perto.-Eu vou no circo me troco e aproveito para providenciar uma coisa.
Eu assenti.Ele se levantou e me deu um beijo no alto da minha testa.
-Não demora - pedi
-Pode deixar
Quando ele saiu eu parei de comer,não estava com tanta fome como pensei.Eu tirei a mesa e separei a louça suja,comecei a ajudar a minha mãe a lavar a louça.Enquanto eu lavava ela secava e guardava.
-Filha,você está namorando o Marco? - ela perguntou curiosa
-Não,por que?
-Vocês dormiram juntos - ela sorriu
-Nada a ver uma coisa com a outra.Dormimos juntos sim mas não passou nada disso - eu disse exásperada,onde já se viu?
-Então não fala nada para o seu pai
-Por que? - perguntei mesmo já sabendo a resposta
-Ele pensa que você já superou o...E que você esta namorando o Marco - sábia!
-Bem que eu imaginava isso,eu nao fiz nada com o Marco,e ainda não superei porcaria nenhuma - disse nervosa
-Filha,você não acha que já demorou tempo demais para essa sua. - ela tentou achar uma palavra certa -...crise?
-Mãe,eu estou triste só a duas semanas e estou fazendo de tudo para não pensar em mais ninguém! A senhora mesmo disse que teve uma crise com o papai e ficou um mês de depreção quando vocês ainda namoravam,e pelo que a senhora me falou,não tinham completado nem um ano direito,e eu que já namorava o... - não consegui falar o nome dele - a quase seis anos não posso ficar triste,por favor,né?
-Você tem razão,desculpe-me mas não deixa muito amostra para o seu pai,está bem?
-Claro.Agora deixa eu ir me trocar para sair com o meu "namorado"Ela riu
-Piquenique - ele disse sorrindo
-Assim - sorri - Você sabia que agora somos namorados? - perguntei séria brincando com a “novidade”.
Ele enrrugou a testa
-Meu pai pensa que estamos namorando
Ele riu e eu o acompanhei e cada vez que eu ficava com ele além de ficar mais calma eu ficava mais leve.
-Há calma as vezes é assustador – eu disse balançando a cabeça pelo fato dele só enrrugar a cabeça com a notícia,mas acho que disse mais para mim mesma do que para ele - Estava com saudades.
Meia verdade,afinal ele me acalma e me deixa leve...
-Eu sei que você me ama - ele disse se levantando e eu ri.
-Tchau mãe - eu disse depois de meio segundo
-Tchau filha,bom passeio-Eu sei que você me ama - ele disse se levantando e eu ri.
-Tchau mãe - eu disse depois de meio segundo
-Tchau sogrinha - ele riu
-Tchau - ela gargalhava.
Andavamos de mãos dadas - eu sempre andei com ele assim -.Tinha vezes que eu namorava o Leonardo e dava a mão para os dois,o Léo não gostava muito e o Marco gostava menos ainda mas eu os repreendia e ficavamos juntos.O Marco era o meu melhor amigo,ele,o meu pai,meu irmão e o Léo,eu falava que eles eram os homens da minha vida,mesmo o Leonardo não namorando mais comigo continuava sendo um dos homens da minha vida,mesmo separados eu continuo o amando.Era bom morar perto do canto do morro e perto da avenida,na verdade era ótimo.Quando chegamos ao lugar que eu comecei a subir naquele dia eu não queria olhar para trás por que senão eu iria lembrar tudo e principalmente por que atrás de mim era a casa do Léo.
-Chegamos! - eu disse tentando parecer alegre.
-Que bom,mas você não se esqueceu que eu conheço essa mata com a palma da minha mão?
-Mas sempre que você veio não tinha a minha companhia - rebati
-E a sua companhia é muito melhor do que alguns meninos
Eu sai da calçada e comecei a caminhar para a grama,quando sai da grama tinha um pouco de terra e depois vinha a subida.Era ingrime e não muito favorálvel para os que não tem coordenação motora - minha sorte é que eu não sou uma delas.Já estávamos na metade da subida antes de entramos totalmente para o morro.E olha que nem estávamos perto do final,estávamos básicamente no começo de tudo.
-Como você consegue andar tão rápido nessa subida? - perguntou ele incrédulo
-fácil,porque eu não estou carregando nada na mão.
Eu me virei para pegar a mão dele e lá estava o Leonardo,no meio da calçada olhando para nós,seu olhar estava tristonho,estava um pouco parecido comigo mas não tinha uma companhia que nem eu tinha,engoli em seco e estiquei minha mão para o Marco pegar,não queria que ele visse o Léo.
O Marco me olhou e eu olhei para ele e sorri.
-Obrigado - ele disse
-De nada e disponha - eu disse e senti ele virar a cabeça para trás.
-Você viu o ...
-Não estou vendo ninguém,se eu ver alguém eu vou cair - eu disse numa tentativa de rir para abafar o som da miha tristeza em ver o homem que eu amo triste.
Continuamos a andar - minha sorte que não era totalmente longe - Talves no dia em que eu me perdi eu acabei dando várias voltas.Ás samambaias que eu amassara para dar passagem para eu passar estavam fazendo uma trilha para onde que eu deveria ir.Que sorte...Ou não.
Chegamos.
Hoje não me doía tanto quanto aquele dia mas mesmo assim doía.Era uma área da floresta sem muitas árvores desmatada no meio e rodeada por árvores e flores - me lembrava a floresta do meu sonho mas não era tão lindo como - nele mas mesmo assim tinha sua beleza nítida.
-Lindo! - disse ele - É perfeito! Você é genial - ele deu uma piscadela para mim.Eu sorri
-Obrigado
-Vamos comer? - perguntou ele mudando de assunto.
Eu assenti e fomos para o meio da clareira.Ele esticou uma toalha - parecia uma cena de algum filme americano - ele sábia que eu gostava disso.
-Quando que você vai começar a faculdade? - ele perguntou enquanto comiamos
-Não sei,estava pensando em fazer algo que não tenha aqui,eu não quero ficar nessa cidade mais
-Entendi,vou sentir saudades
-Eu sei! - brinquei
-Convencida.Mas o que você pensa em fazer?
-Até alguns dias atrás eu queria fazer literatura,eu gosto de ler e eu queria dar aulas de português,eu acho que eu gosto de ser "professora" mas agora eu estava pensando em fazer administração - expliquei
-Interessante,vou sentir saudades - eu sorri - Você sabe que eu gosto de você,né? - perguntou ele com um outro sentido na voz mas mesmo assim tentei parecer desintendida.
-Claro que sei,como você sabe que eu também gosto de você,você é como se fosse um irmão para mim
Ele respirou fundo.
-Mas não é assim que eu gosto de você,eu pensei que sim mas não é.
Socorro!
-Como assim? - me fiz de desentendida de novo.
-Eu te amo
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